Portugal Glorioso

Dívida pública: como os portugueses andam a ser endrominados!

28.4.15


Por Sérgio Passos

O aumento diário da dívida pública: ou, como os portugueses andam a ser endrominados!

A dívida pública portuguesa no final de 2013 era de
204.252.341.733€.

No final de 2014 era de
217.126.401.453€:

No final de Fevereiro de 2015 era de
228.226.646.971€.
...
Quem é que disse que a dívida pública está controlada, e que a mesma já não está a crescer.
Afinal, Portugal está diferente da Grécia no quê?


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Vergonhoso! EDP e Galp: ABUSOS na luz e no gás natural

26.4.15

Empresas da EDP e Galp cometem abusos na luz e no gás natural.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos detectou abusos das empresas fornecedoras de gás natural e electricidade , que poderão valer multas pesadas. Entre as irregularidades, contam-se falhas de informação da Galp e da EDP sobre a tarifa social, e a desvalorização generalizada das leituras de consumos
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A especulação financeira e imobiliária não paga IMI porquê?

25.4.15


Vêm aí os prometidos aumentos escandalosos do IMI (Imposto Municipal de Imóveis) e, com eles, os portugueses mais sacrificados ainda vão ficar mais esmifrados e pobretanas. Mas, em contrapartida, os fundos imobiliários, Bancos e demais especuladores imobiliários continuam isentos do pagamento de IMI! Temos de perguntar até quando continuará esta escandalosa desigualdade entre os portugueses, o que só tem servido para esmagar a classe média e conduzir, ainda mais, os pobres para a miséria e, ainda mais escandalosamente, aumentar o número das famílias carenciados e mais desfavorecidas que, com esta enorme crise, perdem as suas casas? E quem é que vai ser o corajoso político português que se atreverá a acabar com este pornográfico benefício em favor da especulação financeira e imobiliária? Pois, é hora de pôr fim ao modelo português de estéril economia especulativa e financeira, que só tem servido o fito do enriquecimento fácil de uma minoria de agiotas, mas que tanto prejudica e funciona em desfavor das famílias mais pobres e, em última análise, asfixia a real economia produtiva! Basta! http://euacuso.blogs.sapo.pt/
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«Um erro no nosso regime: achar que a liberdade e a democracia se conquistava»



Com 25 Abril conquistou-se a liberdade, mas não se construiu a democracia.
Houve um erro no nosso regime: as pessoas achavam que a liberdade e a democracia se conquistava, não é verdade. A liberdade conquista-se, mas a democracia constrói-se.
Vale a pena rever esta intervenção do vice-presidente da TIAC, Paulo Morais, entrevistado por Mário Crespo acerca do seu livro "Da Corrupção à Crise: Que Fazer?" e dos mecanismos de corrupção e desvio orçamental em Portugal. SICn-2013
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Compraram livro de Sócrates às centenas com dinheiro dos contribuintes


Câmaras compraram livro de Sócrates às centenas com dinheiro dos contribuintes.
A RTP descobriu que várias Câmaras Municipais compraram o livro de José Sócrates em catadupa para este aparecer nos tops de venda das livrarias.
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Pára tudo, JÁ! «Portugal: 41 anos depois do 25 Abril»



"A Verdade Sem Medos ... podem bloquear-me, denunciar-me, reportar-me como inimiga ou terrorista, ou raio que os parta a todos até me podem vir prender, mas uma coisa vos posso garantir, ninguém me vai calar, nem a mim nem a esta Grande Senhora.... a partir de hoje este vídeo vai ser a minha publicação diária, sem tréguas ....."
Morgana Vasconcelos

"O que chamamos democracia começa a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a URNA onde já está apodrecendo o cadáver.

Expresso da Meia-Noite 25-04-2014 em directo SIC-N
Tema: 25 de Abril, 40 Anos depois
Ricardo Costa com: - Maria José Morgado, Procuradora-geral Adjunta - Maria de Sousa, Cientista - Joana Amaral Dias, Psicóloga - Hélia Correia, Escritora.


