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10 Dezembro 1510, Afonso de Albuquerque conquista Goa

0  ● 10.12.16 0
Afonso de Albuquerque nasceu em Alhandra, no ano de 1453.

Era o segundo dos quatro filhos de Gonçalo de Albuquerque, 3.º Senhor de Vila Verde dos Francos, e de sua mulher D. Leonor de Meneses, filha de D.Álvaro Gonçalves de Ataíde, 1º. Conde de Atouguia.

Através de seu pai, que desempenhava um importante cargo na corte, descendia por via natural da família real portuguesa. Foi educado em matemática e latim clássico na corte de D.Afonso V, onde cresceu e travou amizade com príncipe D. João, futuro rei.

Afonso de Albuquerque serviu dez anos no Norte de África, onde adquiriu experiência militar: em 1471 acompanhou D. Afonso V nas conquistas de Tânger, Anafé,Arzila, onde permaneceu alguns anos como Oficial na guarnição.

Em 1476 acompanhou o príncipe D. João nas guerras contra Castela, tendo participado na Batalha de Toro.

Foi nomeado por D.Manuel I como Capitão-mor da costa da arábia entre 1506 e 1509 e de Governador da Índia pelo período de 1509 e 1515.





São incontáveis os feitos heróicos de Afonso de Albuquerque que é reconhecido como um génio militar. Fechou todas as passagens navais para o Índico, construindo uma cadeia de fortalezas em pontos-chave para transformar este oceano num mare clausum português.

Destacou-se tanto pela ferocidade em batalha como pelos muitos contactos diplomáticos que estabeleceu

A primeira investida a Goa deu-se de 4 de Março a 20 de Maio de 1510. Numa primeira ocupação, sentindo-se impossibilitado de segurar a cidade dadas as más condições das suas fortificações, a retracção do apoio inicial da população hindu e a insubordinação entre os seus após um forte ataque de Ismail Adil Shah, Afonso de Albuquerque recusou um vantajoso acordo de paz e abandonou-a em Agosto.

A frota destroçada e uma revolta palaciana em Cochim dificultavam a sua recuperação. Quando chegaram novos navios do reino destinavam-se apenas a Malaca, sob o comando do fidalgo Diogo Mendes de Vasconcelos, a quem tinha sido dado o comando rival da região.

Apenas três meses depois, a 25 de Novembro, Albuquerque reapareceu em Goa com uma frota totalmente renovada e Diogo Mendes de Vasconcelos, contrariado, a seu lado com os reforços de Malaca e trezentos malabaris.

Em menos de um dia tomou posse de Goa a Ismail Adil Shah e seus aliados otomanos, que se renderam a 10 de Dezembro. Estima-se que 6.000 dos 9.000 defensores muçulmanos da cidade morreram, quer na violenta batalha nas ruas ou afogados enquanto tentavam escapar.

Apesar de ataques constantes, Goa tornou-se o centro da presença Portuguesa com a conquista a desencadear o respeito dos reinos vizinhos: o sultão de Guzerate e o samorim de Calecute enviaram embaixadas, oferecendo alianças, concessões e locais para fortificar.

No entanto, os feitos heróicos de Afonso de Albuquerque que se cobriu de glória em Tanger, Anafé, Arzila, Toro, Golfo de Tatento, Fortaleza da Graciosa/Larache, Calecute, Socotra, Cananor, Ormuz, Curiate, Mascate, Corfacão, Cochim, Calecute, Goa, Malaca, etc.etc. teve um final doloroso e ignominioso.

Na corte portuguesa tinha vários inimigos que não perdiam a oportunidade de espicaçar a inveja do rei D. Manuel I contra ele, insinuando que pretendia a independência do poder na Índia. A sua conduta, por vezes imprudente e tirânica, serviu estes fins na perfeição. No regresso de Ormuz, à entrada do porto de Goa, cruzou-se com um navio vindo da europa que trazia a notícia da sua substituição pelo seu inimigo pessoal Lopo Soares de Albergaria, líder do grupo que se lhe opusera quando da substituição do vice-rei.

O golpe foi demasiado para Afonso de Albuquerque, que morreu no mar a 16 de Dezembro de 1515. É-lhe atribuída a frase de "Mal com el-rei por amor dos homens, mal com os homens por amor de el-rei"

A Caixa é um problema de regime. Não foi devidamente investigado

0  ● 7.12.16 0



Tribunal de Contas acusa Finanças de "falta de controlo" na CGD.

"Houve gente que concedeu créditos e cuja fortuna pessoal nunca foi investigada. E isto não é só para a Caixa, é para muitos bancos. (...) Os partidos atiram culpas uns aos outros mas isto é um problema de regime. Não foi devidamente investigado, em todos os governos". (Gomes Ferreira)

Ninguém se lembrou dos 41 anos sobre o 25 Novembro

0  ● 27.11.16 0


O Eixo do Mal - 26 Novembro 2016 SICN

"Só para para avivar a memória: neste dia (25 Novembro), em 1975, Jaime Neves e um punhado de Comandos impediram que isto se tornasse uma Albânia do ocidente. Fica o lembrete."

