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Os novos membros do conselho consultivo do Banco Portugal

0  ● 23.2.17 0



O Conselho de Ministros aprovou hoje quatro novos nomes propostos pelo ministro das Finanças para o Conselho Consultivo do Banco de Portugal (BdP), entre os quais o antigo coordenador do BE Francisco Louçã e o ex-ministro Murteira Nabo.

No final do Conselho de Ministros de hoje, a ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, anunciou a designação de quatro novos membros para o conselho consultivo do BdP, uma proposta do ministro das Finanças de nomes com reconhecida competência em matérias económico-financeiras e empresariais.

Francisco Louçã, economista, professor universitário e antigo coordenador do BE, Francisco Murteira Nabo, ex-ministro do XII Governo Constitucional e ex-presidente da Galp e da PT, João Talone, ex-presidente executivo da EDP, e Luis Nazaré, ex-presidente dos CTT e da Plataforma de Meios Privados, foram os nomes escolhidos para integrar este órgão.

Recorde-se que, o Conselho Consultivo do BdP tem como funções pronunciar-se de forma não vinculativa sobre o relatório anual da actividade do Banco, sobre a actuação do órgão regulador decorrente das funções que lhe estão atribuídas e sobre os assuntos que forem submetidos pelo governador ou pelo conselho de administração.

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Criminosos usam Drones para entregas nas cadeias

0  ● 21.2.17 0




Caxias. Reclusos fugiram pela janela depois de serrarem as grades.
Três reclusos fugiram durante a madrugada deste domingo do Estabelecimento Prisional de Caxias, em Oeiras. Os detidos, dois chilenos e um português (com ascendência marroquina), com idades compreendidas entre os 29 e 30 anos, estavam presos preventivamente enquanto aguardavam “julgamento por crimes de furto e roubo em processos criminais distintos”, de acordo com DGRSP. Os três reclusos já tinham tentado fugir, pelo menos, duas vezes.

"Há por aí uns Drones que aparecem em sítios estranhos", diz Hernâni Carvalho.

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Hernâni Carvalho arrasa Direcção Nacional da PSP

0  ● 18.2.17 0



Armas da polícia encontradas nas mãos de criminosos.
Arsenal desviado de depósito na Direcção Nacional da PSP.


"Se é possível roubar o que quer que seja da direcção nacional da PSP, não há lugar seguro em Portugal. Por muito menos, qualquer comandante punha o lugar à disposição. (...) Temos o país a falar que desapareceram armas... e o director nacional da PSP não diz nada!? Se o director da PSP não fala, falou a ministra da Administração Interna, que deu um 'bigode' ao director da PSP", comentário de Hernâni Carvalho sobre 'armas roubadas da PSP'.

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«Corrupção nas autarquias é regra, não é excepção» Paulo Morais

0  ● 15.2.17 0




A corrupção nas autarquias é regra, não é excepção. Deveria haver Tribunais especializados apenas para estes assuntos. Que, em cada momento, nos reportassem quais as investigações em curso e quem foi pronunciado; quais os julgamento em curso, absolvições, condenações e recursos; e quantos estão presos; e quais os activos (dos que nos foram "roubados") que foram recuperados pelo estado. Neste momento nada disto é conhecido. E, se fosse reportado, o resultado seria um ZERO ABSOLUTO.

Paulo Morais


fonte: http://www.jn.pt/

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Maldito arquivo! A história de um desafio

0  ● 10.2.17 0

João Ferreira e a história de um desafio.

Bernardo Ferrão


Esta quinta-feira à noite fui desafiado directamente pelo eurodeputado comunista, João Ferreira, a provar, recorrendo ao arquivo, que os comunistas tivessem alguma vez pedido a demissão de ministros. Ferreira regia a um comentário meu no Jornal da Noite onde estranhei o silêncio do PCP e do Bloco no caso de Mário Centeno. Mas mais do que questionar o silêncio, lembrei que noutros casos, com outros governos, as esquerdas foram as primeiras a reclamar a saída de ministros que enfrentavam crises.

Antes de responder ao desafio, importa deixar uma declaração de interesses. Não tenho, nem nunca tive, qualquer interesse ou intenção de ver o PCP ou o BE a pedir a saída deste ou de qualquer outro ministro. Tal como também não é meu objectivo ver Mário Centeno demitido – essa é matéria da exclusiva competência do Primeiro-ministro. Limitei-me, num espaço de opinião, a constatar o óbvio: no passado, e em casos muito semelhantes, comunistas e bloquistas nunca deixariam passar um episódio destes sem questionar a continuidade do governante.

Vamos ao desafio.

É verdade que o PCP é muito institucional e historicamente nunca foi muito explícito em pedidos de demissão. Aliás por norma não costuma exigir saídas individuais de membros do Governo, prefere apontar ao coletivo, ao Executivo no seu todo. Com os Presidentes da República, por exemplo, os comunistas só interromperam a “regra” de não questionar os seus mandatos, no segundo termo de Cavaco Silva. Mas não sejamos hipócritas. Uma coisa é o que o PCP defende nos seus manuais, outra bem diferente é que o que sai do calor do debate político. E foi aí que João Ferreira errou. Não basta defender o que está escrito na cartilha, é preciso ouvir o que os seus camaradas disseram e exigiram no passado.

