-->

20.9.14

Benvindo ao Planeta Terra

. 20.9.14



Ler Mais ►

Justiça poética


É curioso que Maria de Lurdes Rodrigues se queixe do esforço financeiro que faz com o processo que já levou à sua condenação. 

Logo uma senhora que participou no governo da criatura socrática, conhecida por processar a eito jornalistas e comentadores que tinham a ousadia de não admirar a radiosa liderança socrática e se incomodarem pelos persistentes casos que não costumam atormentar pessoas honestas e rodeavam o então primeiro-ministro.


Queixas – por vezes queixas civis, nem sequer criminais – que não levavam a nenhuma condenação ou, sequer, a acusação. Mas que obrigavam os ditos processados a terem gastos com advogados, além de perderem tempo de trabalho. Com Sócrates, era assim; criticas-me e levas com honorários de advogados para pagar.

Maria de Lurdes Rodrigues não teve qualquer problema de consciência por participar num governo que desta forma sem vergonha pressionava jornalistas e comentadores a calarem as críticas a Sócrates, pois não? Ora então desejo que continue a ter um grande esforço financeiro com todo este processo


Ler Mais ►

O extraordinário mundo animal

NAT GEO WILD HD (Living Music ACTION)
parabéns por este fantástico documento.
Ler Mais ►

19.9.14

«Classe política com privilégios maiores que no tempo da ditadura»

. 19.9.14


O poder é exercido pelos grandes grupos económicos, com predomínio dos financeiros, dos construtores e promotores imobiliários. Eleições não geram verdadeiras alternativas, apenas permitem a alternância no poder dos maiores partidos. Distribuição de benesses, cargos, “tachos”, por uma classe política que usufrui, em democracia, de privilégios bem maiores do que no tempo da ditadura.
O regime precisa duma reviravolta.
[...]
A Assembleia da República, sede da democracia, abastardou-se com negócios.
Os governantes mentem todos os dias. O povo tem sede duma justiça que nunca chega.
Só uma intervenção do (p)Residente da República poderia desencadear um processo de regeneração. Mas Cavaco, responsável pelo regular funcionamento das instituições, assiste, imóvel, ao estertor desta democracia moribunda. Dias do Fim?

Paulo Morais,
vice-presidente da associação cívica Transparência e Integridade.
Ler Mais ►

Fernão Mendes Pinto - O Corsário dos Sete Mares

A escritora Deana Barroqueiro publicou um livro cujo título "O Corsário dos Sete Mares" é baseado na vida de Fernão Mendes Pinto, como exemplo vivo do aventureiro português do século XVI que embarca para o oriente com o fito de enriquecer.
Curioso, inteligente, ardiloso e hábil, capaz de todas as manhas para sobreviver, vai tornar-se um homem dos sete ofícios, sendo embaixador, mercador, médico, mercenário, marinheiro, descobridor e corsário dos sete mares - Roxo, da Arábia, Samatra, China, Japão, Java e Sião - por onde, durante vinte anos, navegou e naufragou, ganhou e perdeu verdadeiros tesouros, fez-se senhor e escravo, amou e foi amado, temido e odiado. 

A ilustre escritora oferece-nos uma escrita tão rica de pormenores, que mais parece ter andado de "braço dado" com Fernão nessas aventuras. No excerto sobre a viagem de Lisboa para a Índia, e que vos dou conta a seguir, pode-se constactar com que lupa Deana Barroqueiro viu a viagem.
Herminius Lusitano
f

O Corsário dos Sete Mares

Os Sete Mares do Corsário

Navegara seis mil léguas por mar, de Lisboa à Índia, uma penosa viagem devido ao confinamento no espaço exíguo da nau Frol de la Mar de quase duas centenas de pessoas, forçadas a verem as mesmas caras, seis meses a frio, até já não as poderem sofrer; uma tortura agravada pelas más condições de alojamento, imundice, cheiros nauseabundos, sobretudo, pragas de ratos, baratas, pulgas e piolhos que eram o pão-nosso-de-cada-dia nos navios daquela longuíssima carreira.

