Observatórios: Inacreditável regabofe duplicador de despesas e de boys!

4.7.15

Observatórios, o estado paralelo duplicador de despesas e de boys.
As prateleiras douradas para arrumar boys sem utilidade.


São milhares de organismos, meros albergues de milhares de boys duplicando tarefas, e despesas de milhões de impostos para pagarem o mesmo serviço.
Bagão Felix, define assim os observatórios, neste video - Quando não se quer resolver um problema ou quando se quer baralhar um problema o melhor é criar uma instituição deste tipo, anfíbia, ambígua, indirecta e sem responsabilidade...e

Inacreditáveis 19 minutos de reportagem!



Existem 13.740 organismos a movimentar dinheiro público. Os Observatórios, ninguém sabe para que servem, quantos são e quanto nos custam.
Observatório da actividade física, um exemplo de despesismo. Foi criado em 2006, para fazer um estudo, recebeu mais de 300 mil euros, neste momento está ao abandono, sem serviço, sem utilidade e até o site está desactualizado.
Bagão Felix DIZ QUE os observatórios são prateleiras DOURADAS PARA ACOLHER dirigentes que são indesejáveis nos lugares que estão a ocupar na administração do estado.
Acrescenta que criar um observatório ajuda os boys a alimentar e a criar currículo e é bonito... acrescenta glamour, liderar um observatório inútil e parasita é muito mais majestoso e chic que liderar um tasco falido, ou estar no desemprego.. por exemplo...

Muitos dos relatórios produzidos não servem para nada e raramente servem para apoiar as decisões políticas.
Um estudo que incluiu 10 investigadores durante 3 anos. Foi iniciado em 2007 e apenas publicado em 2012, DESACTUALIZADO. A Repórter questionou os investigadores sobre se a investigação serviu para alguma função, a resposta foi clara, não sabem. Nem os políticos responsáveis sabem para que serve a grandiosa investigação, desactualizada.
Os estudos produzidos pelos Observatórios demoram tanto tempo a serem concluídos que os decisores políticos já foram substituídos e as conclusões ficam desactualizadas. Nenhum dos investigadores sabe para que serviu ou serve o estudo que fez... interessante não é? Já que recebe 150 mil euros por ano, dos nossos impostos.

Bagão Felix mais uma vez esclarece, que acabam por custar dinheiro pois geralmente estão a trabalhar em outros empregos do estado a que faltam regularmente e onde deixam assistentes, acabando por gerar mais despesa... e depois há sempre as senhas de presença, as ajudas de custos, etc
O caos reina no submundo dos observatórios, nos vários contactos telefónicos da reportagem, na tentativa de falar com alguém de determinado observatório, o caos foi evidente... foi difícil encontrar observatórios, empregados de observatórios, serviço realizado pelos observatórios, funções concretas dos observatórios, responsabilidade dos observatórios e utilidade dos observatórios.

Outra situação gritante evidenciada nesta reportagem, é que muitos observatórios se limitam a ir ao site do INE buscar dados e publica-los no seu site. E está ganho o dia.
Entretanto o Instituto Nacional de Estatística, custa aos portugueses 30 milhões de euros por ano. Aos quais devemos somar, sendo assim, os milhões que pagamos aos observatórios para publicarem em sites o que o INE disponibiliza no seu site, é uma despesa astronómica, por um serviço que só pode ser brincadeira de quem não tem o mínimo respeito pelos contribuintes...

Bagão Felix critica a duplicação e sobreposição de informação, que acaba por obrigar a mais trabalho e despesa para apurar qual está correcta...
Exemplo... Qual a diferença entre o observatório da língua portuguesa e o instituto Camões?
O Instituto Camões recebe 30 milhões de euros e tem como função promover a língua portuguesa, tal como o observatório. Que bom...
Como diz Bagão Felix, acabam por se atropelar e confundir e aos observatórios ninguém pede responsabilidades.

Um exemplo caricato: o Observatório do QREN tem um quadro de pessoal de 24 pessoas. Na prática, limita-se a coordenar a encomenda de estudos a consultoras externas; e custa um milhão e meio de euros. Por lei está proibido de observar, apenas pode coordenar.
Observatório das obras Públicas outro que reconhece que não observa nada...

