Biscates...

- 1.10.14


 Para que servem as primeiras páginas dos jornais e os grandes casos dos noticiários das TV?
Se pensarmos no que as primeiras páginas e as aberturas dos telejornais nos disseram enquanto decorriam as traficâncias que iriam dar origem aos casos do BPN, do BPP, dos submarinos, das PPP, dos SWAPs, da dívida, e agora do Espírito Santo, é fácil concluir que servem para nos tourear.

Desde 2008 que as primeiras páginas dos Correios das Manhas, os telejornais das Moura Guedes, os comentários dos Medinas Carreiras, dos Gomes Ferreiras, dos Camilos Lourenços, dos assessores do Presidente da República, dos assessores e boys dos gabinetes dos ministros, dos jornalistas de investigação, nos andam a falar de tudo e mais alguma coisa, excepto das grandes vigarices, aquelas que, de facto, colocam em causa o governo das nossas vidas, da nossa sociedade, os nossos empregos, os nossos salários, as nossas pensões, o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos.

Que me lembre falaram do caso Freeport, do caso do exame de inglês de Sócrates, da casa da mãe do Sócrates, do tio do Sócrates, do primo do Sócrates que foi treinar artes marciais para a China, enfim que o Sócrates se estava a abotoar com umas massas que davam para passar um ano em Paris, mas nem uma página sobre os Espirito Santo!
É claro que é importante saber se um primeiro ministro é merecedor de confiança, mas também é, julgo, importante saber se os Donos Disto Tudo o são. E, quanto a estes, nem uma palavra. O máximo que sei é que alguns passam férias na Comporta a brincar aos pobrezinhos.

Eu, que sei tudo do Freeport, não sei nada da Rioforte! E esta minha informação, num caso, e falta dela, noutro, não pode ser fruto do acaso.
Os directores de informação são responsáveis pela decisão de saber uma e desconhecer outra. Os jornais, os jornalistas, andaram a tourear o público que compra jornais e que vê telejornais. Em vez de directores de informação e jornalistas, temos novilheiros, bandarilheiros, apoderados, moços de estoques, em vez de notícias temos chicuelinas.

Não tenho nenhuma confiança no espírito de auto critica dos jornalistas que dirigem e condicionam o meu acesso à informação: todos eles aparecerão com uma cara à José Alberto de Carvalho, à Rodrigues dos Santos, à Guedes de Carvalho, à Judite de Sousa (entre tantos outros) a dar as mesmas notícias sobre os gravíssimos casos da sucata, dos apelos ao consenso do venerando chefe de Estado, do desempenho das exportações, dos engarrafamentos do IC 19, das notas a matemática, do roubo das máquinas multibanco, da vinda de um rebenta canelas uzebeque para o ataque do Paiolense de Cima, dos enjoos de uma apresentadeira de TV, das tiradas filosóficas da Teresa Guilherme.

Todos continuarão a acenar-me com um pano diante dos olhos para eu não ver o que se passa onde se decide tudo o que me diz respeito. Tenho a máxima confiança no profissionalismo dos directores de informação, que eles continuarão a fazer o que melhor sabem: tourear-nos. Abanar-nos diante dos olhos uma falsa ameaça para nos fazerem investir contra ela enquanto alguém nos espeta umas farpas no cachaço e os empresários arrecadam o dinheiro do respeitável público.

Não temos comunicação social: temos quadrilhas de toureiros, uns a pé, outros a cavalo.
Uma primeira página de um jornal é, hoje em dia e após o silêncio sobre os Espirito Santo, um passe de peito. Uma segunda página será uma sorte de bandarilhas. Um editor é um embolador, um tipo que enfia umas peúgas de couro nos cornos do touro para a marrada não doer. Um director de informação é um “inteligente” que dirige uma corrida.

