22.7.14

Uma reparação histórica

. 22.7.14

Andam alguns dos "iluminados" da nossa praça apoquentadíssimos porque a Guiné Equatorial vai pertencer à Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP),muito incomodados por ser uma ditadura. Não se incomodaram nada quando as ditaduras cleptocráticas angolana e moçambicana entraram para a Comunidade, mas, claro, a gente sabe que há ditaduras boas e há ditaduras más...

Se nós tivéssemos estadistas e não "políticos" e se os comentadores não se enleassem na micropolítica e tivessem um mínimo de conhecimento histórico, talvez vissem essa entrada de outro modo.

Sem  alardear grandes sabedorias e revelações - despropositadas aqui e agora - sempre direi o seguinte: parte substancial do estado que vai entrar é constituído historicamente por territórios (ilhas de Fernando Pó e Ano Bom) que foram portugueses cerca de trezentos anos...Descobertas por Fernando Pó em 1471,foram cedidas à Espanha em 1778,trocadas por território no Brasil. 
Guiné

A troca foi tida como traição pelos habitantes, que se revoltaram e de tal modo que os espanhóis só no final do século XIX, conseguiram ocupar efectivamente as ilhas, aceitando que os revoltados "portuguesistas" se mantivessem praticamente independentes, elegendo um conselho de cinco membros que os governou ao longo dos anos...

Nestes mesmos territórios , os habitantes têm a "Fá de Anbó" - fala de Ano Bom, crioulo português - como meio de comunicação. Além de outras tradições arreigadamente portuguesas. Sabemos bem que as ditaduras vão e vêm, os povos ficam para além da contingências e dos acidentes. Se os opinadores soubessem um mínimo de história, seriam mais comedidos nas suas opiniões.

Assim, ao contrário do Professor Rebelo de Sousa e de outros, tenho muito orgulho que os de Ano Bom e Fernando Pó reentrem na Comunidade da Língua do País que há trezentos anos os abandonou e traiu!
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Prisão efectiva para Maria Lurdes Rodrigues

Assim se fará Justiça.

Ionline:
O Ministério Público (MP) pediu hoje a condenação da antiga ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, por prevaricação de titular de cargo político numa pena de prisão com suspensão. 


Defende no entanto que a suspensão da pena só deverá acontecer mediante pagamento do montante, por parte dos arguidos, em que o Estado foi lesado, ou seja 200 mil euros. Apesar de a moldura penal para este crime ser de 2 a 8 anos, o MP considera que a condenação deverá ser inferior a cinco anos, para que a pena de prisão possa ser suspensa. 
No primeiro dia de alegações finais, o MP pediu a mesma condenação para João Pedroso, irmão de Paulo Pedroso, e para o antigo secretário geral do Ministério da Educação João Baptista. O procurador Vítor Pereira Pinto pediu apenas a absolvição da chefe de gabinete da Maria de Lurdes Rodrigues, Maria Matos Morgado. 

 Deverá a pena de prisão que eventualmente for aplicada a Maria de Lurdes Rodrigues ser suspensa na sua execução mediante qualquer regime de prova, mesmo com o pagamento da indemnização devida?
Não, por um motivo: a lei que a mesma sempre aplicou aos outros, enquanto ministra, rigida e sem contemplações. E por outro: a lei penal só admite a suspensão de penas de prisão nos casos em que tal se revelar susceptível de permitir um  juízo de prognose favorável, no sentido de que a simples ameaça da pena e a mera censura do facto afastarão a arguida da criminalidade e não defraudarão as finalidades da pena do caso concreto.

Já vimos que a arguida não se mostrou arrependida de coisa alguma e procurou iludir a responsabilidade subjectiva alijando para outros essa incumbência própria. Já vimos que não tem emenda nesse sentido e irá, previsivelmente e em prognose, em caso de repetição de oportunidade, replicar a actuação da qual nem sequer tem consciência verdadeira da respectiva gravidade.
Logo, só mesmo uma pena de prisão efectiva, como meio de  sustentar as necessidades de prevenção geral e especial, será adequada. A ilicitude segundo os media que relataram o julgamento, provou-se ser muito elevada, tal como a culpa.

Este, s.m.o. ,  o meu parecer como cidadão. 
Publicada por josé
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Ó Toni Seguro..Por favor!


Ó pá, assim não vais lá meu...!

Sempre houve, durante anos, essa pirosice a associada à velha prática de "aproximação às raízes populares", largamente utilizada e promovida pelos politicos em tempo de arregimentação de votos. 