OUTRA situação caricata, o observatório dos mercados agrícolas, criado por lei e na lei, ao qual foi bloqueado o acesso aos dados necessários para realizar o seu trabalho, por estar a incomodar gente graúda, quando em 2007 começou a denunciar as grandes superfícies.
Apresentaram queixa à Assembleia da república, pois foi quem criou o observatório, em 2011 a AR deu razão ao observatório, mas até agora ainda continuam sem acesso aos dados. E sem poder observar nada.
ZITA PAIVA
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General desafia civis a proteger o país da corrupção

NESTE VIDEO O GENERAL LOUREIRO DOS SANTOS FOI DESAFIADO PELO POVO PARA INTERVIR E DEPOR O GOVERNO OU SALVAR O PAÍS DA CORRUPÇÃO. OS PORTUGUESES TÊM MUITO ESTE DEFEITO. CULPAM SEMPRE OS OUTROS DOS ERROS QUE ELES FAZEM, E EXIGEM AOS OUTROS QUE FAÇAM O QUE ELES NÃO FAZEM.




Mas ele responde desta forma aos eleitores portugueses: Os militares estão a cumprir o seu dever cívico, e os eleitores porque não cumprem o seu? Se querem mudar o país porque é que continuam a votar sempre nos mesmo? E a não votar contra os que não querem? Deixam eleger os mesmos de sempre. Os portugueses sabem que as eleições são legitimadas apenas pelos votos válidos e expressos, o resto é reduzido a zero. Portanto também sabem que não votar, votar nulo e branco é um desperdício de justiça.

Os portugueses não sabem usar as armas que a democracia lhe concede, o voto contra serve para eliminar os piores, o que odiamos e abominamos e o voto a favor para seleccionar os melhores, é uma espécie de selecção natural como na teoria de Darwin, o evolucionismo... à medida que mostramos o que queremos e quais são para nós os melhores, eles começarão a esforçar-se para ser os melhores, as eleições e os governos serão uma luta para ver qual se sai melhor, e deixará de ser uma luta entre os que mentem melhor e enganam mais. Se o povo souber escolher como diz o General.

Tudo isso são escolhas do povo em democracia, não são os militares que devem mudar isso, mas sim os cidadãos que tem que EVOLUIR E DEIXAR DE ANDAR SÓ NAS REDES SOCIAIS E RECLAMAR E NA RUA A GRITAR E PASSAR A IR ÁS URNAS VOTAR CONTRA ELES... QUE É ONDE MAIS LHE DÓI.. TUDO O RESTO PARA ELES A SEITA DE CORRUPTOS QUE HÁ 40 ANOS NOS ROUBAM, É INOFENSIVO.

MARINHO PINTO TAMBÉM SE MOSTRA INDIGNADO COM A INCOERÊNCIA DOS PORTUGUESES QUE ELEGEM CONDENADO, ARGUIDOS, SUSPEITOS, acusados ETC ETC E DEPOIS QUEIXAM-SE???
Nós temos os jornalistas que temos, os magistrados que temos, os políticos que temos porque somos o que somos....
Tal como a comunicação social é o retrato do público português, também a politica é o retrato do eleitor. Não é por rirmos dos corruptos, que os educamos ou extinguimos, é sim pela nossa exigência de verdade e seriedade
zita paiva
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«Há gente que quer salvar a Grécia, mas que quer que Tsipras falhe» Joseph Weiler

Tem três nacionalidades, israelita, americana e italiana, e qualifica-se a si próprio como um “judeu errante”. É presidente do Instituto Universitário Europeu de Florença e diretor do programa LL.M. da Universidade Católica, orientado para o estudo do Direito num contexto europeu e global. Não há como ele a pensar Europa.




Como é que chegámos a este ponto na Europa?
O que nos trouxe a este ponto não foi a crise do euro. Em 1992, o Tratado de Maastricht introduziu duas grandes novas políticas. O euro e a cidadania europeia. E o verdadeiro, total fracasso na Europa é este.