A navegação decorrera sem acidentes graves de tempestades, calmarias ou doenças, tirante alguns casos de pneumonia entre a gente mesquinha que se embarca para a Índia com quem ia para Almada; desprovidos, durante mais de seis meses, viajavam mortos de fome e quase nus, dormindo ao relento no convés da primeira coberta, expostos ora à torreira do sol, ora à inclemência das chuvas e do frio de dois Invernos e dois Verões, segundo as partes do mundo por onde passavam.

No comando da Frol de la Mar - nome posto em honra da nau de Afonso de Albuquerque que se afundara com todo o tesouro da conquista de Malaca - ia Lopo Vaz Vogado, capitão ordinário de viagem, que não sofria desobediências, por isso havia sido pouco frequentes as rixas entre os malotes e soldados, causadas quer pela jogatina, quer por algum furto ou pela primazia do uso do forno, quando lhes permitiam cozinhar. De pronto dominadas, antes de causarem morte ou ferimentos grave, com os desordeiros postos a ferro ou condenados a pena de açoites, tinham servido de distracção à mesmice da viagem, porque as punições eram administradas com muita solenidade, na presença de todos os tripulantes e passageiros, estes últimos procurando disfarçar o mareio provocado pelo som dos tambores, dos silvos do látego e dos uivos dos condenados.

imagem Padrão dos Descobrimentos
Fernão viera com comida e catre assegurados na segunda coberta, a dos oficiais, graças à influência do seu protector Francisco de Faria, a quem servira durante quatro anos, findos os quais o amo o fizera entrar para moço da câmara do Senhor D.Jorge - o Mestre da Ordem de Santiago e filho bastardo d'el-rei D. João II. Como a paga mal dava para se sustentar, passado ano e meio, anunciara-lhes a sua decisão de partir para o Oriente em busca de fortuna.

Francisco de Faria escrevera-lhe cartas de recomendação para Pêro de Faria, um parente há muito estabelecido em Goa, assim como para um fidalgo seu amigo que ia na mesma nau, pedindo-lhe para o tomar sob a sua protecção. Este falara com os oficiais, gabando-lhes as letras de Fernão e o seu bom engenho, conseguindo que o pusessem como ajudante de boticário e barbeiro, em vez de trabalhar com os matalotes nas rudes fainas do mar para pagar a sua passagem.

A longa travessia dos dois oceanos fora uma verdadeira escola de manhas de sobreviver a qualquer preço, ministradas por malfeitores e criminosos sem escrúpulos e aprendidas à própria custa pelos grumetes mais moços e inocentes ou por quem viajasse sozinho e não se soubesse defender. Por ser bom de peleja e gozar da protecção de gente de qualidade, Fernão nada sofrera, evitando todavia imiscuir-se nas contendas da vilanagem para defender alguma vítima mais fraca, mesmo que o coração o impelisse a fazê-lo, seguro de que se o tentasse já não veria ao amanhecer, pois nessa mesma noite teria a garganta cortada e seria lançado ao mar, sem ninguém se dar conta da malfeitoria.

Quando no ano da morte d'el-rei D. Manuel, em mil quinhentos e vinte e um, o seu tio o lavara da casa paterna, na pacata de Monte-mor-o Velho, para o serviço de uma senhora fidalga de Lisboa, a fim de lhe dar melhor vida, a mudança fora tão súbita e brutal como se tivesse passado do jardim da inocência para a terra da perdição. Ninguém preparara o menino de dez anos para os jogos de intrigas da Babel cosmopolita, faustosa e corrupta, que era a capital do reino, onde por pouco não perdera a alma e a vida.

Ao embarcar para a Índia, se acaso guardava ainda alguns resquícios de inocência desses tempos de meninice e juventude ao serviço do Mestre de Santiago, perdera-os irremediavelmente durante a viagem, vendo como o comportamento dos que embarcavam em busca de fortuna se assemelhava mais aos das feras do que aos dos homens. A experiência, por outro lado, ensinara-lhe que não devia esperar a ajuda de outrem, pois no Oriente «cada um era por si», o que, seja dito em abono da verdade, não era muito diferente do reino.