Fique claro que de  todos os quadrantes o fazem, desde a direita à esquerda. Nada como, mostrarem-se ao povo que são pessoas simples, populares e de carne e osso! 
Uma boa parte do genuíno povo gosta desta aproximação, aplaude dá um beijinho, pede uma esferográfica e logo a seguir, por telemóvel faz questão de divulgar e anunciar às pessoas mais chegadas que cumprimentou A ou B da politica...!

Vem isto a propósito, deste espectáculo algo surrealista mas  bem elucidativo, do que acabo de descrever, patrocinado por António José Seguro!

Na minha opinião, nem tanto ao mar nem tanto à terra e convenhamos que quem se propõe para (re)liderar o Partido Socialista, fica-lhe mal, é impróprio, pois convém que haja alguma sobriedade nos actos públicos de um possível primeiro ministro.
Vejamos o que na minha modesta opinião é criticável...


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"Herrar é o mano"

Catarina Marcelino, deputada do Partido Socialista, escreveu um texto na página do Facebook com três erros ortográficos, que corrigiu dez horas depois...


A deputada do PS publicou, domingo, um texto na página do Facebook no qual se mostrava revoltada com os comentários insultuosos feitos pelos cidadãos, mas não reparou nos três graves erros ortográficos do texto que escreveu.

No texto podia ler-se "sensura", em vez de censura, "tulero" e "bloquiarei", em vez de tolero e bloquearei, respetivamente. A antropóloga só corrigiu a publicação dez horas depois, já com inúmeros comentários sobre os erros cometidos. 
in JN. - titulo, KingZé
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A sugestão de Carlos Slim


O empresário mexicano Carlos Slim, que recuperou esta semana o título de homem mais rico do mundo no campeonato organizado anualmente pela revista norte--americana Forbes, propôs ontem a criação de uma semana de trabalho de apenas três dias, de 11 horas cada. Esta ideia visa, segundo ele, contribuir para o combate ao desemprego e seria também ligada à idade da reforma, que de uma forma geral aumentaria. Diz Slim que a medida proporcionaria quatro dias livres para que os trabalhadores pudessem dedicá-los à família, a inovar, a cultivar-se e a criar.
Este tipo de ideias não é uma absoluta novidade.
O desemprego cresce.

A crise económica instalou-se nas economias consideradas mais evoluídas, destruindo o modelo de negócio das empresas em demasiados sectores.
A formação que se adquiriu na escola já não dá para a vida.
A evolução tecnológica é tão aliciante quanto terrível, consoante a perspectiva pela qual a olhamos.
Estamos a aproximar-nos, seguramente, de um tempo em que tem de haver novas respostas para dar aos problemas sociais resultantes de todas estas mudanças - e isso tem convocado os palpites de algumas pessoas.
A sugestão de Carlos Slim é, apenas, o mais recente dos contributos.

2 O magnata mexicano está a dizer que é preciso agarrar no tempo de trabalho e distribui-lo por mais pessoas. Certamente também estará a fazer contas de que quem empregue, a começar por ele, com o mesmo dinheiro, acabe por usufruir de mais horas de trabalho. É tão certo quanto qualquer sindicato entender que por menos horas o trabalhador deverá sempre receber o salário de antes.

Neste sentido, os mercados mais evoluídos socialmente começaram há muito a fazer caminho. É habitual encontrar nos países da Europa Central e do Norte anúncios procurando ou oferecendo tempos de trabalho relacionados com horas, sendo estas função da vida que as pessoas escolheram ter ou da estratégia associada ao desenvolvimento de uma ideia para uma empresa. Nos próximos anos, quer se queira ou não, também Portugal prosseguirá esse caminho de flexibilização laboral associado à globalização e à multiplicidade de formas de viver a vida.

3 O que é interessante é a explicitação da parte social da ideia de Slim, dando por bom que não seja cinismo. A admissão de que o homem precisa hoje de mais tempo para crescer, tanto em termos familiares como profissionais - e que isso o torna melhor, obviamente também mais produtivo. Acrescento eu: e isto é tão válido para o trabalhador sob a alçada da contratação colectiva como para o empresário mais esforçado, especialmente se este apenas o for nos almoços e jantares que fazem parte da sua "extenuante" jornada de trabalho.

Convém ir pensando nestas alterações, e ter estratégia para elas, tanto no meio sindical como no das associações patronais. O futuro que está à porta não é o da defesa do modelo laboral do século XIX, tão cheio de certezas e de rotinas. O que vamos ter é obrigatoriedade de construir um espaço de trabalho e de negócio mais sofisticado, adequado às necessidades de ambas as partes e que seja justo para todos. Isso far-se-á com certeza com muitas palavras, outros tantos desencontros, e uma mão-cheia de propostas e sugestões, como esta de Carlos Slim.