O que quer dizer?
Maastricht introduziu a cidadania europeia, o que significa, por um lado, a ideia de que as pessoas detêm a política (a grande ideia republicana da cidadania) e, por outro, que temos uma relação especial de responsabilidade, privilegiada, para com os nossos concidadãos, para além de nos preocuparmos com toda a gente no mundo, que sofrem violações de direitos humanos ou são vítimas de catástrofes. Este projeto falhou em ambos os aspetos. Entre 1979 a 2014, cada vez menos pessoas foram votar nas eleições para o Parlamento Europeu, mesmo que este seja hoje um verdadeiro Parlamento, com poderes legislativos ao mesmo nível do Conselho. Pensávamos que seria o contrário, mas em alguns países a afluência é de 20%, e em média é de 43%!

E porquê?
As pessoas não votam porque não há nenhum impacto sobre quem e como os governam, não faz diferença votar por uma maioria socialista ou do Partido Popular, e por isso ficam indiferentes. Ou seja, não há maneira de mudar o Governo. Portanto, apesar de isto ser uma União, as pessoas mantêm-se principalmente portuguesas, espanholas, alemãs, gregas, etc. Depois, ao nível dos cidadãos, não há uma preocupação sensível pelos cidadãos dos outros países. Assim, no norte, as pessoas acham que não têm de pagar pelos 'preguiçosos' do sul.

Era inevitável ser assim?
Dou-lhe um exemplo americano. Nos anos oitenta, houve uma crise orçamental no Texas que foi muito parecida com a irlandesa. Hiperexposição a bancos com maus créditos e houve então o mesmo debate que na Europa: resgatá-los, ou deixá-los ir à bancarrota, mesmo sabendo que não seriam os ricos a sofrer as consequências. Não tomo posição sobre o que é certo ou errado, mas as posições dividiram-se. Todavia, ninguém disse: por que é que nós em Nova Iorque devemos ocupar-nos do Texas? Porque devemos usar o nosso dinheiro para isso? Porque não era o dinheiro deles - era o dinheiro americano.

A Europa ainda não atingiu esse nível…
Curiosamente, duas das propostas mais interessantes vieram de Portugal. Há três ou quatro anos, Miguel Maduro, partindo do pressuposto que um dos grandes beneficiários do mercado comum e da integração são as instituições financeiras, propôs um imposto sobre os bancos. Então, haveria dinheiro europeu e, quando ocorresse uma crise como a grega, seria esse dinheiro, e não o finlandês, ou o alemão, que seria usado. A segunda veio do vosso primeiro-ministro, num discurso no Instituto Universitário Europeu, em Florença, propondo um Fundo Monetário Europeu (FME). Todos aceitem a existência de um FMI para o qual todos os Estados contribuem e, quando este contribui, ninguém diz que é dinheiro deste ou daquele - então porque não ter um FME? Seria o mesmo debate, resgatar e em que condições, mas já não seria uma questão da posse de dinheiro. É onde temos de chegar. Porque a pergunta que os alemães fazem é: porque temos de expor os nossos contribuintes?

O conjunto da voz europeia é muito fraca. Portanto, tudo isto representa um fracasso do projeto da cidadania europeia, não apenas da estrutura do euro.

Que também tem vícios...
Que ficaram visíveis desde o início. Como se pode ter uma união monetária sem uma união orçamental? Como se reage face a um choque assimétrico? Isto não é uma questão técnica, é política, porque esse mecanismo não foi criado. Sabíamos do pecado com antecedência, mas a resposta era 'quando houver uma crise, forçar-nos-emos a avançar, porque a UE foi construída sobre as crises'.

E agora estamos numa crise. A pior da União Europeia?
Não apenas económica, como política e a um nível profundo. A Europa não tem os instrumentos políticos para lidar com a situação económica. Politicamente, veja-se como o euroceticismo, que antes era um fenómeno marginal, se tornou a corrente principal. Nas eleições para o Parlamento Europeu, em alguns países, o maior partido era anti-europeu ! Isto é uma crise política!

A Europa está em perigo? Muda ou morre?
Está. Não é uma questão técnica, nem mecânica, nem de eficiência. É mais profundo. Espero que haja uma solução para a Grécia. Alguém pode imaginar uma Europa sem ela? A Europa sem a Grécia está morta. É o berço da nossa civilização. A Europa só serve para fazer dinheiro? É a hipoteca de uma civilização. Isto não deve permitir aos gregos fazer o que querem, mas mostra a profundidade da crise.