À sua chegada, no dia cinco de Setembro. a Diu - onde as naus d'el-rei, Frol de la Mar, Galega e Santa Bárbara, tinham ido deixar homens de reforço na fortaleza ameaçada pelos turcos -,vendo a alegria e o caloroso acolhimento com que eram recebidos pelo capitão António da Silveira e pelos seus companheiros, Fernão experimentara uma sorte de epifania ao sentir que fazia parte desse pequeno punhado de homens, quase todos portugueses, a quem Deus concedera o privilégio de visitarem, antes de quaisquer outros europeus, aquelas remotas paragens para aí se estabelecerem.


Texto extraído do livro "O CORSÁRIO DOS SETE MARES" de Deana Barroqueiro
Casa das Letras - uma marca da Oficina do Livro -Sociedade Editorial,Lda. - www.casadasletras.leya.com
Ler Mais ►

Senadores?

Assim noticia o Expresso o despeito de senadores (?) do calibre de Ferro Rodrigues, Jorge Lacão, Alberto Costa, José Lello, Vitalino Canas e mais uns quantos relativamente a uma decisão daquele que ainda é o seu Secretário-Geral, pela boca do chefe do Grupo Parlamentar do Partido.

É este o conceito que a tralha socialista tem de democracia. Ou as coisas são como eles querem ou emaranham-se numa retórica violenta, estridente e do tipo «quem manda sou eu», onde não falta sequer o elemento intimidatório e ameaçador, como trazer à ideia o deputado ucraniano que foi deitado a um contentor de lixo. E dão espectáculos como o que se pode ler na notícia onde o Expresso, numa atitude de notável comicidade, chama "senadores" a esta rapaziada.


PS - Quem se mete com o PS ( dos senadores) LEVA...!   Jorge Coelho
Ler Mais ►

Keynesianismo perfeito


Depois dos Estaleiros de Viana terem perdido 40 ou 50 milhões no Atlântida, aparentemente porque os Açores não conseguiram os fundos europeus necessários, a West Sea, os novos Estaleiros de Viana, vai remodelar o Atlântida … com dinheiro de fundos europeus. Num mundo keynesiano perfeito, o Atlântida estaria eternamente a sair dos estaleiros de Viana e a entrar para novas remodelações, sempre tudo a pretexto de ser pago com dinheiros europeus, claro. Talvez um dia se consiga transformar o Atlântida num asfalteiro para vender à Venezuela.
artigo a recordar A Corja... 
Ler Mais ►

Então vamos lá ver...



Como jurista e advogado não comento processos ou decisões judiciais que não conheço, onde não participei, de que não tenha os dados todos, e menos ainda as qualifico como boas ou más e, muito menos, como Augusto Santos Silva fez, as apelido de “opiniões políticas” ou “totalmente absurdas” (citado pelo Público).
Mas uma coisa é certa: como pessoa singular, não posso deixar de compreender que qualquer outro não possa deixar de achar estranho que o Ministério da Educação contrate por 220.000 euros uma pessoa para realizar o extraordinário e extenuante trabalho de elaborar uma “compilação de legislação na área da educação”, em 2005, com renovação em 2007. Já nem me detenho na questão de tal coisa não ter sequer sido concluída.


Pergunto-me apenas para que servirá aquela imensidão de gente no Ministério de Educação se nem consegue fazer trabalho tão miudinho. E o que faz aquela gente toda lá se nem sabe as regras do Ministério a que pertence (e deve cumprir e fazer cumprir) e precisa de pagar a alguém de fora, e que não é conhecido por dominar a área, para compilar as leis, por 220.000 euros. E a razão pela qual ninguém se incomodou pelo facto do trabalho não ter sido apresentado, não obstante os largos anos oferecidos. Ou pelo facto de o trabalho, que seria tão importante e necessário que justificava o ajuste directo, não ter sido feito. Morreu alguém por não ter sido feito? Aconteceu alguma desgraça? Atrasou-se a abertura de alguma escola? Ficaram alunos sem professor? O Ministério da Educação sem funcionar? A FENPROF a promover manif’s diárias?