Nunca imaginei, sobretudo quando via tanta coluna vertebral adaptar-se à passagem de Ricardo Salgado, que o antigo presidente do BES tivesse tantos críticos na sociedade portuguesa. Mea culpa! Afinal, onde julgava ver subserviência havia apenas pudor. O que vale é aquilo que escuto e leio agora. E, portanto, reconheço: há ilusões de óptica perigosas, muito perigosas

Por João Marcelino
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21.7.14

11 meses, 3000 imagens e muito café!

. 21.7.14


É um dos mais recentes virais da internet e desta vez, o tema é a reconstrução de um motor para um Triumph adquirido no ebay. Mais do que muitas palavras, este é daqueles vídeos que merece mesmo ser visto. De certeza que muitos dos nossos leitores se identificam com este processo.



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Apesar da proibição imposta pelas autoridades...


Muitos activistas pró-palestinianos reuniram-se no sábado à tarde no Barbes no norte de Paris, para expressar seu apoio aos palestinos em Gaza. Segurando cartazes, gritavam: "Palestina vai viver, a Palestina vai ganhar" e "Israel assassino, Holanda cúmplice" a policia de intervenção começou a posicionar por volta das 14:30. De acordo com um repórter da Figaro presente no local e fotos do AFP, as pessoas queimaram várias bandeiras israelitas.

Por volta de 16:00,a situação começou a escalar. Partes Barbès para Château-Rouge, os manifestantes encontraram-se bloqueado pela polícia. Eles, então, formaram uma corrente humana contra a policia para proteger os manifestantes, informou um dos nossos repórteres

Em seguida, os manifestantes começaram a lançar foguetes, pedras e outros objectos contra a polícia anti-motim, que responderam com gás lacrimogéneo. Os manifestantes, encontraram refúgio entre os comerciantes que tiveram alguns baixaram as perssianas, ou em estaleiros de construção. Asma e jovens manifestantes Ouahiba 25 e 26 vieram de Pantin: 
"Estão a atacar-nos como gado. Esta é a França democrática? Temos o direito de protestar.  " Fathi," um comerciante que tem um hardware Boulevard Barbès, desabafa com raiva: "Somos forçados a cavar como ratos. Isto é lamentável, para mais num governo de esquerda. Este é o poder que é responsável por isto. Proibir a manifestação é colocar lenha na fogueira "

Cinquenta manifestantes que, no entanto, mantiveram-se no lugar "para fazer a batalha com a policia" e enfrentar a Liga de Defesa Judaica (JDL), relatou no Twitter um jornalista da Libertação . 
Indivíduos começaram a apanhar qualquer objecto que possa ser usado como pedras, latas de lixo derrubadas, chaves, peças de paletes de madeira. Um dos nossos repórteres viu serem queimados os pneus. 

Manifestantes arrancaram  pedaços de asfalto, lixo, pegando-lhes fogo, uma cabine telefónica e meios de publicidade do município foram vandalizados! 
No final da tarde, os manifestantes continuaram a atirar pedras Boulevard Barbès enquanto outros subiram barricadas para continuar lutar, informou um jornalista da Libertação , depois de uma breve pausa. Pouco antes das 20h, relativa calma prevaleceu no local a policia conseguiu dispersar os "manifestantes". 
 fonte “Le Figaro”
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Um mistério

Os vinte anos de glória do “Dono disto tudo” são anos de funcionário


A aristocracia liberal não foi um substituto decente para a aristocracia histórica, que lutara por D. Miguel. Quase toda de origem militar, passou quinze anos a organizar “revoluções”, golpes de Estado e pronunciamentos. Era geralmente pobre, vivia mal e, fora um ou outro caso, não se distinguia nem pela educação, nem pela inteligência. Claro que havia meia dúzia de excepções entre a gente que se atropelava por um lugar no governo ou por um comando de prestígio. Mas vinha quase sempre de trás: Terceira, Palmela, Fronteira e o irmão, o conde de Vila Real e mais meia dúzia. Um pequeno grupo que não chegava para “civilizar” a corte ou exercer qualquer influência sobre uma sociedade brutal e beata; e que ele mesmo se sentia deslocado nos novos tempos de agitação e mudança.

À medida que o regime da Carta se estabilizou (principalmente depois de 1851) apareceu uma aristocracia de “conselheiros”, com títulos mais do que recentes, que se aguentou até à República. O ódio visceral que Eça lhe tinha, aliás partilhado por Portugal inteiro, acabou por se tornar um lugar-comum da visão ortodoxa do século XIX. Os representantes por excelência desta pouco saborosa raça não deixaram nada que merecesse ficar na memória dos portugueses. E a parte principal acabou em escândalos financeiros, desde a “falência” do marquês da Foz, que financiava o Partido Progressista, aos sucessivos roubos do Crédito Predial, que envolviam os chefes dos dois partidos do “rotativismo” e lhes criaram uma tristíssima reputação. O que é de certa maneira injusto. O liberalismo roubava, mas roubava pouco.

