Hernâni Carvalho arrasa Protecção Civil

0  ● 24.6.17 0



Tragédia de Pedrógão Grande: Quase uma semana após o maior incêndio registado em Portugal, Hernâni Carvalho aponta o dedo à Protecção Civil: "A maior violência que aqui há, é a violência de perceber que a coordenação está descontrolada". Hernâni defende os bombeiros e critica o comandante operacional da Protecção Civil, Vaz Pinto: "Hoje, ouvimos uma conferência de imprensa com um Coordenador a agradecer a toda a gente, menos aos bombeiros." lembrou Hernâni Carvalho.(ver o video)
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A CAUSA do negócio dos incêndios - Paulo Morais

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A CAUSA do negócio dos incêndios:

Orçamento para combate a incêndios: 211 Milhões de Euros.
Orçamento para prevenção de incêndios: ZERO.





211 MILHÕES DE EUROS para o combate a incêndios.
Bastaria despender menos de metade em prevenção e não estaríamos na situação de catástrofe em que nos encontramos, resultantes desta avassaladora e descontrolada vaga de incêndios.

Veja aqui: Em vez de andar a pagar fogos, o estado deveria premiar a sua inexistência.
As campanhas de combate a incêndios, incentivam os próprios incêndios ao enriquecerem as empresas que se alimentam deste negócio.
Paulo Morais
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Contrato com o SIRESP - um insulto à inteligência!

0  ● 23.6.17 0



Hernâni Carvalho revela detalhes do contrato que o Ministério da Administração Interna fez com o (SIRESP) Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança. É um contrato com traços hilariantes, não fora o assunto ser demasiado sério: "O sistema pode falhar, desde que haja azar".

Sobre a tragédia de Pedrógão, Hernâni aponta o dedo à Protecção Civil: "Sempre houve bombeiros, sempre houve fogos, sempre foram apagados... e nunca havia Autoridade Nacional de Protecção Civil. Em termos de coordenação foi um FALHANÇO".

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Minuto de silêncio: «Não têm vergonha» Paulo Morais

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Os Carrascos vão fazer um minuto de silêncio pelas suas próprias vítimas?
Não têm vergonha. Não têm respeito.
Paulo Morais


Minuto de silêncio nacional, 21 Junho, às 13h
A Assembleia da República propôs um minuto de silêncio ao país pelas vítimas dos incêndios. Ferro Rodrigues anunciou ainda uma sessão solene no parlamento, com os autarcas dos concelhos afectados. Todos os deputados e membros do governo cumprem juntos, na escadaria do parlamento, um minuto de silêncio pelas vítimas de Pedrógão: 64 vítimas mortais, dos quais 47 perderam a vida na EN236, carbonizadas dentro dos próprios carros ou na estrada, quando tentavam escapar às chamas que engoliram aquela via, e na qual tinham entrado mandados pela GNR.


"Não deixemos que os políticos transformem este MINUTO de silêncio num MANTO de silêncio".
Sousa Tavares: Eu ACUSO! Autores morais da tragédia de Pedrógão Grande
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ACUSO! Autores morais da tragédia de Pedrógão

0  ● 22.6.17 0



"Acuso fileira da celulose e governantes que pactuaram de autoria moral"


Miguel Sousa Tavares, esta segunda-feira na SIC-N comentou a tragédia de Pedrógão Grande. O comentador defende que as responsabilidades políticas deste incêndio começaram em 1987, com o primeiro Governo de Cavaco Silva. E diz que o ministro da Agricultura desta altura defendeu o abandono da agricultura a "troco de indemnizações" e que o da Indústria e Energia defendeu a "eucaliptização" do país, lembrando ainda que o ministro disse que os eucaliptos eram "o nosso petróleo verde". Aproveitou até para deixar uma mensagem a Mira Amaral: "o seu petróleo não é verde, é da cor do fogo".

Sobre os sistemas de comunicações para situações de emergência (SIRESP), o comentador diz que o sistema, apesar de ter sido muito caro (mais de 400 milhões euros) falhou e impossibilitou o combate dos incêndios da" melhor maneira".

O comentador criticou ainda o país e, em especial, os políticos que "insistem em não aprender a lição. (...) Nós em termos da dimensão de áreas ardidas na Europa somos um escândalo". Explicando que a EN236 estava ladeada por eucaliptos, Sousa Tavares dispara: "Eu acuso a fileira florestal das celuloses em Portugal e todos os governantes que pactuaram com ela de autoria moral de muitos destes mortos".

"Eu diria da cor do sangue!", disse Ana Paula Mota (seguidora do PG). Veja: Hernâni Carvalho arrasa Protecção Civil - "Hoje, ouvimos uma conferência de imprensa com um Coordenador a agradecer a toda a gente, menos aos bombeiros."

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Tenham vergonha e façam aquilo que desfizeram, reponham os Serviços Florestais

1  ● 20.6.17 1


"Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?"