Uma pesquisa rápida no “Google” com a frase “PCP pede demissão” mostra-nos como a tese de Ferreira cai por terra. Mas isso para o eurodeputado não chega, como aliás respondeu ao centrista Adolfo Mesquita Nunes que o confrontou com vários títulos de pedidos de demissão. Ferreira queria que lhe mostrássemos os registos, ao vivo e cores, do nosso arquivo. Foi o que fizemos e é o que está na reportagem.





Dirão que nunca há um pedido directo de demissão. Ou então, como defendeu João Ferreira, que não existe um “comunicado” que expresse a vontade do colectivo nesse sentido. Mas então de que valem as palavras dos deputados do partido? Do líder parlamentar? Do secretário-geral? Não estão eles a falar em nome do PCP? Deixemos-mos de brincadeiras: dizer, em plena crise, que um ministro “não tem condições para continuar” não é o mesmo que questionar-lhe o cargo? Não é apontar-lhe a saída? Ou será que o PCP considera que as sentenças que foi deixando no passado são “factos alternativos”?

Quando João Oliveira afirmou sobre Nuno Crato que “para lá de exigir a demissão do ministro da Educação, nós temos vindo a exigir a demissão do Governo”, queria dizer o quê?

Quando Bernardino Soares defendeu que Maria Luís Albuquerque “devia terminar o seu mandato porque não tem condições para continuar”, queria dizer o quê?

Quando Miguel Tiago foi à RTP explicar que “não devemos hesitar” porque Miguel Relvas “não tem as condições para fazer parte de um Governo”, queria dizer o quê?

Não é por não haver “comunicados” a exigir demissões que vamos fingir que não ouvimos o que as partes do colectivo vão dizendo. João Ferreira atravessou-se por algo indefensável. Antes de exigir rigor aos outros, era importante que o mostrasse quando desafia. Um pedido de demissão é um pedido de demissão e o arquivo regista-os todos. O eurodeputado e candidato à CML é um dos mais importantes e preparados activos do partido, mas com este episódio mostrou uma fragilidade que parece estar a tomar conta dos comunistas.

Mais do que saber se fizeram ou não pedidos de demissão no passado, o que realmente fez abanar a estrutura do PCP foi ter sido metido no mesmo saco do Bloco de Esquerda. Mas esse é um problema, ou melhor um incómodo, que tem de ser resolvido dentro de casa. Os jornalistas e comentadores limitam-se a constatar o que mudou no último ano – e mudou muito! O resto é arquivo. Maldito arquivo!

Bernardo Ferrão
http://sicnoticias.sapo.pt/
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Água: negócio inquinado! Está a ser totalmente transferido para privados

1  ● 1.2.17 1


Água: negócio inquinado


A água é a riqueza nacional maior do século XXI. Mas este património colectivo está em vias de ser totalmente transferido para privados.

Nos últimos anos, foram já inúmeros concelhos que alienaram o negócio da distribuição de água, através de malfadadas parcerias público-privadas. Em Paços de Ferreira, Barcelos e muitos outros municípios, os autarcas assinaram contratos ruinosos, garantindo preços elevados na água a pagar pelos consumidores, ao mesmo tempo que se vinculavam a consumos colectivos mínimos. Os cidadãos começam então a suportar preços elevados; e, quando o consumo não atinge os valores previstos, as Câmaras assumem os custos, a título de indemnizações compensatórias. Neste modelo, os cidadãos pagam sempre: de forma directa, enquanto consumidores, ou indirectamente enquanto contribuintes.

Os concessionários privados garantem rendas fixas num negócio em regime de monopólio. Ainda por cima, num serviço de primeira necessidade, de que os cidadãos não podem ser privados. Sabendo disto, os privados renegociarão os contratos sempre em situação de força, face a entidades públicas vulneráveis.

A agravar tudo isto, alguns contratos são celebrados por prazos obscenos. Em Vila Nova de Gaia, a concessão do serviço já vai em vinte e cinco anos e, em Braga, os parceiros privados da empresa municipal AGERE (nomeadamente a DST) têm rentabilidades obscenas garantidas por cinquenta anos! É inaceitável que autarcas eleitos por mandatos de apenas quatro anos possam comprometer os orçamentos municipais ao longo de duas gerações.

A água, que deveria constituir um serviço público essencial, e que constitui até um direito humano, está pois a transformar-se gradualmente num negócio capturado por interesses económicos gananciosos.

Paulo de Morais
http://frentecivica.blogspot.pt/
veja: UE privatiza água em Portugal secretamente!
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«Não há recursos. Mas para os concessionários das PPP há sempre dinheiro» Paulo Morais

2  ● 30.1.17 2



O Estado irá pagar em 2017 cerca de 2 000 000 000 - Dois Mil milhões de euros em Parcerias Público Privadas ruinosas.
Enquanto isso, as escolas públicas estão sem manutenção, chove no seu interior, como na Alexandre Herculano. Há mais de um milhão de portugueses em situação de desemprego ou subemprego, metade dos cidadãos não conseguem sair da pobreza, há mais de cem mil que recebem, a trabalhar, pouco mais de trezentos euros. Não há recursos para tratar destes dramas. Mas para os concessionários das PPP há sempre dinheiro.

Para garantir rentabilidades anuais superiores a 10% e mais, verdadeiras tenças - os concessionários compram os políticos que for preciso dos vários partidos. Só na maior, na Mota Engil, trabalham Paulo Portas, Jorge Coelho, Valente de Oliveira, Lobo Xavier, Seixas da Costa... que garantem que as forças políticas jamais incomodarão os concessionários das PPP, por muito que seja o prejuízo do Povo Português.

Paulo Morais

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