Quando uma estação de televisão convida um Camilo Lourenço, um Proença de Carvalho, um Gomes Ferreira, um João Duque, um Judice, um Marcelo, um Miguel Sousa Tavares, um Angelo Correia, devia anunciá-los como um grupo de forcados: Os Amadores do Espirito Santo, por exemplo.
Eles pegam-nos sempre e imobilizam-nos. Caem-nos literalmente em cima. As primeiras páginas do Correio da Manhã podiam começar por uma introdução diária: Para não falarmos de toiros mansos, os nossos queridos espectadores, nem de toureios manhosos, os nossos queridos comentadores, temos as habituais notícias de José Sócrates, do memorando da troika, da imperiosa necessidade de pagar as nossas dividas.
Todos os programas de comentário político nas TV deviam começar com a música de um passo doble. Ou com a premonitória “Tourada” do Ary dos Santos, cantada pelo Fernando Tordo.
O silêncio que os “negócios “ da família "Dona Disto Tudo" mereceu da comunicação social, tão exigente noutros casos, é um atestado de cumplicidade: uns, os jornalistas venderam-se, outros queriam ser como os Espirito Santo. Em qualquer caso, as redacções dos jornais e das TV estão cheias de Espiritos Santos.

Em termos tauromáticos, na melhor das hipóteses não temos jornalistas, mas moços de estoques. Na pior, temos as redacções cheias de vacas a que se chamam na gíria as “chocas”.

O que o silêncio cúmplice, deliberadamente cúmplice, feito sobre o caso Espirito Santo, o que a técnica do desvio de atenções, já usada por Goebels, o ministro da propaganda de Hitler, revelam é que temos uma comunicação social avacalhada, que não merece nenhuma confiança.

Quando um jornal, uma TV deu uma notícia na primeira página sobre Sócrates( e falo dele porque a comunicação social montou sobre ele um operação de barragem pelo fogo, que na altura justificou com o direito a sabermos o que se passava com quem nos governava e se esqueceu de nos informar sobre quem se governava) ficamos agora a saber que esteve a fazer como o toureiro, a abanar-nos um trapo diante dos olhos para nos enganar com ele e a esconder as suas verdadeiras intenções: dar-nos uma estocada fatal!
Porque será que comentadores e seus patrões, tão lestos a opinar sobre pensões de reforma, TSU, competitividade, despedimentos, aumentos de impostos, gente tão distinta como Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Angelo Correia, Soares dos Santos, Ulrich, Maria João Avilez e esposo Vanzeller, não aparecem agora a dar a cara pelos amigos Espirito Santo?
Porque será que os jornais e as televisões não os chamam, agora que acabou o campeonato da bola? Um grande Olé aos que estão agachados nas trincheiras, atrás dos burladeros!
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 Autor do texto;

Carlos de Matos Gomes Nascido em 24/07/1946, em V. N. da Barquinha. Coronel do Exército (reforma).
Cumpriu três comissões na guerra colonial em Angola, Moçambique e Guiné, nas tropas especiais «comandos».
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Paulo Morais: Dívida (De)vida

- 30.9.14
Um estado democrático não pode gastar mais em juros do que em educação, saúde ou qualquer outra função social.Ter o serviço da dívida como maior despesa de estado é equivalente a não haver comida no frigorífico duma habitação, porque se gasta todo o orçamento familiar na manutenção dum carro luxuoso.


Dívida (De)vida
Além de absurdo, é iníquo e até antieconómico.

Pagar dívidas. Esta é hoje a primeira missão do estado português. O povo passa dificuldades crescentes, sobretudo para alimentar um orçamento de estado cuja maior despesa resulta da dívida pública. E esta é, assim, a causa maior da nossa pobreza.