É um dilema entre a democracia nacional e a europeia?
Alexis Tsipras tem toda a razão em invocar o seu mandato. Mas a sua reivindicação moral não é mais forte que a Merkel, Hollande, ou de Passos Coelho. Os outros também têm os seus mandatos e falam pelos seus povos, têm o mesmo direito de falar em nome da democracia, são igualmente responsáveis. E há um fracasso da democracia europeia, porque não temos uma voz europeia democrática, como se viu pelo reduzido número de pessoas que votou em 2014, o menor de sempre. E se não fossem os eurocéticos ainda votariam menos, porque esses estão empenhados, querem ser ouvidos e vistos.

Quais serão as consequências de uma saída da Grécia?
A pior consequência da crise não é económica, viveremos com quaisquer consequências económicas. Mas os danos sociais e políticos demorarão anos a reparar. De uma perspetiva social, terminámos o processo da pior maneira possível. Mesmo que seja encontrada uma solução no último minuto - pelos gregos ou pelo resto da Europa, respetivamente - sentimos que foram chantageados. Se não for encontrada uma solução, os gregos sentirão que enfrentaram a chantagem e os outros que não cederam à chantagem.

E pode ainda ser pior?
Um outro legado duradouro da crise é que a Europa não fala através do seu povo, mas de distintos povos. O golpe na lenta emergência do “demos” europeu é quase fatal. E sem uma noção de demos, não podemos ter demos-cracia. Portanto, independentemente do resultado, esta crise representa também um duro golpe para a perspetiva de uma democratização da União Europeia. A declaração mais icónica relativamente à finalidade da integração europeia tem sido a que consta do preâmbulo do Tratado de Roma: "… Determinada em estabelecer uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus “. A natureza trágica da saga grega, seja qual for a solução ou o resultado do voto grego, mesmo que seja um voto para "ficar no euro" é que uma união cada mais estreita entre os povos terá diminuído. A Europa tem de mudar na sua essência.

Já não é tarde demais?
Pode ser. O que acontece é que todos pensam em termos utilitários. Serve-me a mim ou ao meu país ou não? Se a Europa se transforma numa empresa utilitária, já está morta.

Já estamos nesse ponto?
Acho que estão a medir forças. Para alguns sim, mas penso que os alemães, por exemplo, não pensam assim. Penso que a Sra. Merkel tem uma responsabilidade muito grande pela ideia europeia. Para ela não é apenas ser ou não bom para a Alemanha, percebe a importância da Europa como ideia, como civilização, não apenas como um arranjo prático entre Estados. Estamos num momento em que estamos a lutar pela nossa alma.

Não é o que se tem visto no debate sobre a Grécia...
Não podemos culpar apenas os burocratas. Parte integrante da crise é que há muita gente que quer salvar a Grécia, mas que quer que Tsipras falhe, porque ele deslegitima o que têm feito e dito – é o “factor Tsipras”, que torna a questão muito complicada. E há um desacordo genuíno sobre qual atitude tomar entre os que têm medo do risco moral, e os que dizem que errámos desde o princípio. Se Tsipras vencer, será difícil para os políticos espanhóis, portugueses ou irlandeses explicar por que não fizeram o mesmo e tiveram de passar por tantas dificuldades. Repare-se no exemplo americano. Quando Obama chegou ao poder, passado dois meses assinou um cheque de 800 mil milhões de dólares, o dobro do défice americano. Com isso, salvou a América e o mundo. Não hesitou. A Europa demorou quatro anos a chegar ao ponto de pensar de ter de gastar muito dinheiro. Obama foi muito criticado, mas o desemprego reduziu-se de 9,5% para menos de 5%. Funcionou.

A Europa teve tantas exceções, porque se agarram tanto às regras?
Percebo a sensibilidade política, porque são também democracias e nos seus países dizem que este é o caminho. Não é irracional ou falta de razoabilidade. É realmente complicado. Estamos numa situação de dependência mútua. A questão é que ao conceder a exceção, quem dá a garantia é o ouro, e então esse outro é parte do risco. A democracia é interessante. Se fosse como Bill Clinton disse, “é a economia, estúpido!”, Obama teria sido rei da América e, no entanto, em Novembro passado, os democratas sofreram uma pesada derrota. E no Reino Unido David Cameron teve um enorme sucesso, quem o teria previsto? A verdade é como disse: infelizmente, desde 1992, não fizemos nenhum movimento para aumentar a solidariedade entre as nações, embora passemos a vida a falar dela. E não demos às pessoas os meios políticos para moldar o destino da Europa.