Na República, apesar da retórica oficial, ainda se roubou mais. E, durante a Ditadura, se, como é óbvio, Salazar não roubava, deixava roubar. De qualquer maneira, nenhuma das centenas de criaturas que nos pastorearam do século XVIII ao século XXI serviu de exemplo ou educou o gosto da classe média ou da alta burguesia indígena. É este o mistério de Ricardo Salgado. Segundo consta, andava de Mercedes, passava as férias na Comporta com Marcelo Rebelo de Sousa, talvez fosse de quando em quando a Nova Iorque e a Paris, mas não se lhe conhece a menor extravagância ou o menor vício. Os vinte anos de glória do “Dono disto tudo” são anos de funcionário, que se consolava com a ideia imaginária do poder. Para quê, então, os riscos sem nome que tomou? Para quê a arrogância vácua que ele pessoalmente gostava de exibir? Suspeito porque, no fundo, ele não tinha mais nada na cabeça.
Por Vasco Pulido Valente
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Ontem safámo-nos de mais uma «política para as pessoas»


Foi um dia para comemorar, o dia de ontem, com a decisão do Conselho de Ministros de privatizar os transportes públicos de Lisboa e Porto, em vez de entregá-los às Câmaras. As tarifas serão limitadas pelo regulador (o Estado) e os aumentos ficarão indexados à inflação; os operadores receberão indemnizações compensatórias que, no entanto, representarão uma redução de gastos de 85 milhões; serão estabelecidos requisitos de serviço público; e os demais problemas de financiamento e gestão ficarão do lado dos privados.

A demonstrar, ainda mais uma vez, que os progressos em Portugal são feitos contra os «progressistas», as televisões lá partiram a seleccionar os palermas avulsos que quisessem enunciar a narrativa correcta. Acharam-nos e eles lá debitaram que «é tudo negócio», que «isto está tudo pior», e que «eu sou contra».

Pronunciou-se «revoltado» o presidente socialista de Gaia  que, previsivelmente, acha que a medida é «contra as pessoas». Não se pronunciou, por enquanto, António Costa, que há-de estar decepcionado com a precoce falência assim ditada do modelo que propunha para os transportes da sua autarquia: o financiamento com as multas da EMEL, e com um aumento do IMI, e com parte do ISP, e com portagens, e com o monopólio da publicidade em outdoors, ou seja, um carrossel de dinheiro que prometia absoluta opacidade e uma gestão ainda melhor que a dos lixos.

Mas não devem as televisões «progressistas» temer. Se, a seu tempo, vierem a aceder ao governo forças mais «solidárias», mais preocupadas com «as pessoas», gente capaz, em resumo, de cimentar amizades, seguramente elas hão-de encontrar maneira de fazer prova junto dos operadores privados da mesma generosidade (e prodigalidade com o dinheiro dos outros) que demonstraram os socialistas que negociaram PPPs e energia


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Documento Histórico


Eis a ​declaração de entrega dos ex-governantes do Estado Novo..

No dia 26 de Abril de 1974, «foram entregues» no Funchal, pelo comandante do avião que as levou de Lisboa, as «seguintes entidades»:

Américo Tomás,  Marcelo Caetano,  Silva Cunha  e  Moreira Baptista.
O governador militar assina a aceitação e o Chefe do Estado-Maior /CTIM autentica.


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20.7.14

Israel

. 20.7.14

Para o Hamas, cada civil palestiniano ou israelita morto é uma vitória. Para Israel, cada civil morto – israelita ou palestiniano – é uma derrota. Isso faz toda a diferença. Em matérias onde a má-fé reina, há talvez alguma legitimidade na elaboração do óbvio. E não há certamente matéria onde a má-fé seja tão manifesta como em tudo o que respeita a Israel. Tentemos ver um pouco, para além da barreira quotidiana do pensamento a crédito.

A 12 de Junho, três adolescentes israelitas que pediam boleia (um típico gesto de liberdade e confiança, já agora) foram raptados em Gush Etzion, na Cisjordânia. Os seus corpos foram descobertos a 30 de Junho, nos arredores de Hebron. Investigações posteriores permitiram determinar que o carro que lhes deu boleia foi um Hyundai com matrícula israelita (um truque para os apanhar). Um dos adolescentes conseguiu ainda fazer um telefonema. Ficou gravado o pedido de ajuda, bem como uma ordem: “Cabeças para baixo!”. Depois, uma rajada de tiro automático, um enfraquecido suspiro de dor e o grito vitorioso de um dos assassinos: “Três!”. Houve ainda um telefonema a comunicar a alguém o feito. Por fim, os assassinos – espero que a palavra não incomode – cantaram para celebrar.

