«Quão DESPREZÍVEIS são alguns políticos» Carlos Paz

0  ● 27.7.16 0


A política é uma MERDA mesmo!
Não existiram sanções.
Nem vou discutir: discutir a dimensão, a forma ou o timing das sanções era aceitar que elas existam da forma como estão concebidas. RECUSO esse debate.

Mas realço dois aspectos em toda esta estória:

1) O primeiro político a ADVOGAR a irreversibilidade das sanções a Portugal, bem como a sua necessidade para “purificar os comportamentos dos cidadãos” foi o Ministro das Finanças Alemão: Wolfgang Schauble;

2) O político mais MORALISTA sobre a oportunidade, necessidade mesmo, das sanções a Portugal foi o comissário Carlos Moedas (a sua entrevista sobre o tema na TSF foi épica).

Hoje, agora, hoje MESMO, ainda a decisão sobre as sanções não é oficial (só o será daqui a algumas horas, com a publicação das conclusões), os Gabinetes de PROPAGANDA de cada um deles já fizeram chegar aos media:
a) Que o Senhor Schauble telefonou a pedir para não haver sanções;
b) Que Carlos Moedas teve um trabalhão a convencer os colegas da Comissão.

E se fossem OS DOIS para o RAIO QUE OS PARTA!
A política é uma MERDA mesmo!
Pior que isso: ficamos cada vez mais com a imagem de quão DESPREZÍVEIS são alguns políticos!

Carlos Paz,
professor de economia.

Artista faz homenagem extraordinária ao seu gato!

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O artista Richard Saunders, de 69 anos, decidiu homenagear o seu gato falecido de forma surpreendente. O resultado são obras surrealistas, em que ele utilizou arbustos gigantes em forma de gato. São montagens produzidas pelo artista, com muita criatividade... Richard esclarece que não passam de incríveis montagens em jardins reais. O trabalho da Saunders recebeu o nome de The Topiary Cat. Ele fez tudo para homenagear o seu gato Tolly, que morreu recentemente com 12 anos de idade.









fonte: Gadoo

Fundação Mário Soares nos Panama Papers

0  ● 24.7.16 0


Três chineses e três portugueses ligados à Fundação Mário Soares surgem relacionados com os Panama Papers. Depois do magnata Ng Lap Seng, agora também mais dois empresários chineses foram citados no escândalo das “offshores”. Quem são os seis?

Os empresários de Macau, Sio Tak Hong e Leong Su Sam são os mais recentes membros da Fundação Mário Soares a surgir ligados aos Panama Papers através da constituição de duas sociedades em paraísos fiscais. Depois do multimilionário Ng Lap Seng, detido nos EUA acusado de branqueamento de capitais e corrupção de altos funcionários da ONU, estes dois cidadãos chineses também integram a instituição liderada pelo antigo Presidente da República.


De acordo com os ficheiros que o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e a Imprensa têm vindo a divulgar, são seis, até ao momento, as figuras do Conselho Geral da Fundação a aparecerem identificadas nos documentos oriundos da sociedade de advogados Mossack Fonseca, com sede no Panamá. Desde que o escândalo rebentou, e apesar de a propriedade de uma sociedade offshore não ser, à partida, um crime, já vieram a público vários nomes que integram aquele órgão da instituição presidida pelo ex-Presidente da República. O banqueiro Ricardo Salgado e os empresários portugueses Ilídio Pinho e Vasco Pereira Coutinho são os portugueses que o Expresso e a TVI, parceiros do Consórcio, divulgaram.

Quanto a Sio Tak Hong, referenciado na Imprensa de Macau, é também um empresário ligado a diversos interesses imobiliários, sendo um dos representantes da Região Administrativa Especial no Conselho Consultivo do Povo Chinês. O seu nome surge ligado ao polémico empreendimento de luxo previsto para o Alto de Coloane e é diretor do Hotel Fortuna. Quanto a Leong Su Sam, é vice-presidente da Associação Geral do Imobiliário e da Associação Comercial.

fonte: visão

«O maior embuste da vida financeira portuguesa» Paulo Morais

0  ● 23.7.16 0
Os políticos apenas querem injectar dinheiro público na Caixa para fazerem fretes, com empréstimos de favor, aos amigos do regime.
CINCO MIL MILHÕES de Euros: É quanto nos dizem que a Caixa Geral de Depósitos precisa. Para se recapitalizar e para despedir pessoal (mais de 2000).
É MENTIRA. A Caixa não deve despedir funcionários, não há qualquer justificação.
Nem precisa de reforço de capital.