Nos momentos em que escrevo estas linhas está a desenrolar-se uma das maiores tragédias florestais em Portugal, senão mesmo a maior. E estas notas não terão a ver directamente com o caos dos incêndios que nesta altura atacam o centro do nosso país mas têm indirectamente. E a resposta está no telefonema que me foi feito, a meio da manhã, pelo Prof. Jorge Paiva da Universidade de Coimbra, que me dizia desesperado: “Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?”
[...]
Chamemos as coisas pelos seus nomes: foi num Governo PS que foi extinto o Corpo de Guardas Florestais que existia nos Serviços Florestais e os seus efectivos foram integrados na GNR. Erro crasso, naquela perspectiva neo-liberal de “menos Estado para melhor Estado”.

Está-se mesmo a ver, não está ?

Os guardas florestais não eram polícias, eram actores fundamentais da vigilância das matas, integrados numa cadeia de comando especializada que ia dos velhos Mestres Florestais aos Administradores Florestais e ate aos Chefes de Circunscrição. Eles não têm que ser comandados por sargentos ou tenentes, têm de ser comandados por quem sabe dos problemas das florestas.

Depois desta asneira socialista, o Governo PSD/CDS pela mão do sábio e secretário de Estado do queijo limiano, e perante a apatia da ministra do CDS e dos sociais-democratas (que tinham obrigação, pelo seu historial , de serem mais competentes em matéria ambiental) acabou de vez com os serviços florestais e integrou-os no Instituto da Conservação da Natureza. Cereja em cima do bolo da asneira!!

É preciso ter bom senso e acabar de vez com esta situação anómala de sermos talvez o único país do mundo com tanta área florestal e não termos Serviços Florestais nem um Corpo de Guardas Florestais.

Perdeu-se a grande sabedoria do velhos Mestres Florestais, senhores das serras e das matas que eles conheciam como as suas próprias mãos; mas ainda há na GNR umas centenas de antigos guardas florestais que podem ser o embrião de um novo corpo especializado.

Tenham vergonha de dar a mão a palmatória e façam aquilo que desfizeram, reponham os Serviços Florestais no Ministério da Agricultura e Florestas (chamem-lhe Instituto, chamem-lhe o que quiserem), com a dignidade que eles nunca deviam ter perdido, reponham a funcionar a quadrícula de casas e postos florestais que são quem pode assegurar a vigilância permanente das serras do país, dêem a esses postos as novas tecnologias e os novos meios de comunicação e dêem de novo aos guardas florestais a capacidade legal de continuarem a vigiar as matas, de obrigarem os proprietários a limpar e a ordenar as matas.

Também acabaram com os guarda-rios e nunca mais as margens e leitos da maior parte das ribeiras foram limpas, como eram quando esses agentes obrigavam os proprietários marginais das linhas de água a limparem as margens dos seus terrenos.

A terrível tragédia que nos aflige, que ao menos sirva de aviso para o que pode acontecer este Verão, com tanta área de pastos secos debaixo de temperaturas cada vez mais quentes, já que ninguém liga aos avisos dos cientistas, portugueses e internacionais, sobre as alterações climáticas graves que estão em curso e que afectarão muito em especial o Mediterrâneo e a nossa Península. Lá que o Trump não acredite nisso, é lamentável mas para quem é poucochinho não se pode exigir mais. Mas a governos responsáveis temos de exigir muito mais.

A minha voz não tem peso político nem público, mas tem a experiência de muitos anos embrenhados nestes problemas. Outras vozes com maior ressonância certamente me darão razão.

Fernando Santos Pessoa
Ex-Administrador Florestal, fundador e 1º Presidente do SNPRPP
publico.pt
ver «Quem mais factura com incêndios, é alguém condenado por corrupção» Paulo Morais
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A rápida e estranha tese da Trovoada seca

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Foi ou não trovoada seca a causar o incêndio de Pedrógão?


18 Junho 10:13
NÃO BATE A BOTA COM A PERDIGOTA
A PJ, em tempo recorde, já apurou a causa do incêndio de Pedrógão Grande. Garante que foi trovoada seca e o seu director até diz que se identificou a árvore. Tanta e tão rápida certeza levou-me a desconfiar. Como sei que o IPMA tem registos das trovoadas secas (aliás, parece que a PJ não os ouviu; apenas à GNR), fui ver as ocorrências de trovoadas secas do dia de ontem. De facto, Portugal foi fustigado por trovoada seca. Sucede que, no período de início do incêndio em Escalos Fundeiros, a norte de Pedrógão, não há registo de qualquer ocorrência (vd imagem registo do IPMA). Ou seja, a trovoada não terá vindo do céu; veio do Inferno...