Houve certamente represálias de seis extremistas israelitas que assassinaram brutalmente, a 2 de Julho, um outro adolescente, desta vez palestiniano (o gesto foi, segundo as fontes israelitas, de uma selvajaria radical: queimaram-no vivo). O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reagiu prontamente, apelidando o acto de “terrorismo” (“Não distinguimos terror de terror”), abrindo inquérito (os culpados foram identificados) e telefonando à família da vítima, sublinhando o horrífico do acto e prometendo que seria feita justiça. Do lado do Hamas, o exacto contrário. Um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, declarou que os assassinos dos três israelitas eram “heróis”. Em certos cartoons de um Facebook da Fatah, os adolescentes eram apresentados como ratos com a estrela de David. Na faixa de Gaza, mulheres distribuíram doces a quem passava, manifestando a sua alegria.

Ao mesmo tempo, o número de rockets, mísseis e ataques de morteiro lançados a partir da Faixa de Gaza subiu dramaticamente. Este ano, de resto, os ataques foram mais de 700. Desde 2001 ultrapassam os 15.000. Claro que o muito efectivo sistema de defesa israelita, a Cúpula de Ferro, tem impedido que o número de mortos seja elevado. O que não impede é que as pessoas sejam forçadas, em várias regiões, a passar a vida a correr para abrigos. Tanto mais que os alvos são, na maioria, localidades civis. O governo israelita respondeu, como se sabe, bombardeando vários alvos militares em Gaza. O Egipto fez uma proposta de cessar-fogo. Israel aceitou. O Hamas não aceitou.

Nada disto nos deve surpreender demais. Apesar de tudo, a Carta do Hamas (1987), um extraordinário documento que qualquer pessoa que fala sobre Israel devia ler antes de escrever uma só linha sobre a matéria, declara, entre várias outras coisas, que chegará um tempo em que os judeus se esconderão por detrás de árvores e rochedos, e que árvores e rochedos dirão: “Ó Muçulmano! Há um Judeu que se esconde atrás de mim, vem e mata-o!”. O Hamas – identificado como organização terrorista pela União Europeia e os Estados Unidos – recusa-se naturalmente a reconhecer a existência de Israel.

Israel não deve reagir? A acreditar em muita gente – a começar pelos especialistas das petições de boicotes académicos a Israel, uma fauna abundante e que mereceria um livro como aquele que há já muito tempo David Caute dedicou aos compagnons de route da defunta União Soviética, The Fellow-Travellers –, evidentemente que não. No fundo, Israel deveria deixar de existir, deveria desistir da sua própria sobrevivência. Gente sofisticada serve-se até de Hannah Arendt para defender a tese. É um nobre e generoso conselho. Compreender-se-á, no entanto, que seja um conselho que não merece grande apoio entre os israelitas. Há sugestões que, em determinadas matérias e em certas ocasiões, caem mal.

Os usuais peticionários – que dão como um dado absoluto a inocência de Gaza e a culpa de Israel, quando não comparam, com grande subtileza, Israel à Alemanha nazi – verberam contra a “desproporção” das respostas israelitas. Deixando de lado a questão semântica da “proporção” – queriam “olho por olho, dente por dente”? –, algo se esquece aqui de muito importante. É que Israel, quando responde, ataca alvos militares e responsáveis do Hamas comprometidos até à ponta dos cabelos com operações terroristas e cuja ambição maior é a destruição de Israel.

Agora é preciso dizer algo que parecerá talvez uma visão demasiado parcial, mas que o é muito pouco. Se há vítimas civis, isso deve-se, antes de tudo o mais, ao facto de as armas do Hamas e os seus centros de acção se encontrarem propositadamente localizadas no meio de populações civis, ou em mesquitas, hospitais e escolas, e de o Hamas tentar impedir que as pessoas, antecipadamente avisadas dos ataques por Israel, saiam do sítio onde estão, e onde estão também os responsáveis políticos e militares terroristas que dessas pessoas se servem como protecção. A tragédia indiscutível da morte de civis é, além disso, amplificada pelo fatal enviesamento dos media, sempre dispostos a aceitarem sem pestanejar as usuais falsificações do Hamas, que são mais do que muitas. Para o Hamas, cada civil palestiniano ou israelita morto é uma vitória. Para Israel, cada civil morto – israelita ou palestiniano – é uma derrota.

