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Portugueses Gloriosos - Diogo Cão

 ●  20.10.14
  
Museu de Marinha - Diogo Cão ergue o padrão de Stº Agostinho no cabo de Stª Maria

Diogo Cão foi um navegador português do século XV que possivelmente nasceu na Freguesia de Sá, concelho de Monção, ou na região de Vila Real, ou até em Évora, em data desconhecida, pois somente a realeza fazia registos concretos da data de nascimento e falecimento.

Escudeiro e depois Cavaleiro da Casa do Infante D. Henrique, realizou no reinado de D. João II duas viagens de descobrimento da costa sudoeste africana, entre 1482 e 1486.
 
Depois de várias vicissitudes seguiu até à ponta dos Farilhões (Serra Parda), a 22º 10', de latitude Sul, donde regressou ao Zaire, que subiu, a fim de visitar o Rei Congo com quem estabeleceu as primeiras relações, tendo deixado uma inscrição comprovando a sua chegada às cataratas de Ielala, perto de Matadi.

Pedra de Ielala, com as inscrições de Diogo Cão
Ao chegar à foz do rio Zaire, Diogo Cão julgou ter alcançado o ponto mais a sul do continente africano (Cabo da Boa Esperança), que na verdade foi dobrado por Bartolomeu Dias pouco tempo depois, e ao qual inicialmente chamara Cabo das Tormentas.

Em 1485 chegou ao Cabo da Cruz (actual Namíbia). Introduziu a utilização dos padrões de pedra, em lugar das cruzes de madeira, para assinalar a presença portuguesa nas zonas descobertas.

Regressou ao Tejo em 1486, trazendo o ensinamento conveniente para atingir a África do Sul a navegar pelo largo, como fez Vasco da Gama.

Diogo Cão é citado em diversas obras artísticas, como n´Os Lusíadas, de Luís de Camões ou no poema Padrão constituinte da obra Mensagem de Fernando Pessoa. O navegador é personagem também no romance As naus, de António Lobo Antunes.

Fontes: Wikipédia e Instituto Camões

Adenda:
Em 1884 a Namíbia foi proclamada por Bismarck, protectorado da Alemanha, após o fim da 1ª guerra (1914-1918), passou a ser um protectorado da África do Sul.
No tempo da Alemanha de Bismarck, em 1893, Beder, comandante do cruzador alemão Falte, recolheu num cabo que algumas cartas antigas chamam Cabo do Padrão, e modernamente tem o nome de Cape Cross, um padrão que levou para a Alemanha.
Encontra-se no museu do Institut fur Deutsche Geschichte, Berlim-Leste, sendo o único de todos os Padrões de Diogo Cão que conserva a cruz como cimeira original.

A cruz de pedra que o descobridor português colocou na actual (Costa do Esqueleto) em Fev./Mar de1486, foi assim no final do século XIX (1893) retirada para Berlim, pela então potência colonial, a Alemanha, e mais tarde substituída por uma imitação réplica.
Em 1998, o governo da Namíbia (Sudoeste Africano), pediu às autoridades alemãs a devolução do padrão erigido há 512 anos, no litoral daquele país africano por Diogo Cão, para poder exibi-lo na Expo-98, em Lisboa, o que nunca chegou a concretizar-se.

Fonte AFMata

Poema Padrão
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As Três Espécies de Portugueses

  
Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; ou, se se preferir, há três espécies de português. Um começou com a nacionalidade: é o português típico, que forma o fundo da nação e o da sua expansão numérica, trabalhando obscura e modestamente em Portugal e por toda a parte de todas as partes do Mundo. Este português encontra-se, desde 1578, divorciado de todos os governos e abandonado por todos. Existe porque existe, e é por isso que a nação existe também.

Outro é o português que o não é. Começou com a invasão mental estrangeira, que data, com verdade possível, do tempo do Marquês de Pombal. Esta invasão agravou-se com o Constitucionalismo, e tornou-se completa com a República. Este português (que é o que forma grande parte das classes médias superiores, certa parte do povo, e quase toda a gente das classes dirigentes) é o que governa o país. Está completamente divorciado do país que governa. É, por sua vontade, parisiense e moderno. Contra sua vontade, é estúpido.