"A liquidez da CGD permaneceu a um nível muito confortável com o Liquidity Coverage Ratio (LCR) a alcançar 159,1%, excedendo largamente as exigências regulamentares.O Net Stable Funding Ratio (NSFR) melhorou face ao valor alcançado um ano antes, para 134,3%. Os rácios Common Equity Tier 1 (CET 1) Phased-in e Fully Implemented calculados de acordo com as regras da CRD IV /CRR, alcançaram em Março de 2016 os valores de 10,4% e 9,6%, respectivamente, confirmando o equilíbrio da actual posição de capital da CGD."
(relatório CGD, Maio 2016)

Os políticos apenas querem injectar dinheiro público, dos nossos impostos, na Caixa para terem liquidez para fazerem fretes, com empréstimos de favor, aos amigos do regime. A recapitalização da CGD, defendida pelo Governo, Presidente, Deputados, Comentadores, Jornalistas e outros será o maior embuste da vida financeira portuguesa.

Paulo Morais

«Não temos condições para salvar mais bancos. O país está a esvair-se» Raquel Varela

0  ● 22.7.16 0



Este ano já salvámos 2 bancos e ainda o ano vai a meio. Desde 2008 foram colocadas na banca privada e privada-pública o equivalente a perto de 1/3 do PIB.
Metade dos activos da banca mundial eram «sombra» em 2012 segundo o próprio G20.

Não são os Estados que dependem dos mercados, são os mercados que dependem dos Estados. Um Banco nunca faliu por falta de pagamento do Estado, os Estados estão a falir por pagar a Banca falida.

O SNS, as escolas, a justiça, o bem público está em causa.

A ideia de que não há escolhas face ao colapso do sistema bancário é no mínimo estranha. Outra premissa por provar é que a Caixa é um banco público. É? Depende. A parte que está a ser recapitalizada é, com nome e morada, a parte de negócios privados. Há várias forma de resolver a semi falência da Caixa - e há outras que estão por inventar.

Os seres humanos caracterizam-se pela invenção de resolução das questões colectivas e individuais e não pelo mimetismo sistemático do passado -se assim fosse estávamos a recolher bagas na floresta em vez de andar em aviões.

A Caixa não deve ser recapitalizada na minha opinião - porque isso vai elevar a dívida e os cortes no Estado Social para a pagar - deve haver expropriação de activos de todos os bancos salvos, aliás prevista na lei, e ser criado um banco público sob controlo público, que não é o mesmo que um banco público de gestores partidários para fazer negócios privados, garantidos por impostos gerais. Devem ser garantidos os depósitos individuais - até um valor médio, porventura 50 mil euros -e o resto falir, começar de novo. Estou convencida de que não há outra forma de salvar o país.

Raquel Varela
Historiadora. Investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova.

Jorge Coelho pede à oposição e ao governo que se calem em relação à Caixa

0  ● 21.7.16 0


O ruído em torno do banco do estado foi alvo de fortes criticas na Quadratura do Círculo.
Jorge Coelho pediu uma semana de silêncio em relação à Caixa Geral de Depósitos. Já Lobo Xavier aponta o dedo ao anterior governo e lamenta o jogo político que envolve o processo de recapitalização do banco público.


«Barroso nunca teve uma profissão digna desse nome» Paulo Morais

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Exige-se, pois, que o todo-poderoso banco Goldman Sachs esclareça por que motivo contrata alguém cuja única experiência no sector financeiro foi adquirida num banco falido e fraudulento.




Porquê Barroso?


A única actividade que se lhe conhece é a de avençado de Ricardo Salgado.


Depois de dez anos na Comissão Europeia a defender os interesses da banca privada, Durão Barroso vai presidir a um banco, o Goldman Sachs. Barroso, em nome da Europa, impôs austeridade e miséria a países como Portugal e Grécia. Garantiu que os estados pagavam os seus empréstimos aos bancos privados, nem que para tal tivesse de fustigar os povos e arriscar verbas do próprio orçamento comunitário. Barroso ficará na história da União Europeia como um serventuário dos bancos junto da Comissão Europeia.

É claro que Barroso, como qualquer político em fim de mandato, tem direito a voltar à sua profissão. O problema é que Barroso nunca teve, fora da política, uma profissão digna desse nome. A única actividade que se lhe conhece é a de avençado de Ricardo Salgado, no Grupo Espírito Santo (GES). A tença que recebia destinar-se-ia, primordialmente, a financiar o doutoramento… do próprio Barroso. Tarefa que este, ainda por cima, nem sequer concluiu.

Exige-se, pois, que o todo-poderoso banco Goldman Sachs esclareça por que motivo contrata alguém cuja única experiência no sector financeiro foi adquirida num banco falido e fraudulento.


Paulo Morais (CM)
Professor universitário