Porquê esta extravagante vontade de acreditar no Hamas? Provavelmente, há várias razões para isso, para além de uma genérica piedade com o sofrimento humano que só pode merecer simpatia e acordo. Em primeiro lugar, uma certa vocação para Cavaleiro Andante que vem dos sonhos da infância e que não resiste ao apelo do quadro de um David (imaginário) a lutar, quase indefeso, contra um Golias (não menos imaginário). Desde que me lembro de mim, já vi sucederem-se, no espírito de várias pessoas, candidatos a David de toda a espécie: o Che (indiscutivelmente favorecido pela involuntária fotografia crística do seu cadáver), Arafat, o IRA, o grupo Baader-Meinhof, até o nosso pequeno Otelo. Em segundo lugar, e em relação com a primeira razão, um secreto gosto romântico pela violência, sobretudo pela violência longínqua e “revolucionária”. E, em último lugar, talvez o mais importante, uma não excessiva consideração pela democracia. Israel é um país democrático, e a democracia não excita (a não ser nos últimos delírios com a “Primavera Árabe”). 
Para mais, sendo localizada naquela região, Israel estraga a paisagem. Está culturalmente demasiado próxima de nós para poder geograficamente estar onde está. Ao mesmo tempo, é real. De uma certa maneira, precipita-se em Israel, porque Israel vive numa situação-limite, a questão da possibilidade e da sobrevivência da democracia.

É verdade, esqueci-me de uma quarta razão, que, sob várias formas, apesar de tudo não é despicienda: anti-semitismo. É certamente uma palavra que se deve usar com muito cuidado, mas também aqui, em certas bandas mentais, a coisa entra em jogo.
Por Paulo Tunhas - Observador 

Adenda: França, primeiro país do mundo a proibir protestos pró-Palestina
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O fim da aventura - Vasco Pulido Valente

Ou esta “nova esquerda” se juntava ao PS, ou entre o PS e o PC estaria sempre numa irremediável impotência.


O Bloco de Esquerda foi uma agregação de três pequenos grupos da classe média, relativamente jovens, com uma educação superior e uma tendência comum para o radicalismo. Nem juntos, nem cada um por si, tinham uma tradição operária, uma linguagem popular, um entendimento mínimo com o povo, que não os percebia ou eles não percebiam.
Desde o princípio ficaram no ar. Eram a “esquerda chique”, muito agradável nos jantares, porque não incomodavam com a grosseria do PC ou facciosismo do PS. As “questões fracturantes” serviram para lhes dar uma espécie de identidade, sobretudo durante Guterres: excitavam a “sociedade” e, em última análise, não colidiam com as convicções políticas de cada um. Serviam até para passarem um atestado de “progressismo” aos reaccionários de serviço.

As “questões fracturantes” também levaram o Bloco à televisão, com grande regularidade. Não admira. Portugal via pela primeira vez “revolucionários” bem-falantes, bem vestidos (no género “intelectual”), que argumentavam com algum nexo e alguma polidez. Melhor ainda, que prometiam a bênção para novos costumes, mas, pelo seu tamanho e o seu ar sem dúvida “civilizado” ninguém achava uma ameaça social. Esta propaganda levou uns tantos “bloquistas” à Assembleia da República, onde além de insultarem o primeiro-ministro, o que só acrescentava ao seu charme juvenil, embaraçavam os socialistas. Infelizmente, não havia sentido naquela digressão espiritual. Ou esta “nova esquerda” se juntava ao PS, ou entre o PS e o PC estaria sempre numa irremediável impotência, a que o tempo tirava originalidade e lustre.

Para agravar as coisas, Sócrates resolveu apropriar-se do que sobrava das “questões fracturantes”, que perderam imediatamente a sua antiga importância, e nenhum português no seu juízo contava de facto com a contribuição do Bloco para resolver a crise. Francisco Louçã compreendeu o beco sem saída em que se metera e subiu rapidamente a Prof. Louçã, uma espécie de “guru” de uma espécie já rara de “radicalismo”. O resto do bando, dividido entre o refúgio do PS e a persistência na solidão e na virtude, acabou por se fazer em pedaços: uns querem salvar a face e valorizar o seu regresso a casa, ou seja, ao Rato; outros continuam a sonhar uma ressurreição, que o país manifestamente impede. 

A aventura chegou ao fim e o fim é, como de costume, indigno.
Por Vasco Pulido Valente
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O direito de Israel se defender



Bulldozeres israelitas destruíram mais de 12 túneis que, segundo o exército, eram usados pelo grupo Hamas para entrar em Israel pela fronteira com Gaza e atacar soldados e civis israelitas. Uma certeza podemos ter, o Hamas ao fazer os ditos túneis, a intenção não seria distribuir guloseimas às crianças israelitas. No décimo segundo dia da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, o número de palestinianos mortos chegou a 342, entre eles muitos civis.



