Portugal Glorioso

Maravilhas de Portugal: Castelo de Noudar-Barrancos

   28.3.15       


Vista aérea do Castelo de Noudar-Barrancos junto à fronteira com Espanha, situa-se um castelo completamente isolado. Contornado a Norte e a Sul, respectivamente pelas ribeiras de Ardila e de Múrtega, que confluindo a ocidente vão formar o rio Ardila, que por sua vez vai desembocar no Guadiana.
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Henrique Neto zelosamente insultado pelas luminárias do PS

   27.3.15       

Henrique Neto

Henrique Neto, um velho socialista, achou de repente que o país precisava das suas luzes e resolveu apresentar a sua candidatura a Presidente da República.

Está no seu direito, mas foi logo zelosamente insultado pelas luminárias do PS. Ao admirável José Lello, lembra Beppe Grillo. Para Augusto Santos Silva, com a sua elegância habitual, não passa de um bobo. E António Costa declarou à pressa que o episódio lhe era “indiferente”: Henrique Neto, para efeitos práticos, não existia. No que não deixa, em certa medida, de ter razão. Sem dinheiro, sem apoio no partido, sem uma organização própria, sem um nome nacional, Neto com certeza que não irá longe. Costa podia talvez mostrar alguma curiosidade pelos motivos que levaram um homem de 78 anos, modesto e com uma excepcional carreira na indústria, a sair da sombra. Infelizmente, Costa não se interessa por essas bagatelas.

Só que, posto de parte cavalheiramente este fantasma da Marinha Grande, ficam algumas perguntas, que merecem resposta. Será, por exemplo, que, a benefício de uma amnésia incurável e total, Costa já esqueceu o que foram os bons tempos de António Guterres: a indecisão diária, a desordem no Governo, a ausência de autoridade, o populismo intermitente de um primeiro-ministro católico? A sério que gostava de ver esse melancólico espectáculo repetido em Belém? Ou prefere Vitorino, o advogado de negócios, que nunca abriu a boca sobre o estado, o destino e o caminho de Portugal? Ou a invenção de Soares, que dá pelo nome de António Nóvoa, e que não se recomenda por mais do que uma oratória com um século de atraso e uma vacuidade absoluta? Esses não são bobos, nem Grillos, nem indiferentes?

A direita não comentou a candidatura de Henrique Neto. Por motivos tácticos mais do que óbvios, mas também porque evidentemente não se sente segura. Durão Barroso, eleito pelos portugueses para primeiro-ministro, arranjou na “Europa” um emprego melhor. Marcelo Rebelo de Sousa é um comentador (exclusivamente preocupado com a “apresentação” das políticas) a quem, ao fim de 30 anos de televisão, não se conhece uma convicção, um princípio, um objectivo. Rui Rio, fora a importância que ele a si mesmo se atribui, é uma personagem secundária do Porto. E Santana Lopes continua heroicamente Santana Lopes. No meio disto, desta pobreza e desta inconsciência, porque não a extravagância de Henrique Neto?
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A promiscuidade entre negócios e política - Paulo Morais

         


António Vitorino personifica a promiscuidade entre negócios e política. Vai agora presidir à Assembleia Geral da EDP. O político e advogado socialista é sócio de escritório de Paulo Rangel, administra os CTT e tem cargos em mais onze empresas (Brisa, Novabase, etc.)
Paulo Morais
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Isto não é maneira de abominar jornalistas