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Os nossos gestores também responsáveis pelo caos em Portugal

24.4.15

Mariana Mortágua expõe a estranha incompetência do melhor CEO da europa. Como é possível que uma pessoa "supostamente" tão competente e estratega, tenha investido todo o risco num mesmo grupo.... Qualquer leigo sabe que se deve distribuir o risco por várias empresas. Principalmente quando se trata de empresas tão grandes como a PT: E como não tem explicação porque não pode revelar as verdadeiras razões para tamanha irresponsabilidade, deixa-nos sem resposta...

- Portugal está entre os piores países da União Europeia no que diz respeito a competências de gestão. A conclusão é de um estudo internacional que se tornou uma referência no tema.
Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Japão lideram o ranking.
O Professor Carlos Paz não deixa margem para dúvidas. Os nossos gestores estão entre os piores da Europa e são também responsáveis pelo caos em Portugal. São gestores habituados a viver na sombra do estado, à espera do subsidio, da isenção fiscal e dos favores de grandes negócios, em troca de financiamentos de campanhas.
ZITA PAIVA
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«É uma catástrofe: não sabem falar sem gritar»

Gritar é falar alto. É isto que os gritadores fingem não saber ou, mais provável e pateticamente, nem sequer sabem.

Como habitante de esplanadas sou um leitor silencioso ou, sempre que estou com a Maria João, falamos baixinho, para que mais ninguém nos ouça, por falarmos de coisas que só nos interessam a nós.

É uma catástrofe haver outros almoçadores e outras almoçadoras que não sabem falar sem gritar, desejando ardentemente ser ouvidas por todas as pessoas que incomodam.

Hoje, as pessoas conversam com as pessoas que estão à frente delas como se estivessem a falar com elas através do telemóvel. Gritam como os labregos dos anos 1960 quando telefonavam para um número a mais de 20 quilómetros de distância. Só que agora calhou às classes afectadas.

Os avanços tecnológicos descobrem sempre as mais velhas formas de falta de educação.

As regras da educação são a melhor maneira de nos darmos todos bem, por muito ou pouco privilegiados que sejamos. No fundo é só uma: fazermos (ou não fazermos) tudo para que os outros estejam à vontade.

Os gritadores de agora estão sempre armados em bons. Gritam como quem discursa. Têm o tom seguro de quem entretem. Articulam e esticam as frases como comediantes surdos que só imaginam o riso inexistente do público. Chateiam e estragam tudo num único instante de realidade. Engolem o ar todo. Ocupam todo o som público. Gritam-nos aos ouvidos e violam-nos as cabeças.

Raios os partam, ao meio, a todos.

MIGUEL ESTEVES CARDOSO


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Para os gestores de topo em Portugal a crise já era!


Os salários dourados dos gestores

Para os gestores de topo em Portugal, a crise já ficou para trás. O SOL compilou os vencimentos auferidos pelos presidentes executivos das 14 empresas do PSI-20 que já apresentaram relatórios sobre o governo societário e na maioria dos casos houve aumentos salariais. O total das remunerações pagas a este conjunto de executivos aumentou 7%, com Pedro Queiroz Pereira a conseguir o primeiro lugar no pódio: o dono da Semapa levou para casa cerca de 2,4 milhões de euros, com os honorários recebidos nas várias sociedades relacionadas com o grupo.

Há alguns anos, o sistema financeiro era conhecido por proporcionar as remunerações mais elevadas do país. Hoje, os níveis salariais mais generosos encontram-se em empresas do sector transformador. Além da Semapa, que opera nas áreas da floresta, da pasta de papel, da energia e do cimento, as empresas com cheques mais chorudos para os gestores são a EDP e a Galp, ambas produtoras de energia. A Portucel, que é controlada pela Semapa e fabrica papel, também aparece no topo. José Honório recebeu 1,4 milhões de euros no ano em que saiu do grupo.

Grupos não-financeiros pagam mais

Nos bancos, a contenção salarial é notória. “Após a crise no sistema financeiro que conduziu à recapitalização da banca em Portugal com recurso a instrumentos através de fundos públicos, foi exigida uma disciplina remuneratória dos órgãos sociais das instituições financeiras”, explica ao SOL o presidente do Instituto Português de Corporate Governance, Pedro Rebelo de Sousa.

