Portugal Glorioso

Boa sorte, para os técnicos da Judiciária

   2.3.15     ● 


Os dois técnicos da PJ demitidos após o colapso da informática dos tribunais já entregaram queixa-crime. Dizem que Paula Teixeira da Cruz quis salvar a imagem pública.

Os dois ex-técnicos do IGFEJ demitidos após o colapso do programa informático dos tribunais entregaram uma queixa-crime contra a ministra da Justiça. Em causa está o crime de denúncia caluniosa e difamação agravada porque, alegam os elementos da PJ, a titular da pasta "tentou" incriminá-los pelo bloqueio do sistema informático dos tribunais "para salvar a sua imagem pública".
DN
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«Declarações de Tsipras são alucinação» Nuno Melo

   1.3.15     ● 


SYRIZISSES
Acusar Portugal e Espanha de quererem derrubar o governo grego do Syriza, como fez Alexis Tsipras, entra no domínio da alucinação.

Em primeiro lugar, as declarações do líder do Syriza não são suportadas por um único facto que seja. Portugal votou solidariamente o acordo a que todos os países do Eurogrupo chegaram com a Grécia. Nessa medida, as declarações de Tsipras só podem interpretar-se como próprias de quem não separa considerações partidárias e ideológicas, das responsabilidades do governo.

Em segundo lugar, preocupa saber que depois de um mês de governação, o líder do Syriza ainda não foi capaz de perceber a diferença entre o Conselho Europeu e uma qualquer IV Internacional, que é como quem diz, a diferença entre o sentido de Estado e a beligerância panfletária.
Ficcionando adversários externos, Tsipras pode tentar resolver a contestação que já tem na rua e sente no interior do Syryza. Não resolve é os problemas da Grécia.

Em terceiro lugar, se Tsipras quer invocar diferenças entre Portugal e a Grécia, recorde que se Portugal foi solidário, emprestando apesar de todas as dificuldades 1.100 milhões de euros à Grécia, que ainda não estão pagos, a Grécia governada por Andreas Papandreou, exigiu em 1985, 2.000 milhões de dólares à CEE, para levantar o veto à adesão de Portugal.

Nuno Melo, facebook
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Tsipras acusa Portugal de conspiração contra a Grécia

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O primeiro-ministro da Grécia acusa Portugal e Espanha de formarem um eixo de poderes anti-grego. Alexis Tsipras disse que os dois países tentaram derrubar o novo governo de Atenas.
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Jornalista da RTP afasta microfone da CMTV

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Análise da aversão que o advogado de José Sócrates, João Araújo, tem demonstrado pela CMTV.
Para um animal feroz, um advogado feroz.
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Voando sobre a Universidade de Coimbra e o Parque Verde

   28.2.15     ● 

Aperte o cinto e embarque nesta aventura sobre o Parque Verde em Coimbra e a Universidade património Mundial pela UNESCO.
facebook.com/Portugalvistodoceu
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«O espião de D. João II» - Deana Barroqueiro

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Está já no prelo a nova edição, revista e aumentada, de O Espião de D. João II - Pêro da Covilhã, desta vez com a chancela da Leya - Casa das Letras.

Já era muito raro achar nas livrarias um exemplar da versão anterior, publicada pela editora Ésquilo, e muitos leitores me perguntaram por ele, assim, estou muito feliz por o ver aparecer com novas roupagens e mais completo.

Ainda não tem data marcada para o seu aparecimento, mas eu tratarei de informar os leitores logo que a editora indique o dia.

Deana Barroqueiro
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Tanta coisa depende de um saco de plástico

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Quem tenha acumulado sacos de plástico possui agora uma pequena fortuna. Exactamente como as acções do BES, mas ao contrário.



Cobrar dez cêntimos por cada saco de plástico, nos supermercados, talvez contribua para salvar o ambiente, mas a grande medida ecológica já tinha sido tomada: fazer com que os portugueses não tivessem dinheiro para comprar aquilo que depois se transporta no saco de plástico. É um facto comprovado que as pessoas usam muito menos sacos de plástico quando não têm o que pôr lá dentro. Ao longo dos últimos anos, os portugueses têm sido mesmo muito amigos do ambiente. Tendo em conta o seu poder de compra, conseguem ir às compras de pochete. E ainda sobra espaço.
Quem tenha acumulado sacos de plástico, no tempo em que eram gratuitos, possui agora uma pequena fortuna. Sacos que não valiam nada, de um dia para o outro passaram a valer algum dinheiro. Exactamente como as acções do BES, mas ao contrário.

Muitas pessoas afeiçoam-se a coisas como sacos de plástico e depois têm dificuldade em lidar com a perda. Uma medida que abale o regular usufruto dos sacos de plástico pode perturbar mais a vida destas pessoas do que um corte no salário. Refiro-me, por exemplo, às pessoas que guardam bugigangas em gavetas enquanto dizem, com uma certa volúpia, "isto pode dar jeito". Isto é alta sociologia, como o leitor bem sabe. Este tipo de pessoas existe mesmo, e há uma possibilidade grande de o leitor pertencer ao grupo. Eu, infelizmente, não pertenço - até porque sou um desses indivíduos que "nem para si é bom". Depois, apresentam-se-me situações em que me davam jeito certas coisas, mas infelizmente não tive o discernimento de, na altura própria, as guardar numa gaveta. Deve consolar-nos o facto de estas pessoas terem guardado tantos sacos, ao longo do tempo, que só terão de dar 10 cêntimos por um em 2025.

Quando eu era pequeno, a minha avó levava o seu próprio saco para ir às compras. Creio que era uma prática comum: toda a gente levava o seu saco. A minha avó não lhe chamava saco, porque era de Viana do Castelo, e do Douro para cima os sacos mudam de género e passam a ser sacas.