Luís Pedro Nunes
Veja: «Pretensos donos do 25 Abril» (Rui Veloso)

Mil e setecentos milhões em PPP - Um poço sem fundo

0  ● 17.11.16 0



1 700 000 000 - Mil e setecentos milhões de euros em Parcerias Público Privadas ruinosas: é quanto o Estado irá pagar em 2017.

Um terço do valor do IRC (imposto sobre rendimento das empresas) irá directo para este poço sem fundo.

Com o apoio do PS (de sempre), do PSD e dos CDS (cúmplices há anos deste descalabro) e agora também do Bloco de Esquerda e do PCP. O Bloco Central de Interesses cresceu e transformou-se no BLOCO TOTAL DE INTERESSES.

Paulo Morais

Cuba não é uma conta de Instagram. Cuba é uma ditadura

0  ● 16.11.16 0


Repitam comigo: Fidel era um di-ta-dor


A falta de amor que este país tem à liberdade nunca cessará de me espantar. Foram demasiados os obituários e os comentários a propósito da morte de Fidel Castro que me fizeram ter vergonha do país em que vivo. Do PCP, a este respeito, ninguém espera nada. Mas receber uma newsletter da revista Visão com o título “Hasta Siempre Comandante Fidel”, certamente escrita – vamos ser optimistas – com a inconsciência própria de quem olha para Cuba como uma photo opportunity, com os seus carros anos 50, as cores garridas e os charutos, não cabe na cabeça de ninguém. Cuba não é uma conta de Instagram. Cuba é uma ditadura. Defender Fidel, romantizar Fidel, mitificar Fidel, é defender, romantizar e mitificar um ditador, que condenou milhares de pessoas à morte directa por fuzilamento e à morte indirecta por afogamento no Estreito da Flórida.


Não há meio-termo nisto. Essa conversa de que “a História o há-de julgar”, ou de que “para uns morreu um ditador, para outros um herói”, só pode dar a volta a qualquer estômago democrático. Desde quando é que Fidel Castro ser um ditador passou a questão de opinião? Fidel Castro só deixará de ser um ditador quando a definição de ditadura for alterada nos dicionários. Cuba é um regime onde todos os poderes do Estado estão concentrados num partido; esse partido não admite a oposição livre às suas ideias – “pela Revolução, tudo; contra a Revolução, nada!” –; o partido e o seu presidente possuem poder e autoridade absolutos; não existe democracia; a liberdade de circulação é limitada; existem presos políticos e houve pelotões de fuzilamento que trataram de eliminar qualquer resquício de resistência nos anos quentes da revolução. Che Guevara admitiu-o na ONU, em 1964 (há imagens): “Sim, fuzilámos, e continuaremos a fuzilar enquanto for necessário.” Se isto não é uma ditadura, é o quê?

A gente já sabe que um ditador de direita é um fascista, enquanto um ditador de esquerda é um revolucionário bem-intencionado a quem as coisas correram mal. Mas, pelo menos, digam a palavra: di-ta-dor. Com certeza que Fidel Castro pode ser considerado um ditador heróico pelos seus admiradores, e encaixar na categoria do déspota iluminado. Mas digam o raio da palavra: di-ta-dor. E admitam que estão a defender um di-ta-dor. Aquilo que não se suporta são os textos sonsos, como aquele que Francisco Louçã escreveu neste jornal, afirmando que “Fidel sai da vida como um vencedor”. Sim, Louçã admite que o senhor “manteve um regime de partido único”. Mas depois lá vem o velho “mas”, que tudo suaviza, tudo compreende, tudo desculpa: “mas”, diz Louçã, “ao contrário da história trágica da URSS, permitiu e até estimulou formas de diversidade cultural”, como os “livros de Leonardo Padura”. Bravo! Eis uma frase que poderia ser aplicada, sem tirar nem pôr, a Oliveira Salazar, ou não fosse o neorrealismo o movimento literário mais marcante do Estado Novo. Porque não começar também a elogiar Salazar ou Pinochet, que mataram menos gente e deixaram os seus países mais desenvolvidos?

Um ditador é um ditador é um ditador é um ditador. Só que Louçã nunca usa a palavra no seu texto. Tal como nunca usa uma outra: liberdade. Lamento: qualquer pessoa que defenda Fidel e o seu legado é uma pessoa capaz, em certas circunstâncias, de desprezar a democracia. Serem tantos a fazê-lo, no Portugal de 2016, é uma tristeza enorme. Mas não desesperemos. Fidel morreu a 25 de Novembro, o que só pode ser visto como um sinal dos céus.