Esta situação não é admissível. Um estado democrático não pode gastar mais em juros do que em educação, saúde ou qualquer outra função social. Mas esta é, infelizmente, a nossa condição. Sucessivos governos têm celebrado contratos de dívida a juros agiotas, comprometendo-se a cerca de oito mil milhões em juros todos os anos. Esta atitude é irracional: ter o serviço da dívida como maior despesa de estado é equivalente a não haver comida no frigorífico duma habitação, porque se gasta todo o orçamento familiar na manutenção dum carro luxuoso. Além de absurdo, é iníquo e até antieconómico.
O estado português paga de juros cerca de 5% do seu produto interno bruto, o dobro do plausível em países cumpridores. Com esta atitude economicamente insustentável, deixará de cumprir e encaminhar-nos-emos para novo resgate.

Ainda por cima, Presidente, Governo e até a oposição assumem que o pagamento integral da dívida é sagrado! Face a estes sinais, os sacralizados mercados assumiram a dívida pública portuguesa como o mais seguro dos negócios. Em 2013, foi mesmo das mais rentáveis do mundo! Não é pois de estranhar que, em conjunto, os bancos portugueses detenham cerca de 30 mil milhões de euros em títulos de dívida. Aliás, até o apoio internacional (doze mil milhões) destinado à recapitalização do setor financeiro, foi utilizado para especular com a dívida soberana nacional.

Urge pois cortar com este paradigma. O estado deve assumir os seus compromissos financeiros, mas desde que os possa honrar de forma sustentada. Em primeiro lugar, promovendo uma auditoria no sentido de apurar qual a dívida legítima e passível de ser paga. De seguida, negociando juros aceitáveis e formas de pagamento compatíveis. Sobretudo, há que estabelecer um limite máximo anual ao pagamento de dívida, em cada orçamento de Estado. Desta forma, extinguem-se financiamentos agiotas e pode cessar esta insuportável tradição de extorsão fiscal.

Paulo Morais, in CM
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Abade de Trancoso - o verdadeiro povoador


A sentença já é por demais conhecida, mas como  este torrão à beira-mar plantado anda com os níveis de natalidade "pela hora da morte", convém ir relembrando de vez em quando os feitos deste reprodutor de sangue quente e de elevada casta, que muitos braços deu para o amanho das terras férteis da Beira Alta.
(fazia cá falta agora... para repor os níveis...)

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, ser degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e membros em diferentes distritos, pelo crime de que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de;

Ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos.
De cinco irmãs teve dezoito filhas;
De nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;
De sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;
De duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;
Dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve tres filhas.

Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e tres mulheres.

Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando nãol estavam as mulheres.

Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.

[agora vem o melhor]
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487,com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papeis que formaram o processo".


A vila da Baía de Salvador, rapidamente terá sido elevada a cidade com a  incorporação de tão distinto e fogoso reprodutor beirão. Afinal, ele apenas seguia à risca aquela parte da Sagrada Bíblia: Crescei e multiplicai-vos.
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Primeiro estranha-se. Depois entranha-se

Vivemos numa sociedade em que só o que é judicialmente investigado tem relevância moral, em que se exige condenações a  torto e a direito para compensar o vazio deixado pelo relativismo dos valores

“Uma professora do ensino básico foi agredida esta quarta-feira dentro da sala de aulas da Escola Básica n.º 2 em Rossio ao Sul do Tejo, pelos pais de um aluno, tendo sido transportada ao Hospital de Abrantes. Fonte do estabelecimento de ensino disse à agência Lusa que a professora em questão chamou os pais devido a situações de alegados maus comportamento do aluno. A mesma fonte disse que a professora ficou ferida nas mãos e num braço, a par de uma crise de ansiedade emocional.

“Os pais do aluno em questão entraram na sala de aulas, no início da primeira aula da manhã, culparam a professora pelo alegado mau desempenho comportamental do filho e agrediram-na nas mãos e num braço”, acrescentou. A maioria dos alunos, de uma turma do 4.º ano da escola básica do Rossio, que assistiram às agressões, “foram para casa por questões emocionais”, disse. Os restantes alunos “foram divididos” pelas outras turmas do estabelecimento de ensino.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém confirmou a ocorrência à Lusa.  O alerta foi dado às 9h21. Ao local ocorreram os bombeiros de Abrantes, com um veículo de socorro e a PSP. Jorge Soares, porta-voz da PSP de Santarém, disse à Lusa que “a agressora foi identificada e o caso, por configurar um caso de crime público, vai ser remetido para o Ministério Público”.
Jornal de Notícias, 24 de Setembro de 2014.