Durante o programa de assistência financeira, os bancos que recorreram a empréstimos do Estado para se recapitalizarem tiveram inibições salariais na administração. Mas, mesmo com a devolução dos cortes salariais que teve quando o BPI pediu ajuda estatal, Ulrich aparece apenas a meio da tabela. “O sistema bancário tem estado sob um elevado escrutínio e pressão não só em Portugal, mas por toda a Europa, desde o início da crise financeira em 2008”, diz ao SOL Rui Luz, director da Hay Group Portugal, uma consultora de gestão.

Durante a crise, verificou-se que os prémios dos gestores estiveram na origem da tomada excessiva de riscos. “Uma das consequências foi um merecido acréscimo de atenção por parte dos accionistas e autoridades sobre estes aspectos, que conduziram à introdução de várias medidas de limitação ou de regulação dos pacotes retributivos da gestão de topo destas instituições”, acrescenta.

Os grupos não-financeiros, por seu turno, têm demonstrado “maior capacidade de gerar e distribuir valor para os respectivos accionistas”. E os vencimentos reflectem essa tendência.

Nos grupos de distribuição e nas telecomunicações, apesar de tudo, houve alguma contenção. Os salários pagos no ano passado estão ligeiramente abaixo dos que foram atribuídos no ano anterior. Em companhias donas de supermercados, como a Sonae e a Jerónimo Martins, a quebra no consumo - e a consequente estagnação das receitas - teve impacto nas remunerações dos gestores. Mas o principal motivo terá que ver com “a responsabilidade social e o equilíbrio que quiseram introduzir para reduzir a amplitude de salários”, explica José António Rousseau. Na opinião do ex-director geral da Associação de Empresas de Distribuição e actual presidente do Fórum do Consumo “há uma maior consciência nestas empresas que o gap entre os salários mais baixos e os mais altos era elevado”.

Prémios aumentam

Os dados da Hay referentes a Portugal vão ao encontro da tendência verificada pelo levantamento do SOL: num ano em que a economia portuguesa apresentou uma ligeira recuperação, a retribuição dos executivos também aumentou. De um modo geral, a retribuição base dos gestores aumentou 1,5% e a retribuição total (base+prémios) subiu ainda mais: 5,5%. Esta tendência foi mais evidente em organizações de dimensão média.
Segundo a Hay, a retribuição variável tende a manter um peso maior no mix de vencimentos dos executivos, mas houve uma alteração de critérios na sua alocação: “O factor mais importante para a sua atribuição passou a ser o dos resultados da organização, em vez do desempenho individual”.

A retribuição de médio e longo prazo é destacada como um instrumento de remuneração nos países europeus e Portugal não foi excepção. Os pacotes de benefícios flexíveis são outra tendência de remuneração que ganhou importância nos últimos anos.
http://www.sol.pt/
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Leonor Teles - A Rainha Maldita

Histórias que o Tempo Apagou - A Rainha que o Povo Rejeitou - José Hermano Saraiva



As rainha em Portugal gozaram sempre de um enorme prestígio, em alguns casos inclusivamente superior ao dos próprios reis. Existem excepções a esta regra: certamente ninguém diz maravilhas de Dª Mécia Lopes (mulher de D. Sancho II), que se deixou raptar para servir os interesses do cunhado na guerra civil que o opunha ao seu próprio marido. Também não poderemos ter um discurso encomiástico relativamente a Dª Maria Francisca de Saboia, também ela dividida entre o legítimo (e tonto) D. Afonso VI e o cunhado de D.Pedro II, acabando por desposar os dois.
De Carlota Joaquina são conhecidas as sua tendências levianas, curiosamente o mesmo rótulo que foi colocado a Leonor Teles, a que eu chamo a rainha maldita e a que Herculano, com grande exagero, chamou a Lucrécia Bórgia Portuguesa.

Maldita porquê?

Para respondermos a esta questão temos que fazer uma viagem até ao triste reinado de D. Fernando. Um rei pusilâmine, inábil, sem qualquer capacidade parar dirigir um estado. Este D. Fernando foi o único que Camões criticou veementemente nos Lusíadas, no célebre verso "que um fraco rei, faz fraca a forte gente".