   26.3.15       

Eu abomino jornalistas. Trata-se de uma abominação digna, justa e sensata. Há vários motivos para abominar jornalistas e o mais recente talvez seja a admiração que dedicam às chamadas redes sociais. Tudo o que se diz nas redes sociais é notável, ao contrário do que se diz, por exemplo, em snack-bares. As pessoas também dizem coisas em snack-bares. Normalmente, as mesmas coisas que se dizem nas redes sociais, o que é curioso. No entanto, os jornalistas nunca tomaram o pulso aos snack-bares. Nunca noticiaram: "Tal caso está a gerar polémica nos snack-bares." Talvez porque seja impossível saber o que se diz em todos os snack-bares. No entanto, também há milhares de milhões de utilizadores de redes sociais, pelo que custa a crer que seja possível saber qual é a opinião das redes sociais. Em princípio, estão lá todas as opiniões possíveis. Provavelmente por razões de deslumbramento tecnológico, atitudes de snack-bar, quando tomadas em redes sociais, ganham, para os jornalistas, outra credibilidade. Digo que são atitudes de snack-bar porque, tal como no snack-bar, nas redes sociais também não há conversas em voz baixa - circunstância que os próprios jornalistas reconhecem. Eis um apanhado das últimas notícias sobre o que se passa nas redes sociais: "Polémica com Dolce e Gabbana incendeia redes sociais", "Está esclarecida a polémica que incendiou as redes sociais. O cachecol de Varoufakis é mais velho que a crise", "Post de assessora de congressista americano incendiou as redes sociais", "Irmã de Neymar incendeia as redes sociais", "Este é o vestido que incendiou as redes sociais", "Etiqueta de roupa da marca indonésia Salvo Sports incendiou as redes sociais", "Várias personalidades negras de Hollywood entregaram prémios nos Oscars, pormenor que incendiou as redes sociais", "'Era tudo maquilhagem', diz Uma Thurman sobre a polémica que rapidamente incendiou as redes sociais", "Gustavo Santos voltou a criticar o 'Charlie Hebdo', depois de um post no facebook que incendiou as redes sociais". Pelos vistos, um incêndio perpétuo (semelhante ao do inferno mas, provavelmente, mais intenso) lavra nas redes sociais. Uma turba agita-se para lapidar opiniões, comentários e peças de roupa. E os jornalistas vão atrás, para contabilizar o número de pedras arremessadas. Aqui está uma bonita abominação, devidamente justificada.

João Araújo, advogado de Sócrates, disse a uma jornalista que "devia tomar mais banho", uma vez que "cheira mal". Não pretendo ser o paladino da boa abominação de jornalistas, mas creio que não é assim que se abomina um jornalista. Tenho muitas dúvidas acerca da introdução de considerações olfactivas no debate público. Primeiro, porque é difícil de provar: na ausência de uma auditoria independente aos sovacos da jornalista, ficamos sem saber se João Araújo é mentiroso ou apenas inconveniente. Segundo, porque abre terreno a observações de outro tipo, baseadas em impressões captadas pelos outros quatro sentidos. "A sr.ª jornalista está muito áspera. É desagradável ao toque" ou "A sr.ª jornalista tem um sabor amargo" são declarações possíveis, a partir de agora, e não creio que enriqueçam a discussão. Terceiro, porque nada impede a jornalista de produzir apreciações do mesmo teor, a mais óbvia das quais será: "Sim, mas o sr. dr. faz lembrar um sapo." Não posso, por isso, deixar de condenar uma abominação de jornalistas baseada no seu odor, aspecto, som, macieza ou sabor. Fazê-lo é dar mau nome à abominação de jornalistas.

A propósito, escuso de dizer que este caso incendiou as redes sociais. Desconheço se incendiou os snack-bares.
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O Douro como nunca antes o viu

         

I Love Douro
Momento únicos captados com filmagens aéreas, steadicam e gopros.
Um filme promocional para o projecto "Eu amo o Douro" que capta todos os valores turísticos da região de São João da Pesqueira e do Vale do Douro, em Portugal.
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Rafael Marques Herói angolano

         

Tribunal de Luanda suspende julgamento do ativista Rafael Marques até 23 de abril

Julgamento do ativista Rafael Marques vai prosseguir a 23 de abril, decidiu o juíz do Tribunal de Luanda, para permitir uma melhor consulta do processo face aos argumentos apresentados pela defesa.