O espírito original da Europa morreu?
Tenho uma ideia sobre o que correu mal. Quando desenvolvemos a cidadania, todo o foco foi posto na mobilidade. Se perguntar às pessoas o que é a cidadania europeia, dizem que é a liberdade de circulação. Todavia, apenas 5% das pessoas circulam. Para 95%, o sonho das suas vidas não é mudarem-se, é viver no seu país, onde trabalham e tem as suas famílias. E mudar é visto como um fracasso, porque não podem ficar onde queriam e têm de ir para outro lado arranjar um emprego.

É o fracasso do projeto europeu?
É um fracasso nosso, porque não demos às pessoas os meios políticos para moldar o destino da Europa. Estamos a pagar esse preço e agora queixamo-nos de que os finlandeses se sintam finlandeses, os suecos, suecos, os portugueses, portugueses.

A Europa foi construída com base na paz e na prosperidade. Esta evaporou-se, pelo menos no sul, e a paz é um mito.
Moralmente, o maior fracasso da Europa foi a Bósnia. Foi a única coisa que a Europa prometeu a si própria: que não haveria outro genocídio no continente. E na Bósnia houve um genocídio de uma minoria religiosa, a 500 km de Roma. Mas não vejo ameaça à paz entre os membros da União, ninguém imagina que podemos resolver os problemas entre nós usando a força.

Mas fora da União, o que se vê? As coisas mudaram?
O que não mudou é que 70 anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Europa continua a depender dos americanos para a sua própria defesa. A fundação da política de segurança e defesa da Europa são três letras: EUA.

Mas foi também a fundação da prosperidade da Europa …
No sentido de que já que a América nos defende, nós podemos gastar dinheiro em manteiga e não em armas. É uma situação inaceitável porque há um paradoxo. De cada vez que se fala de defesa, todos os Estados-membros dizem que não, porque a defesa nacional é o coração da soberania. É uma piada. Nenhum Estado europeu, nem a França nem o Reino Unido, têm capacidade de se defender a si próprios. Falam de soberania, mas não a têm realmente. A única maneira de haver uma soberania de defesa era fazê-la em conjunto e não o fizeram, vivendo na ficção de que a defesa é uma questão de soberania e não se pode tocá-la.

E os EUA concordam em continuar assim?
Estamos no fim da Pax Americana e não podemos depender dela. Acabou. Somos sonâmbulos. O risco de guerra é hoje maior do que imaginamos e os europeus não estão a levar esse risco a sério. A crise de segurança é maior do que aquela que as pessoas querem acreditar ou se sentem confortáveis em falar. É fundamental europeizar a defesa. Já gastamos imenso dinheiro em defesa da maneira mais ineficiente possível, pensamos de um ponto de vista nacional, temos pequenos exércitos, cheios de generais e sem homens.

Mas como, se cada um se sente português, espanhol, finlandês, sueco...
Exatamente por isso é tão difícil e exatamente por isso a única resposta é uma liderança decisiva. A Europa não foi criada por exigência popular, de baixo para cima. Precisamos de grandes líderes, porque as condições sociais e políticas o exigem. Uma liderança que mostre o caminho. Para além da solução da crise grega que saberemos não sei quando, o primeiro passo é levar a cidadania a sério e ela não tem nada a ver com mobilidade. Ela é fundamental para o funcionamento do mercado comum, mas não é o seu núcleo. O núcleo é criar instituições e mecanismos que deem poder às pessoas quanto à governação na Europa. Enquanto não tivermos isso nunca teremos cidadania europeia. O segundo é levar a defesa a sério, é uma prioridade.

As condições de hoje permitem-no?
E quando é que 1950, cinco anos depois da guerra, os franceses pensavam em abraçar os alemães? A Europa não estava menos dividida, pelo contrário, mas a Europa fez-se – é o que uma liderança faz. Foi Adenauer, Schumann, Gaspari. Uma grande liderança pode ser transformativa.