Há um terceiro português, que começou a existir quando Portugal, por alturas de El-Rei D. Dinis, começou, de Nação, a esboçar-se Império. Esse português fez as Descobertas, criou a civilização transoceânica moderna, e depois foi-se embora. Foi-se embora em Alcácer Quibir, mas deixou alguns parentes, que têm estado sempre, e continuam estando, à espera dele. Como o último verdadeiro Rei de Portugal foi aquele D. Sebastião que caiu em Alcácer Quibir, e presumivelmente ali morreu, é no símbolo do regresso de El-Rei D. Sebastião que os portugueses da saudade imperial projectam a sua fé de que a famí1ia se não extinguisse.

Estes três tipos do português têm uma mentalidade comum, pois são todos portugueses mas o uso que fazem dessa mentalidade diferencia-os entre si. O português, no seu fundo psíquico, define-se, com razoável aproximação, por três característicos: (1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência; (2) o predomínio da emoção sobre a paixão; (3) a adaptabilidade instintiva. Pelo primeiro característico distingue-se, por contraste, do grego antigo, com quem se parece muito na rapidez da adaptação e na consequente inconstância e mobilidade. Pelo segundo característico distingue-se, por contraste, do espanhol médio, com quem se parece na intensidade e tipo do sentimento. Pelo terceiro distingue-se do alemão médio; parece-se com ele na adaptabilidade, mas a do alemão é racional e firme, a do português instintiva e instável.

A cada um destes tipos de português corresponde um tipo de literatura.

O português do primeiro tipo é exactamente isto, pois é ele o português normal e típico. O português do tipo oficial é a mesma coisa com água; a imaginação continuará a predominar sobre a inteligência, mas não existe; a emoção continua a predominar sobre a paixão, mas não tem força para predominar sobre coisa nenhuma; a adaptabilidade mantém-se, mas é puramente superficial — de assimilador, o português, neste caso, torna-se simplesmente mimético.

O português do tipo imperial absorve a inteligência com a imaginação — a imaginação é tão forte que, por assim dizer, integra a inteligência em si, formando uma espécie de nova qualidade mental. Daí os Descobrimentos, que são um emprego intelectual, até prático, da imaginação. Daí a falta de grande literatura nesse tempo (pois Camões, conquanto grande, não está, nas letras, à altura em que estão nos feitos o Infante D. Henrique e o imperador Afonso de Albuquerque, criadores respectivamente do mundo moderno e do imperialismo moderno) (?). E esta nova espécie de mentalidade influi nas outras duas qualidades mentais do português: por influência dela a adaptabilidade torna-se activa, em vez de passiva, e o que era habilidade para fazer tudo torna-se habilidade para ser tudo.

Fernando Pessoa, 'Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional' 
13 Jun 1888 // 30 Nov 1935 Poeta - in Citador
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Paulo Morais e os Submarinos: «É um caso de regime e tem que ser esclarecido»

  
Opinião de Paulo Morais sobre o caso dos SUBMARINOS, na RTP2 em 17 Outubro 2014.
"Isto não é apenas um caso de policia, é um caso de regime e tem que ser esclarecido (...)
Guterres, Rui Pena, Durão Barroso e Paulo Portas, têm que dar uma explicação cabal à sociedade portuguesa"




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Ao cuidado das Marianas Aivecas desta vida

  

«Com esta cerimónia, a Marinha irá cumprir o último desejo expresso do Comandante Alpoim Calvão de poder voltar ao mar e honrar, desta forma, a memória de um herói militar que muito dignificou as Forças Armadas e o país.»
«A Marinha é uma organização quase milenar com um sentido de dever e honra, que faz com que preste a mais justa e elementar homenagem a um herói nacional e da Marinha, no seu adeus final. Colocar em questão e utilizar este ato solene para atacar a Marinha é para nós inclassificável. 

O comandante Alpoim Calvão era um homem com H grande, um português destemido, que em campo de batalha era respeitado pelos seus homens e muito mais pelo inimigo. Após o fim da Guerra o Comandante Alpoim Calvão voltou à Guiné onde foi bem recebido por aqueles contra quem havia combatido e que o consideravam um verdadeiro amigo. Foi dos poucos portugueses que investiu na Guiné e nunca abandonou o seu povo. Era um Homem que não se agachava sob o fogo inimigo, um líder nato, um patriota, um marinheiro que muito nos honrou.