Em Israel, um foguete lançado de Gaza matou um homem na cidade de Dimona e feriu quatro pessoas. Segundo as Forças Armadas de Israel, o grupo Hamas lançou 1768 foguetes sobre o país desde o início do conflito, há 12 dias. Algo incompreensível vai na mente das forças terroristas do Hamas, pois sabem que Israel faz-se pagar em triplicado na sua protecção, pois sempre viveu no centro de um vespeiro.

É hoje notícia no Jornal Público este título:....
Se eu localizar um equipamento militar de lançamento de misseis, numa escola primária, quem será o principal o culpado e responsável?  Quem do recreio carregado de crianças dispara o míssil, ou quem do lado adversário o aniquila?

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A tempo e a desmodo "Lesboa"

"Lesboa": Marcelo e Ricardo Salgado


De vez em quando, meio a brincar, meio a sério, falo da existência de “Lesboa”, o bunker político-mediático da capital, a penthouse que abole as distâncias institucionais através de laços sociais. Este amiguismo é visível na relação entre instituições e na relação entre poder e comentadores. Exemplos? 

O caso BPN mostrou a natureza deste fenómeno em dois momentos. Em primeiro lugar, Vítor Constâncio e António Marta afirmaram que não desconfiavam de nada porque estavam a lidar com “pessoas distintas”. Como escrevi na altura, “Lesboa” é isto: os laços sociais entre “pessoas distintas” passam por cima de tudo, até do rigor institucional de um órgão regulador. Os laços de amizade ou de respeito social entre administradores do Banco de Portugal e administradores do BPN impediram uma audição séria. Afinal de contas, o social é mais importante do que as regras institucionais. 
Em segundo lugar, ficou sempre a ideia de que o meio jornalístico já conhecia as práticas ilegais do BPN.

A pergunta, portanto, só pode ser uma: por que razão os média não fizeram fogo sobre o BPN na hora certa?

A novela em redor do BES e demais barraquinhas financeiras do Grupo Espírito Santo volta a revelar “Lesboa” em todo o seu esplendor provinciano. 

Marcelo Rebelo de Sousa é amigo de Ricardo Salgado. Não interessa se passam férias no Mediterrâneo ou na Baixa da Banheira. O local do aconchego veraneante é uma irrelevância, a relevância está na amizade que une Marcelo e Salgado. Perante este facto, o entertainer da TVI só tinha dois caminhos legítimos na relação mediática com o imbróglio BES: ou estava calado, ou criticava Salgado. Sucede que Marcelo optou pelo único caminho que não podia tomar: elogiou em público as escolhas de Salgado (Morais Pires). Em nome da salubridade do debate, Marcelo Rebelo de Sousa não pode fingir que é um anjo neutral nesta questão. 
Até porque a sua companheira, Rita Amaral Cabral, é administradora do BES.

Marcelo Rebelo de Sousa fez carreira entre linhas, num terreno ambíguo e escorregadio entre jornalismo e política. Ao longo dos anos, transformou-se num vaporzinho de segredos palacianos. Mas, no caso do BES, já era tempo de o Dr. Marcelo acabar com os seus próprios segredinhos. No fundo, o Prof. Doutor e restantes donos de “Lesboa” têm de perceber uma coisa: isto não é tudo de Suas Excelências.
Por Henrique Raposo - (Expresso)
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Inacreditável MOTO made in Russia

O fabricante russo de veículos especiais Taurus Motorycles (Тарусь) é conhecido pelos seus projectos robustos para actividades de lazer e trabalho, especialmente no campo.

Agora apresentou como novidade a Taurus com tração nas duas rodas, uma verdadeira máquina no melhor estilo "todo o terreno", capaz de superar qualquer dificuldade. A empresa russa está a oferecer o veículo em duas versões que são praticamente indestrutíveis, a "Taurus2" e a "Taurus2M", e enfrentam quaisquer terrenos e obstáculos, com uma estrutura bem simples: um corpo rígido e os pneus infláveis.
As motos podem acelerar até 60 km/h e são muito leves (pesando entre 50 kg e 74 kg), mas podem transportar até 200 kg de carga. O preço das motos a partir de 35 mil rublos (cerca de US$ 980) o que é bastante interessante no mercado russo.

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Tributo a Peter Gabriel

Peter Gabriel e Paula Cole - "Don't Give Up" ao vivo
Simplesmente maravilhoso! !