Rafael Marques no Tribunal Provincial de Luanda no início do julgamento


Começou esta terça-feira (24.03), em Luanda, o julgamento do jornalista e ativista dos Direitos Humanos, Rafael Marques, num processo em que é acusado de denúncia caluniosa por sete generais do regime angolano Além dessa acusação feita pelo Ministério Público, foi também conhecida uma outra, desta vez relacionada com crime de difamação apresentada por uma empresa de exploração diamantifera e que vem mencionada no livro “Diamantes de Sangue”.

Parte do julgamento foi à porta fechada.

Na sessão do julgamento, cujo início ocorreu por volta das 10 horas da manhã desta terça-feira (24.03), após as partes em litígio terem apresentado os seus argumentos de defesa, o juíz do processo Adriano Cerveira Baptista, determinou que o julgamento decorresse à porta fechada, uma medida que não foi contestada pelos advogados de ambas as partes, apesar de terem apelado para que o julgamento não fosse secreto.

O advogado de Rafael Marques disse à DW, na véspera do julgamento, que o jornalista estava "calmo" e "preparado" para se sentar em tribunal

Ao fazer a leitura da acusação, o magistrado do Ministério Publico, Lucas Miguel Janota, disse que os relatos descritos no livro ''Diamantes de Sangue: Tortura e corrupção em Angola'', da autoria de Rafael Marques estão revestidas de falsidade.

"O arguido, sabia e sabe da falsidade das suas implicações quanto à autoria ou comparticipação da participante e ofendida nos alegados crimes descritos na sua queixa apresentada à Procuradoria Geral da República de Angola. Com o seu comportamento, o arguido Rafael Marques de Morais, cometeu um crime de denúncia caluniosa".

Em resposta, a defesa de Rafael Marques, na voz do advogado Luís do Nacimento, alegou que a acusação do Ministério Público não tem qualquer base de sustentação.

"Esta acusação não consegue preencher o elemento objetivo nem o elemento subjetivo do tipo criminal de denúncia caluniosa. A acusação atropela várias garantias e normas fundamentais da Constituição da República de Angola. Não apresenta factos que a sustentem, antes, ficando por afirmações inconclusivas sem fundamento".

Ministério Público a favor dos generais?
Além disso, o advogado de Rafael Marques acusou ainda o Ministério Público de se ter colocado a favor dos generais queixosos desde o inicio desse processo.

Luís do Nacimento, deu como exemplo, o facto das contas bancárias do jornalista e defensor dos Direitos Humanos terem sido grampeadas, o que por si só, fundamenta o advogado de Marques, constitui uma clara perseguição ao seu constituinte.

Luís do Nascimento, Advogado de Rafael Marques "Este Ministério se afastou dos princípios de objetividade e legalidade de forma constante neste processo. São exemplos disso a realização de levantamento de sigilo bancário e análise dos motivos migratórios do arguido. Na verdade, numa investigação por denúncia caluniosa não se vislumbra qualquer necessidade nem fundamento de investigar contas bancárias ou viagens. Resulta pois que a execução dessas diligências se está perante uma eventual perseguição do homem (ad hominem)".

Vários ativistas cívicos de organizações dos direitos humanos nacionais e internacionais estiveram presentes na abertura do julgamento, onde foi notória a ausência dos líderes dos partidos políticos da oposição. Entretanto, nesse primeiro dia do julgamento de Rafael Marques registou-se nos arredores do Tribunal Provincial de Luanda um enorme aparato da Policial Nacional, coadjuvada pelos serviços secretos e a Policia Militar.

Polícia detém jovens em frente a tribunal onde decorria julgamento de ativista Livro Diamantes de Sangue: Tortura e corrupção em Angola da autoria de Rafael Marques.

A Polícia Nacional de Angola deteve pelo menos cinco jovens, por tentativa de manifestação junto ao tribunal onde decorria o julgamento do ativista angolano Rafael Marques.