18 Junho 15:29
FALCATRUA??? Yo no acredito en las brujas, pero...
Divulguei esta manhã os registos das trovoadas secas do dia de ontem, onde se destacava o singelo facto de não aparecer qualquer registo de raio nem corisco nas imediações (e arredores) da ignição iniciada a norte de Pedrógão Grande. Isto deitava por terra a tese da PJ sobre a causa inicial do fogo. Pois, quis agora ir ver os dados novamente com mais detalhe horário (e não agregado), e eis que surge isto: "INFORMAÇÃO NÃO DISPONÍVEL / INFORMAÇÃO SEM DADOS DE LOCALIZAÇÃO". Ora, façam favor, os meus (ex-)colegas jornalistas de averiguar bem a fundo este súbito desaparecimento de informação.



19 Junho 00:51
TROVOADA SECA...OU SE NÃO TENS CÃO, CAÇA COM CÃO ESTRANGEIRO
Estranhamente, os dados das trovoadas secas (inexistentes a norte de Pedrógão) desapareceram do site do IPMA durante a tarde deste domingo. A tese da PJ sobre a origem do incêndio, tão rapidamente avançada, caía por terra com a falta de confirmação científica. Enfim, eu desconfio logo das entidades que manipulam informação porque mostram que não são sérias.

Felizmente, não vivemos num mundo isolado e, assim, através de uma pesquisa, consegui detectar um sistema que regista (e mantém) todas as trovoadas secas. No LIghtningMaps (vd. imagem), eis a confirmação da inexistência de trovoada seca a norte de Pedrógão Grande entre as 11 e as 17 horas de sábado passado.



Realço mais uma vez que a origem do fogo para mim não explica a dimensão da tragédia humana nem tão pouco as responsabilidades das autoridades de Protecção Civil. Pessoalmente, desconfio que a insistência oficial na trovoada seca como origem do incêndio apenas aparece para se encaixar numa tese favorável à imprevisibilidade e incapacidade humana em debelar algo supra-humano. Mesmo se as trovoadas secas são fenómeno mais comum dos que se possa imaginar.

Aquilo que me surpreende é a pressa em se querer dizer que a culpa foi o raio (como em outras situações se aponta para a mão criminosa). E o que me chateia é a manipulação da informação: quando não agrada uma tese, os dados científicos desaparecem.

19 Junho 12:03
O director da PJ deu-nos um lindo exemplo de como se deve conduzir uma investigação independente. Dados científicos? Nã! Testemunhos locais? Nã! Foi Deus que lançou o raio. E, pronto, servicinho feito. A tutela agradece.

Pedro Almeida Vieira.
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Habitantes de Escalos Fundeiros, aldeia onde parece ter iniciado o incêndio, contestam tese da Polícia Judiciária de que o fogo de Pedrógão Grande foi causado por uma trovoada seca. (Expresso)



Miguel Serrano, ex-industrial já reformado, dono de terrenos naquela região, aponta para várias árvores queimadas, algumas derrubadas pela força do fogo do último sábado. "Foi aqui que tudo começou", diz, com tristeza nos olhos, este homem.

Há cerca de 24 horas, inspectores da Polícia Judiciária tinham estado naquele mesmo local, ainda distante da pequena aldeia. Concluíram que tinha sido uma trovoada seca a causar o incêndio que teve início na tarde de sábado e deflagrou por vários concelhos vizinhos, matando mais de 60 pessoas. A tese, porém, não convence os moradores. Miguel Serrano garante que ninguém ali ouviu qualquer trovoada próxima da aldeia. “Andam para aí a inventar que caiu um raio numa destas árvores, mas os únicos trovões que ouvi nessa tarde estavam longe, para os lados da Sertã”.

Também Alcinda Barata, uma reformada de 71 anos, que por causa de uma operação recente a um joelho é obrigada a andar apoiada em muletas, não tem dúvidas de que o fogo começou ali naquele pinhal, de facto, mas muitas horas antes de escutar os primeiros estrondos vindos do céu. O relato sobre as horas que se seguiram emocionam esta ex-emigrante na Suíça. Mais abalada fica quando surge a conversa sobre a dita trovoada seca. “Enerva-me estarem por ai a dizer que foi um raio que fez começar o fogo. Só ao fim do dia é que escutei uma ou duas trovoadas, mas nada de especial. Eram assim como estas, estão a ouvir?”
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Actualização:
Ministério Público abre inquérito-crime ao incêndio.
Inquérito será instaurado pelo Ministério Público de Figueiró dos Vinhos

O Ministério Público vai abrir um inquérito criminal para determinar as causas do incêndio que começou em Pedrógão Grande no sábado, no norte do distrito de Leiria, disse hoje à agência Lusa o procurador distrital de Coimbra. "Vai ser aberto um inquérito", afirmou Euclides Dâmaso, sublinhando que se tem de comprovar a teoria avançada pela Polícia Judiciária (PJ), que apontou trovoadas secas como as causas do incêndio, tendo encontrado uma árvore que foi atingida por um raio. "Não tenho razões para desconfiar, mas tem que ficar comprovado no inquérito", referiu Euclides Dâmaso. (fonte DN)
últimas: Não estão a contar-nos tudo sobre Pedrógão.
.  Eu ACUSO! Autores morais da tragédia de Pedrógão Grande.
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