Regressamos agora ao tempo em que se vai de saco para o supermercado. Curiosamente, em alguns aspectos o mundo foi mudando de volta para aquilo que a minha avó achava que o mundo devia ser. Espero sinceramente que o mundo pare de fazer as vontades à minha avó. Se o mundo continuar a transformar-se naquilo que a minha avó gostaria que o mundo fosse, mais cedo ou mais tarde serei obrigado a levantar-me cedo. E a arranjar um emprego a sério. Isto das sacas chega.

Ricardo Araújo Pereira
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O enriquecimento injustificado dos políticos

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Mais vale tarde

O Parlamento vai finalmente legislar sobre o enriquecimento injustificado dos políticos. Quase no fim da legislatura, os deputados vão obrigar políticos que acumulam fortunas obscenas a explicar a origem das suas riquezas. Esta legislação teve um parto longo e difícil e chega com anos de atraso. Mas, mais vale tarde do que nunca.

Não faltam exemplos de enriquecimentos suspeitos de políticos, que criaram património muito para além do que os seus salários permitiam. O mais escandaloso de todos os casos será o de Sócrates que, sem qualquer rendimento, comprava carros de cem mil euros, tinha motorista e vivia luxuosamente em Paris. Mas não foi só o ex-primeiro-ministro a ostentar riqueza injustificável pelos seus salários.

No PSD, o exemplo mais recente é o de Luís Filipe Menezes que, apesar de ter recebido ao longo de décadas apenas salários de deputado e de autarca, está a ser investigado por comprar e trocar sucessivamente apartamentos luxuosos no Porto, tendo ainda posado para revistas cor-de-rosa na sua quinta do Douro, avaliada em meio milhão. Também a riqueza do presidente do CDS e vice-primeiro-ministro é alvo de suspeitas, com a deputada Ana Gomes a defender que "no processo (dos submarinos) há elementos que justificam uma investigação do património de Paulo Portas".

Uma vez aprovada esta nova legislação, todos terão de explicar de onde lhes vem o dinheiro. Se não conseguirem, incorrerão no crime de enriquecimento injustificado. O novo quadro legal assenta no princípio de que quem administra dinheiros públicos tem de explicar muito bem a sua vida patrimonial. Aliás, nem deverão ser apenas os políticos, mas todos os que exercem funções de relevância pública, no Governo, nas autarquias, na Administração Pública, ou em quaisquer Instituições com relevância social. Quem anda na vida pública tem direito a privacidade, é certo, mas apenas no que diz respeito à estrita esfera de intimidade, sua e da sua família.

Assim, depois de três anos a fintar a realidade, a Assembleia da República, a contragosto, obrigada, assume o que a sabedoria popular há muito registou: "quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem".

Paulo Morais
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«Resolveram o problema dos bancos com dinheiro do povo. Deviam ser todos presos»

   27.2.15     ● 

Hernâni Carvalho dá um “recado ao povo”, e uma mensagem ao governo que “tramou” o povo e usou o dinheiro público para resolver o problema dos bancos. No vídeo, pode ouvir-se que “os dois últimos governos resolveram o problema dos bancos com o dinheiro do povo (…) e esse governo devia cair logo e serem todos presos”.

“O povo anda a subsidiar a falência dos bancos e não aconteceu nada: a entidade reguladora dos bancos nunca foi presa, e devia”.

Sobre as eleições para este ano, diz Hernâni Carvalho que “os partidos este ano deviam explicar ao povo o que querem fazer com os banqueiros”.
tugaleaks


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Querem saber como se destrói uma empresa? Perguntem a Zeinal Bava e Granadeiro

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"Durante décadas a maior empresa portuguesa, e a primeira de dimensão internacional, a PT, era também a companhia que mais investia em tecnologia e investigação no nosso país. Era, digo. Porque é este o legado de Bava à frente da empresa que o Estado privatizou: todas as notícias positivas sobre a PT estão no passado". |08-10-2014|
"Querem saber como se destrói uma empresa? Perguntem a Zeinal Bava e Granadeiro"

Mariana Mortágua
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Há uma explicação estúpida para todos os níveis de ignorância

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A estupidez generaliza-se por ser tratada como especial.


A estupidez geral

Dizem que nós humanos apenas usamos um décimo dos nossos cérebros. Haverá mais convincente demonstração da nossa estupidez? Como sabemos que é só um décimo? Como é que achamos que um décimo é pouco? Um décimo pode ser, comparado com outras espécies ainda mais estúpidas do que nós que são obrigadas a usar 100%, só para terem uma única hipótese de sobreviver, sensacional.

Quando se é novo pensa-se que tudo é uma questão de estudo e de explicação. Mas não é assim. O problema é a enorme variedade de explicações incompatíveis. Infeliz ou felizmente há uma explicação estúpida para todos os níveis de ignorância, que são muitos.

A inteligência é o contrário da sabedoria: é a dúvida. É saber quais são as coisas das quais se pode (e não apenas se deve) duvidar. A inteligência é saber receber de neurónios abertos o prazer de nunca poder saber ao certo.

Quanto mais se vive e se pensa mais se vê que a estupidez se cola à certeza. Quando a certeza dá jeito, simplifica e elogia quem a tem (como acontece em todos os racismos): é um sinal infalível de vistas curtas, egoísmo e vaidade.

A estupidez era considerada como uma ligeira e aleatória deficiência: compreendida, aceite e descontada.

Hoje é vista como uma espécie de inocência: como se a cegueira fosse uma prova física da falta de facciosismo no que toca à escolha das melhores cores e luminosidades.

A estupidez generaliza-se por ser tratada como especial.

Sim, é. Mas é, sobretudo, estúpida.

PUBLICO
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