Leonor Teles foi a primeira rainha portuguesa. Até então os monarcas portugueses, como era costume na época, casavam com princesas estrangeiras para celebrar alianças políticas.
A D. Fernando cabia-lhe idêntico destino, não fosse ter decidido casar a "furto", com uma mulher, que ainda por cima já era casada e o marido estava vivo.
Essa mulher era Leonor Teles, e como nos conta Fernão Lopes, D. Fernando teve que fugir literalmente de Lisboa para fugir à ira do povo, que se amotinou face à decisão do monarca de desposar mulher já casada.
Este casamento desencadeou ainda consequência políticas, porque D. Fernando esteve de casamento aprazado com Leonor de Aragão, por ocasião da aliança com o reino de Aragão e o emir de Granada contra Henrique Trâstamara, e depois com Leonor de Castela, filha de Henrique Trâstamara, na sequência do insucesso desta mesma guerra.
O casamento com Leonor Teles veio fazer de letra-morta esta aliança e originou mais uma guerra com Castela, dado que os castelhanos, com toda a legitimidade, se sentiram enganados.
Mas afinal quem foi Leonor Teles?
Era de uma grande fidalguia, ambiciosa e de um enorme tacto político. A perspectiva de se tornar rainha não deverá ter sido despiciente na decisão que tomou de casar com D. Fernando, apesar de já ser casada e de ter um filho. Só a sua habilidade justifica que tenha conseguido movido influências na Santa Sé para conseguir a anulação do seu casamento, a pretexto de uma suposta consaguinidade.
No drama que envolveu a sua irmã - Dª Maria Teles, assassinada pelo infante D. João - a sua intervenção foi sempre polémica. Diz-se que foi ela que terá dito ao infante que a irmã lhe era infiel, quem sabe se movida por ciúmes (o infante poderia ser rei) ou pelo desejo de casa-lo com a sua filha Beatriz.

Na crónica de Dom Fernando, Fernão Lopes não o declara explicitamente mas reproduz as palavras de Maria Teles, quando confrontada com a fúria do seu marido, diz que este ia mal aconselhado... Sem me alongar em questões de carácter, eu creio que teremos que ter sempre algumas reservas sobre as críticas e acusações que se fazem à Rainha.

Digo-o por vários motivos, sendo o principal o facto de a História ser sempre escrita pelos vencedores. E esses, felizmente, foram os portugueses em Aljubarrota comandados pelo Mestre. Por esse motivo, sendo Fernão Lopes, cronista do Rei, que era bastardo e como tal teve que ver a sua legitimidade confirmada pelas cortes de Coimbra, nas quais contou com outro importante aliado, de quem nem sempre se fala mas cujo papel foi determinante: O Dr. João das Regras, e como tal a dignidade da rainha não podia ser enaltecida.
O objectivo do jurista era provar com argumentos de lei que todos os pretendentes eram bastardos, tal como o Mestre de Avis, que o era indiscutivelmente. Assim, excluía a sucessão por via dos filhos de Inês de Castro, alegando que esta nunca casou com D. Pedro, apesar de ter havido um bispo que jurou, sobre os evangelhos, exactamente o contrário.

A exclusão de Dona Beatriz, que era filha legítima de Rei e Rainha era mais complicada. Daí que teve que se basear na suposta leviandade da rainha, que dava azo à dúvida quanto à paternidade da pequena infanta. A urdidura concebida pelo "velho leão" Álvaro Pais, na morte do Conde Andeiro pelo Mestre, foi uma jogada habilidosa que teve o seu epílogo em Aljubarrota, no que foi um autêntico xeque mate num jogo onde apenas a perícia política e diplomática do Mestre e dos seus apoiantes permitiu desfecho, à partida, tão improvável.
Na minha opinião foi este facto que tornou a rainha tão odiada. A necessidade de denegrir a sua imagem para justificar a possível bastardia de Dª Beatriz, como peça de um jogo onde Leonor Teles tinha que ser sacrificada.

Este argumento foi mais tarde recuperado pelos liberais a propósito da Rainha Carlota Joaquina, com o objectivo de retirar legitimidade ao infante D. Miguel, o que não deixa de ser um argumento curioso, tendo em conta que o casal teve muitos filhos e não consigo compreender o motivo porque apenas aquele seria ilegítimo. Leonor Teles de Menezes foi, sem dúvida, uma rainha maldita. Injustiçada, talvez!
publicado por Rui Romão, http://domafonsohenriques.blogs.sapo.pt/
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