E vê grandes líderes?
Não posso responder.

A Sra. Merkel é uma grande líder?
É. Tem visão e é forte, são precisas ambas as qualidades. Não digo que a visão dela é correta, mas é uma mulher de Estado, com estatura. E penso que Jean-Claude Juncker tem visão, determinação e força. Fez coisas impensáveis e bem, como criar vice-presidentes, hierarquizar e politizar a Comissão. Porque política sem políticos não é democracia. Esta tecnocracia não pode funcionar. Democracia significa escolhas políticas. A Europa tem de ser política, e se não o for a democracia nunca se desenvolverá nem tão pouco a cidadania.

Está confiante?
Tento ser analítico e objetivo. A ideia de Europa é nobre, os europeus podem estar orgulhosos, seria uma tragédia se falhasse. Este é um grande momento da verdade e depende da liderança. Quanto a condições, em 1950 eram até piores em termos de solidariedade, e foi possível.

O que nos poderia levar a um outro perigo que ameaça a União, o Brexit, a eventual saída do Reino Unido.
O Reino Unido é fundamental para a Europa, sobretudo se pensamos em segurança. Mas para além disso, a noção de que o eixo é Berlim-Paris é falsa. Um Brexit seria uma tragédia para o Reino Unido e para a Europa, porque nesse caso, o Reino Unido partir-se-á. Os escoceses nunca aceitarão que uma maioria de ingleses tire a Escócia da Europa. Seria monumental e por isso não acredito que aconteça.
expresso-online
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Será que é correcto pagar dívidas mal contraídas? - Paulo Morais

Gregos com a dívida.


Com este tipo de governação, corrupta, os grupos económicos do regime (Mota-Engil, EDP, Lena, Lusoponte...) garantem a sua prosperidade




Pagar ou não pagar – eis a questão da Grécia. Será que é correcto pagar religiosamente dívidas que foram mal contraídas? É este hoje o dilema com que se debate o governo em Atenas. Em Portugal, por outro lado, o governo não hesita: assume de forma acrítica o pagamento de empréstimos ruinosos e fá-lo à custa do sofrimento dos cidadãos. 

As dívidas públicas deveriam ser um factor de desenvolvimento. Os estados deveriam contrair dívida para, através de investimentos virtuosos, garantirem o bem-estar dos povos. 

Mas, nos últimos anos, na Grécia como em Portugal, o crescimento da dívida teve origem em mecanismos de corrupção, em investimentos faraónicos e inúteis, em empréstimos mal negociados. O estado adquiriu submarinos, num negócio marcado pela corrupção, construíram-se dez estádios de futebol caríssimos para o Euro 2004 e alguns estão agora a apodrecer; sucessivos governos contraíram empréstimos a taxas próprias de agiotas, de quase 6%, quando poderiam fazê-lo a 3%. Além disso, o Estado nacionalizou os prejuízos do BPN e dispõe-se a perder mais de dois mil milhões com a venda do Novo Banco. E ainda negociou parcerias público-privadas, garantindo taxas de rentabilidade milionárias aos privados, por décadas, muito para além do tempo do mandato de quem decidiu. Um regabofe! 

Com este tipo de governação, corrupta, os grupos económicos do regime (Mota-Engil, EDP, Lena, Lusoponte...) garantem a sua prosperidade. E o povo, eterno prejudicado, assume os prejuízos. Com sofrimento, reduções salariais, aumento de impostos, redução de serviços de saúde e educação. 

Para nos deixarmos de ver gregos, doravante deve ser estabelecido, como regra no Orçamento de Estado, um limite máximo a destinar ao pagamento de dívida. E, além disto, é imperioso que negócios do estado com custos demasiado elevados ou cujos pagamentos se prolonguem muito para além do tempo dos mandatos de quem os decide deverão ser referendados pelo povo. Já que os governos querem defender os grupos económicos, defendamos nós o futuro dos nossos filhos. 

Paulo Morais
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Barroca assume que os milhões de euros são de Sócrates


Joaquim Barroca, 'vice' do Grupo Lena, confessou ao juiz de instrução que serviu de "barriga de aluguer" para que os 12 milhões de euros de Hélder Bataglia fossem transferidos para Carlos Santos Silva e chegassem ao verdadeiro destinatário - José Sócrates - através da conta na Suíça movimentada pelo ex-governante.