O incidente teve lugar com um grupo de jovens que compareceu no local para assistir ao julgamento. Os jovens exibiam no exterior do tribunal exemplares do livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", de Rafael Marques, que deu origem ao julgamento.

Na sua ação, o grupo pedia a libertação de Marques e a detenção de um dos queixosos, o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, conhecido como "Kopelipa".
http://www.dw
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Quase 2 milhões de casas vazias em Portugal

         


2 000 000: Estima-se em quase dois milhões o número de casas vazias em Portugal. A grande maioria está devoluta porque os proprietários nem as querem arrendar. Muitas estão tituladas em fundos imobiliários com isenções de IMI. Se estes imóveis pagassem imposto como os de todos os cidadãos, os seus donos teriam que os colocar no mercado, o que baixaria muito o preço das rendas.
Paulo Morais
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Escândalo Petrobrás: Suíça devolve 120 milhões ao Brasil

   25.3.15       

A Procuradoria-Geral suíça irá devolver ao Brasil mais de 120 milhões de dólares, que estão congelados em contas de instituições bancárias do país, depois de detectada a sua ligação ao escândalo de corrupção envolvendo dirigentes da Petrobrás e políticos brasileiros. Ao Estado português devolve... zero. Porque será?

Paulo Morais

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Lenda das Cruzes de Barcelos

   24.3.15       
No ano de 1504, vivam em Barcelos dois homens que se odiavam: o sapateiro João Pires e o fidalgo D. Pedro Martins.

João Pires tinha uma filha, a Luisinha a quem o fidalgo, galanteador incorrigível, perseguia constantemente com os seus galanteios. Um dia, quando a jovem foi buscar água à fonte, D. Pedro Martins saiu-lhe ao caminho e só a pronta intervenção do sapateiro evitou o pior... Duas valentes bofetadas de João Pires ficaram marcadas no rosto do fidalgo, como se tivessem sido impressas a fogo.
A chacota do povo nos tempos que se seguiram só veio acirrar ainda mais o desejo de vingança do fidalgo contra o sapateiro e a sua filha. Num dia de grande tempestade, um barco vindo da Flandres naufragou na costa de Esposende, perto de Barcelos.


Quando as mulheres acorreram à praia para recolher os despojos, Luisinha encontrou enterrado na areia um pedaço de madeira que tinha um calor estranho e exalava um exótico perfume. Chegada a casa lançou o bocado de madeira ao fogo e algo de extraordinário aconteceu: a casa encheu-se de uma claridade estranha e no solo de terra batida ficou desenhada uma cruz luminosa. Por mais que se escavasse a terra naquele local onde a cruz luminosa se projectava, a cova voltava a encher-se de terra.
A notícia do milagre correu por toda a cidade e a casa do sapateiro passou a ser um local de peregrinação. Apenas o fidalgo, D. Pedro Martins não acreditou e acusou o sapateiro e a filha de embusteiros e bruxos, afirmando que os dois deveriam ser atirados à fogueira.
Estas acusações ganharam cada vez mais adeptos que acompanharam D. Pedro Martins até à porta do sapateiro e, quando este se preparava para o acusar injustamente invocando o nome de Deus, a mesma cruz luminosa apareceu. O fidalgo caiu humildemente de joelhos e pediu perdão a Deus, depois ordens para que começasse a construir um templo em acção de graças pelo milagre.

Diz a lenda que as marcas das mãos do sapateiro desapareceram-lhe do rosto naquele mesmo momento.
Foi este milagre que deu origem a uma ermida anterior à actual igreja e também à famosa romaria da Feira das Cruzes de Barcelos.
(Lendas de Portugal)
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Fomos longe demais com a almofada financeira - Sousa Tavares

   23.3.15       
"Temos os cofres cheios mas não é de dinheiro nosso, estão cheios de dívida"
Miguel Sousa Tavares analisa as declarações da ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, a alegada lista VIP de contribuintes e a eventual candidatura de Henrique Neto à Presidência da República.
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