JOÃO MIGUEL TAVARES
publico

As esquerdas apresentam-se cada vez mais como uma soma de sindicatos e de clientelas

0  ● 15.11.16 0




Lições da América



Há uma espécie de concurso entre as elites europeias e americanas de esquerda: quem insulta mais Donald Trump? Quem consegue escolher os epítetos mais violentos? Racista, boçal, cretino, sexista, corrupto, inculto e xenófobo estão entre os mais utilizados. Isto para além das classificações brandas de fascista e populista.

No entanto, o problema não é o de qualificar Trump nem de sublinhar a sua incultura e a sua falta de sofisticação. O problema consiste em saber por que razão foi eleito. Contra a opinião sondada e publicada, este senhor foi escolhido por 60 milhões de americanos que, creio, não são todos racistas, machistas, bandidos, milionários, fascistas e corruptos. E, se fossem, a questão era ainda mais difícil: como é possível que houvesse tantos assim?

O problema não é o de classificar os defeitos de Trump e seus apoiantes nem de mostrar como são violentos, intolerantes, xenófobos e déspotas. O problema é o de saber por que razões perderam os virtuosos, os democratas, os liberais, os intelectuais, os jornalistas e os artistas. O problema é o de saber por que razão os pobres, os desempregados e os marginalizados não votaram em quem deveriam votar, isto é, em quem pensa que a solidariedade, a segurança social, o emprego e a igualdade são exclusivos dos democratas e das esquerdas.

As esquerdas em geral, incluindo artistas, intelectuais, jornalistas, liberais americanos e progressistas europeus, não suportam não ter percebido nem ter previsto o que aconteceu. Como não admitem que são, tantas vezes, responsáveis pelas derivas políticas dos seus países.

Já correm pelo mundo explicações fabulosas sobre estas eleições. As mais hilariantes são duas. Uma diz que, além dos machistas e dos racistas, votaram em Trump os analfabetos, os desesperados, os marginalizados pelo progresso, os desempregados e os supersticiosos. A outra diz que o fiasco das sondagens, dos estudos de opinião e dos jornalistas se deve ao facto de os reaccionários terem vergonha de dizer em quem votariam! Por outras palavras: quem não presta votou em Trump; e quem votou em Trump enganou-nos!

Tal como os democratas em geral, as esquerdas atribuem sempre as culpas das suas derrotas aos defeitos dos outros, da extrema-direita, dos ricos, dos padres, dos fascistas, dos proprietários, dos patrões, dos corruptos e agora dos populistas. Não pensam que os culpados são ou também são eles, os democratas, ou elas próprias, as esquerdas. Raramente se dão conta de uma verdade velha, com dezenas de anos, mas sempre esquecida: as democracias não caem por serem atacadas, não são derrubadas pelos seus inimigos, caem por sua própria responsabilidade, porque enfraquecem, porque se dividem, porque perdem tempo e energias com quezílias idiotas e porque deixam que o sistema político perca de vista as populações. Também, finalmente, porque acreditam nas suas virtudes, porque confiam na sua racionalidade e porque consideram que têm o exclusivo da bondade e da compaixão.

As esquerdas (nas suas versões americana e europeia) apresentam-se cada vez mais como uma soma de sindicatos e de clientelas: mulheres, negros, operários da indústria, desempregados, pensionistas, homossexuais, artistas, intelectuais, imigrantes, latinos ou muçulmanos. Todas as minorias imagináveis, incluindo as mulheres que o não são. Às vezes, resulta. Mas acaba sempre por não resultar. As esquerdas abandonaram as ideias e os direitos universais dos cidadãos e valorizam as suas circunstâncias étnicas, sociais ou sexuais. Como também abandonaram a capacidade de pensar a identidade nacional, entidade ainda hoje vigorosa e reduto de referências pessoais e culturais.

Acima de tudo, a arrogância e a superioridade moral, cultural e política das esquerdas têm destes resultados: afastam-nas do povo e favorecem os inimigos da democracia.
DN

«O ministro Vieira da Silva fez figura bem triste»

0  ● 14.11.16 0




O marroquino detido esta semana em França, por suspeitas de estar a preparar um atentado terrorista, recebeu um subsídio do Estado, que no último ano rondou os 250 euros mensais.

De acordo com o JN, para conseguir entrar em Portugal, o cidadão marroquino terá alegado que era perseguido no seu país por integrar o Movimento 20 de Fevereiro, grupo inspirado nas revoltas árabes e contestatário do regime de Marrocos.

El Hanafi estava sinalizado e a ser vigiado pela Unidade Nacional de Contraterrorismo desde 2015. O ministro da Segurança Social defendeu-se das críticas recorrendo à ironia para dizer que ninguém avisa a Segurança Social de que é um terrorista.

André Ventura, ontem na CMTV, criticou Vieira da Silva dizendo que "o ministro em vez da figura triste que fez, deveria era mostrar publicamente o processo que levou este homem a estar em Portugal durante meses e a receber até prestações sociais do Estado,