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Verdadeiramente criminoso como o Estado trata o nosso dinheiro - Paulo Morais

3.7.15
É importante que as pessoas percebam como os governos tratam os nossos impostos. A demagogia e a caça ao voto faz com que o governo ande 3 anos a roubar o povo nas PPP e depois na véspera de eleições dá-lhe umas migalhas, cortando um pouco nas rendas das PPP- e os donos das PPP aceitam o corte porque sabem que logo a seguir são compensados.
No primeiro gráfico, atentem na curiosidade que é a súbita quebra nas rendas a pagar pelo estado nos anos 2012 e 2013, e como essa quebra se deve às PPP rodoviárias, para imediatamente nos anos seguintes se assistir a uma subida vertiginosa, alcançando em 2015 o valor mais alto.



Não existe nenhuma lógica que explique esta quebra, a não ser a da negociação de uma parte significativa destas PPP ter sido feita pela dupla José Sócrates/Paulo Campos e de a mesma coincidir com um previsível ciclo eleitoral, pois se não tivesse ocorrido uma eleição legislativa antecipada em 2011, Sócrates teria governado até 2013, esperando nessa altura repetir a vitória eleitoral de 2009, em parte muito à conta da folga orçamental obtida com esta inesperada quebra nos anos imediatamente ao das eleições.

Portugal é o país “Campeão do Mundo” em parcerias publico-privadas (PPP), com o maior gasto em PPP em relação ao PIB (quase 11%) - (Fonte: Observatório PPP da Universidade Católica). As Parcerias Público-Privadas têm contribuído para um agravamento da dívida pública, com injustificadas taxas de rentabilidade para os consórcios privados que as promoveram.
ZITA PAIVA
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«Isto é ROUBAR as pessoas» - Gomes Ferreira

25.6.15

Vamos continuar a ser enganados sobre o preço dos combustíveis.


Todas as bombas do país passam a ser obrigadas a vender combustíveis simples a partir de sexta-feira. Se a ideia era aproximar as principais marcas dos preços low cost, isso estará muito longe de acontecer. José Gomes Ferreira diz: “vamos continuar a ser enganados, como já estávamos desde 2004”. Na análise feita no Primeiro Jornal, considerou ainda que “a lei permite, o mercado é liberalizado, as companhias fazem o preço que querem".

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Custo na factura de electricidade é um escândalo - Paulo Morais



NÃO é admissível que o custo na factura de electricidade seja tão elevado. Nada o justifica, é um escândalo. Os consumidores têm de pagar, além do consumo de energia, muitos outros custos, que vão da taxa de radiodifusão até às rendas do sector energético, que o governo se recusa a baixar. Em cima de tudo, ainda há IVA a 23%. Esta situação prejudica significativamente a competitividade das empresas e desespera os particulares.
Mas continuaremos a suportar este fardo, enquanto o presidente da EDP (na foto) tiver mais poder do que o Ministro da Economia.

Paulo Morais
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Aterragem no aeroporto Sá Carneiro - Porto

Excelentes imagens da aproximação e aterragem no Aeroporto Sá Carneiro,
vista do 'cockpit' do Boeing 737-800.


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Aldeia de Piódão filmada por drone

Entre nesta mágica aventura sobre a Serra do Açor, a Cascata da Fraga da Pena, as aldeias de xisto do Piódão e a Foz de Égua - Arganil.

Fraga da Pena Waterfall - Piódão - Foz de Égua aerial view - 4K Ultra HD (helder afonso)


A aldeia de Piódão, situa-se numa encosta da Serra do Açor. As habitações possuem as tradicionais paredes de xisto, tecto coberto com lajes e portas e janelas de madeira pintadas de azul. O aspecto que a luz artificial lhe confere, durante a noite, conjugado pela disposição das casas, fez com que recebesse a denominação de “Aldeia Presépio”. Os habitantes dedicam-se, sobretudo, à agricultura (milho, batata, feijão, vinha), à criação de gado (ovelhas e cabras) e em alguns casos à apicultura.
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