É fácil dizer, como fez Augusto Santos Silva, que a decisão é política e absurda. Mais difícil é convencer a opinião pública de que os factos em si sejam razoáveis e assim possam ser tomados pela generalidade das pessoas.


Ler Mais ►

18.9.14

Paulo Morais: Licença de Isqueiro vs Taxa do Audiovisual

. 18.9.14

Licença de Isqueiro: Na década de sessenta, quem usasse isqueiro (e não fósforos) para acender o seu cigarro, tinha de pagar uma licença ao estado português. O fisco dispunha mesmo de zelosos funcionários, os “fiscais de isqueiro”, que, ao detectarem um cidadão a usar isqueiro em espaço público, o interpelavam para verificação da licença ou, caso esta não existisse, aplicar a respectiva sanção. Esta estranha licença era justificada pelo Estado Novo com a protecção à indústria fosforeira nacional, então de importância (como agora se diz) estratégica. Assim, os utilizadores de isqueiro subsidiavam os apoios à indústria fosforeira.
Ridículo, não é?
Que dizer então da taxa do audiovisual?

Paulo Morais
vice-presidente da associação cívica Transparência e Integridade.


Portugal Glorioso
Ler Mais ►

Fim do serviço militar obrigatório foi um erro


Obrigação de ir à tropa terminou há 10 anos.
O general Loureiro dos Santos defendeu que foi um erro acabar com o Serviço Militar Obrigatório (SMO), alegando que se perdeu uma ligação que existia entre as Forças Armadas e a sociedade e que a profissionalização foi mais onerosa.

Acrescento eu que, pior ainda, foi o que isso provocou na nossa sociedade.

A tropa sempre foi uma ESCOLA de disciplina, de respeito, de obediência, de aprendizagem cívica no comportamento em sociedade, motivadora da responsabilidade de saber lidar com o próximo, de aprender a ser Homem, valores que se têm perdido aceleradamente nos últimos 10 anos.

Provavelmente a falta da permanência por 3 a 4 meses no Serviço Militar, seja uma das causas deste facto:
“Um encontro de cerca de 800 jovens, com idades entre os 16 e os 20 anos, combinado nas redes sociais, acaba em invasão ao centro comercial Vasco da Gama. Do confronto de gangs resultou no ferimento de cinco agentes da polícia e num jovem ferido por esfaqueamento. Quatro indivíduos foram detidos. Os desacatos levaram a que vários lojistas fechassem os estabelecimentos.”

Talvez por terem tempo de lazer a mais e educação cívica a menos, os incentive a promover estes desacatos… E por isso, julgo que foi um erro o fim da obrigatoriedade do Serviço Militar.
Ler Mais ►

Brutal ! Garcia Pereira no Económico-TV

Garcia Pereira comenta a actual conjuntura económica, o BES e as eleições no PS.
Oiça bem a parte da alteração da Lei...a mando da UE. (minuto 6:12').
Importante e bem explicado.

frases:
«Família Espírito Santo uma quadrilha de bandidos!
Portugal foi transformado na cobaia na aplicação do regime de resolução bancária (...)
O PS enquanto não fizer a auto crítica da governação Socrática, que levou o país ao desastre em que se encontra (...)


Ler Mais ►

Ferro forjado na Cidade do Porto


A esmagadora maioria dos cidadãos não presta atenção a estas verdadeiras obras de arte.
Uma parte muito substancial desta arte foi feita pela Renascença do Corvo reconhecidamente a maior fábrica de ferro forjado do país.
Neste video fica bem patenteada a arte de trabalhar ferro. 

Porto, o ferro nas suas varandas

Ler Mais ►
SIGA NAS REDES SOCIAIS