O Comandante Alpoim Calvão é um herói nacional a quem a Marinha reafirma todo o seu empenho em o distinguir com esta última homenagem.»
por João Vacas


ADENDA:
A Marinha emitiu um comunicado, com o título “comandante Alpoim Calvão, fuzileiro sempre”, recordando que foi “o oficial mais condecorado da Marinha, foi dos poucos militares agraciados com a medalha da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, com Palma, que é atribuída por feitos em combate”.
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Calçador de meias

 ●  19.10.14
  
Pois é verdade, para quem tem barriga proeminente ou é avantajado de cintura, inventaram este aparelho fantástico para calçar as meias.

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A sombra

 ●  18.10.14
  
Tenho confirmado via TVs e pela Imprensa que António Costa, desde a campanha para as directas tem tido uma sombra com ele.
Depois de António Costa ter ganho as directas, então é quase impossível não descortinar a sombra sempre um passo atrás como de um protocolo monárquico se tratasse mas sempre acompanhando-o.

A sombra, mais parece um guarda-costas de António Costa do que um camarada que estáa fazer pela sua vida (politica), para mais agora que está reformado da Presidência do Governo Regional dos Açores. 
Portanto caros leitores, afigurasse-me que, a sombra caso António Costa venha a ser Primeiro-Ministro com maioria numa próxima legislatura, terá um lugar já reservado de Vice Primeiro- Ministro. Se houver necessidade a coligação, ninguém lhe tirará o lugar de Adjunto do Primeiro Ministro.

Não nos podemos Portugueses de todos os quadrantes políticos, esquecer que foi esta sombra que conseguiu  tornar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo ( ENVC) na "agonia" da falência, com o célebre caso do barco ATLÂNTIDA, que aqui deixo para todos recordarem essa história inacreditável.

Assim vai Portugal.
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Cofre de sementes na Noruega - Arca de Noé

  
Noruega alberga depósito de todas as sementes da humanidade.



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Pérolas em tribunais

  

Diálogos retiradas do livro 'Desordem no tribunal'. São verdadeiros transcritos textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos, enquanto os diálogos aconteciam à sua frente.



Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de Julho.
Advogado : De que ano?
Testemunha: Todos os anos.
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Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afecta a sua memória?
Testemunha: Eu esqueço-me das coisas.
Advogado : Esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que se tenha esquecido? __________________

Advogado : Que idade tem o seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora consigo?
Testemunha: Há 45 anos.
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando acordou naquela manhã? Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Berta?'
Advogado : E por que é que se aborreceu?
Testemunha: O meu nome é Célia.
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Advogado : Diga-me, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
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Advogado : O seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade é que ele tem?
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Advogado : Sobre esta sua foto...o senhor estava presente quando ela foi tirada? _____________________________________________

 Advogado : Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que é que estava a fazer nesse dia? _____________________________________________

Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado : E quantas eram as meninas?
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou? _______________________________________________

Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
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Advogado : Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas... ______________________________________________

Advogado : Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
Testemunha: Oral.
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Advogado : Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o corpo da vítima? Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
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Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado: Como é que o senhor pode ter a certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de Direito em algum lugar!!!
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O Dia das Aves

  


Comemorou-se a 5 de Outubro o dia das aves. Aqui fica uma homenagem.



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Presidente da CM Santo Tirso manda fazer revista a empresa de móveis!

 ●  17.10.14
  
Joaquim Couto, presidente de Câmara de Santo Tirso, resolveu editar doravante uma revista para sua auto-promoção. É comum nas câmaras municipais. A concepção da revista e o conteúdo editorial foram contratados por ajuste directo... a uma empresa de móveis... de Loures. Se Couto manda fazer revistas em lojas de móveis, deve comprar estantes em gráficas (?!)