Peter Brian Gabriel (Chobham, 13 Fevereiro 1950) é um músico inglês, um dos maiores representantes da World Music desde o final dos anos 70 . Começou como vocalista, flautista e líder da banda de rock progressivo Genesis, mas, posteriormente, lançou-se numa muito bem-sucedida carreira a solo.
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19.7.14

Deana Barroqueiro: "Ricardo Salgado e o Polvo"

. 19.7.14

Ricardo Salgado
A propósito desta "moralista" declaração de Ricardo Salgado, feita no passado Maio, antes dos escândalos do BES e do GES, de que era dono e senhor (DDT - Dono De Tudo). lembrei-me de uma passagem do Sermão de Santo António aos Peixes, de Padre António Vieira, que é de uma actualidade extraordinária. Ora vejam:

"Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda. A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (...)

Tão alheia cousa é, não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer! Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo, mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens. (...)

O POLVO

O polvo com aquele seu capelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão. E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja latina e grega, que o dito polvo é o maior traidor do mar.
Consiste esta traição do polvo primeiramente em se vestir ou pintar das mesmas cores de todas aquelas cores a que está pegado. As cores, que no camaleão são gala, no polvo são malícia; as figuras, que em Proteu são fábula, no polvo são verdade e artifício. Se está nos limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo, faz-se pardo: e se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, faz-se da cor da mesma pedra.

E daqui que sucede? Sucede que outro peixe, inocente da traição, vai passando desacautelado, e o salteador, que está de emboscada dentro do seu próprio engano, lança-lhe os braços de repente, e fá-lo prisioneiro.
Fizera mais Judas? Não fizera mais, porque não fez tanto. Judas abraçou a Cristo, mas outros o prenderam; o polvo é o que abraça e mais o que prende. Judas com os braços fez o sinal, e o polvo dos próprios braços faz as cordas. Judas é verdade que foi traidor, mas com lanternas diante; traçou a traição às escuras, mas executou-a muito às claras. O polvo, escurecendo-se a si, tira a vista aos outros, e a primeira traição e roubo que faz, é a luz, para que não distinga as cores.

Vê, peixe aleivoso e vil, qual é a tua maldade, pois Judas em tua comparação já é menos traidor!"

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Avião errado? Alvo de ataque seria o presidente Putin

A contra-informação já funciona !

Avião presidencial de Vladimir Putin, que retornava de cúpula do BRICS no Brasil, fazia praticamente a mesma rota da aeronave que caiu e matou 295 pessoas. A Ucrânia tentou matar o presidente russo?
Kremlin: Ucrânia pode ter tentado assassinar Vladimir Putin 

O site Russia Today, principal fontes de notícias sobre a Rússia sem viés pró-Ocidente, acaba de publicar uma notícia bombástica: a de que o governo ucraniano pode ter tentado assassinar o presidente russo Vladimir Putin, que regressava da cúpula dos BRICs e fazia praticamente a mesma rota do voo MH17, da Malaysia Airlines, que foi abatido por um míssil no espaço aéreo ucraniano, numa tragédia que matou 295 pessoas. Caso a suspeita se confirme, o mundo estará à beira de um grande conflito envolvendo a segunda maior potência nuclear do planeta. A reportagem traz a declaração de uma fonte da Aviação da Rússia que pediu para não ser identificada. 

“Posso dizer que o avião presidencial e o Boeing de Malaysia Airlines cruzaram o mesmo ponto e o mesmo corredor. Isto ocorreu perto de Varsóvia a uma altitude de 10.100 metros. O avião presidencial estava no local às 16h21 (hora local) e o avião da Malaysia Airlines às 15h44 (hora local)”, declarou. A fonte acrescentou que “as aeronaves se parecem, as dimensões também são muito similares e a cor do avião, a uma distância suficientemente grande, também é quase idêntica”.

Avião de Vladimir Putin pode ter sido alvo de míssil ucraniano

Antes de cair e matar 295 pessoas, o voo MH17 da Malaysia Airlines estava a fazer praticamente a mesma rota do avião presidencial de Vladimir Putin.

(como assim...!?)
Rota do avião abatido de NW / SE
Moscovo localiza-se a NE do local onde o avião foi abatido.


(Naturalmente que um avião vindo do Brasil com destino a Moscovo, NUNCA poderia estar na mesma rota do avião abatido. Brincamos é...!?)

“Posso afirmar que o avião do presidente russo e o boeing da Malaysia Airlines seguiam a mesma rota e com uma altitude também equivalente: 10100 metros. 

O avião de Vladimir Putin passou pelo mesmo local as 16:21, horário de Moscovo, enquanto a aeronave da Malaysia Airlines caiu minutos antes, as 15:44”, revelou uma fonte do sistema de aviação russo.
“As aeronaves parecem-se muito. Dimensões, cores e modelo são praticamente idênticos a determinada distância”, completou.
Mais depressa se apanha um MENTIROSO que um cocho...!

Rebeldes apagam provas no local onde avião caiu
Porque terá sido feito ISTO?
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