Paulo de Morais
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Imposto petrolífero aumenta para pagar estradas lançadas por Sócrates

  
A proposta de Orçamento do Estado para 2015 prevê uma alteração da contribuição rodoviária que passa pelo aumento do imposto sobre os combustíveis. A subida deste imposto, esclareceu nesta quarta-feira a ministra das Finanças, será de dois cêntimos por litro. Para justificar a necessidade da receita adicional de 160 milhões de euros, a proposta refere que é necessário “fazer face aos encargos com subconcessões contratadas até 2010 e cujo pagamento se iniciou em 2014″.
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É uma referência direta às concessões lançadas e adjudicadas nos governos de José Sócrates, mas cuja despesa só entrava quatro anos mais tarde. Segundo as contas feitas pelas Finanças, estas subconcessões, cujo custo foi revisto em baixo por via da redução do investimento, ainda representam um custo anual médio de 450 milhões de euros, descontando portagens, nos próximos dez anos.

Apesar de todos os esforços de renegociação para reduzir os custos com as parcerias público privadas (PPP), a despesa líquida (encargos depois de receitas) com as PPP baixa no próximo ano para voltar logo a subir em 2016. De acordo com o documento, as parcerias rodoviárias vão custar 927 milhões de euros no próximo ano, o que representa uma redução de 6,4% face aos gastos previstos para 2014. No entanto, a despesa com estas infraestruturas volta a subir em 2015, 15%, para se fixar em 1125 milhões de euros, mantendo-se acima dos mil milhões até 2017.

A proposta de lei fixa as novas taxas da contribuição rodoviária em nove cêntimos por litro de gasolina e 11 cêntimos por litro do gasóleo. Esta taxa é cobrada no imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) que incide diretamente no preço final dos combustíveis. Um aumento do ISP faz logo subir o preço final. A receita ultrapassa os 500 milhões de euros por ano e é transferida para o financiamento da Estradas de Portugal (EP). A EP, que está em processo de fusão com a Refer – Rede Ferroviária Nacional, vai receber mais 160 milhões de euros.
Via Observador
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Paulo Morais: «Que fazer para salvar esta democracia moribunda?»

  
Que fazer?

Recém-chegados à política e independentes de partidos, rapidamente o sistema os tem absorvido, gorando-se as expectativas.

Com a governação capturada pelos negócios e a corrupção generalizada, esvazia-se a esperança de regeneração da política. Já nem sequer nos novos protagonistas se pode crer. Recém-chegados à política e independentes de partidos, rapidamente o sistema os tem absorvido, gorando-se as melhores expectativas.

Os exemplos recentes têm sido desencorajadores. Fernando Nobre, candidato presidencial de inegável mérito, obteve um resultado notável. Mas ao aceitar integrar as listas do PSD nas eleições seguintes, alienou o capital político acumulado e foi trucidado nas querelas partidárias. Marinho Pinto, recentemente eleito eurodeputado mercê da sua frontalidade, já veio anunciar que abandona o lugar, violando o contrato com o eleitorado. Já outrora o Partido Renovador Democrático, que nos anos 80 prometera regenerar a política, rapidamente assimilou os vícios dos outros partidos.

Assim, sem obstáculos, a corrupção instalou-se e tem empobrecido o País à vista de todos. Os casos são inúmeros: corrupção na Expo 98, no Euro 2004, no BPN, nos submarinos, nas parcerias público-privadas... Cada um destes casos causou prejuízos milionários. No seu conjunto, são responsáveis pela dívida pública e envolveram a generalidade da classe política. A política transformou-se, ela própria, numa megacentral de negócios. São por demais conhecidos os exemplos da promiscuidade que contamina definitivamente a democracia e a degrada, de dia para dia. Ex-ministros das Obras Públicas, como Jorge Coelho ou Valente de Oliveira, tornaram-se administradores de empresas de obras públicas; outros, como Vera Jardim e Luís Amado, são hoje presidentes de bancos. Dias Loureiro, Vara, e muitos outros que têm dirigido os destinos do País, estão a contas com a justiça.

Os políticos dos partidos do arco do poder, PS, PSD e CDS, são os principais atores desta tragédia, e não se espera do seu seio qualquer solução. Poderia haver a esperança de que partidos marginais pugnassem pela higienização da política. Mas Bloco e PCP convivem bem com o status quo. E por fim, políticos que surgem com promessas de regeneração do sistema têm-se transformado em retumbantes fracassos.

Que fazer para salvar esta democracia moribunda?
Paulo Morais CM
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