Alguém encontrou uma declaração do Ministério da Educação sobre este caso? E dos sindicatos? Não sei se existiu alguma tomada de posição por parte dessas entidades, mas a ter existido foi totalmente ofuscada pela agenda do camarada Mário Nogueira: colocações, listas e outros assuntos administrativos a que há anos se convencionou em Portugal chamar ensino. Na prática quando em Portugal se fala de ensino fala-se daquilo que Mário Nogueira quer. E a Mário Nogueira o Ministério da Educação só interessa enquanto maior empregador de Portugal, logo o melhor caldo de cultura para a sua actividade de funcionário público profissionalizado na contestação em serviço próprio e do partido a que é afecto.

Há anos que isto é assim e só o estado de profunda anomia em que nos encontramos leva a que não percebamos que nesta notícia cada parágrafo é um problema, esse sim do ensino e da escola, e sobre os quais ninguém se pronuncia porque andamos todos a discutir o problema de umas listas de colocação cujas fórmulas são o que de mais aproximado com o centralismo soviético se fez em Portugal.

Comecemos pelo princípio: a professora foi agredida dentro da sala. O que nos leva a perguntar – os pais entram assim pelas salas dentro do 4º ano já com as aulas a decorrer? A professora chamou-os para irem lá àquela hora, já durante a aula, o que a obrigaria a falar do assunto diante da turma toda? Nenhum funcionário achou estranha aquela ida dos pais a uma sala onde estava a ser dada uma aula? Quem na qualidade de aluno, professor ou pai tem entrado em escolas, sejam elas públicas ou privadas, percebe que há coisas que não batem certo nesta situação.

Mas as dúvidas e as estranhezas não se esgotam aqui. Passemos para o que aconteceu dentro da sala de aula. Aí a linguagem da notícia é ela mesma um símbolo destes bizarros tempos: “a professora ficou ferida nas mãos e num braço, a par de uma crise de ansiedade emocional.” “Os pais do aluno em questão entraram na sala de aulas, no início da primeira aula da manhã, culparam a professora pelo alegado mau desempenho comportamental do filho e agrediram-na nas mãos e num braço”.

Ora vejamos: a criancinha porta-se mal. Alegadamente, claro, que nós somos uma sociedade que anda sempre de alegado na boca, não vamos cair em pecado de chamar alguma coisa pelo seu devido nome: as crianças não se portam mal. Têm alegados comportamentos. Curiosamente estes pais não duvidavam do mau comportamento do seu rebento. Acusaram sim foi a professora de ser responsável pelo mesmo. E agrediram-na. Esta ficou ferida e, pressurosamente, a notícia acrescenta que ficou também com uma “crise de ansiedade emocional.” Vai-se a ver e isto ainda se resolve mandando a senhora para o psicólogo. Psicólogo esse onde também devem acabar os alunos que assistiram às agressões à professora e que “foram para casa por questões emocionais”.

Uma professora é agredida diante dos alunos e quer ela quer as crianças têm “questões emocionais”! Vendo bem é tudo uma questão de emoções mal geridas: os pais agressores, coitadinhos, têm emoções a mais. A professora agredida teve uma crise emocional e as crianças que assistiram àquilo tudo também se emocionaram muito. Os respectivos pais ainda se devem ter emocionado mais quando perceberam que os seus filhos não tinham aulas e eles tinham de resolver o assunto, independentemente de estarem a trabalhar ou de terem compromissos… Enfim é tudo uma questão de gerir as emoções. Infelizmente só não sabemos se a criança que está na origem disto tudo foi para casa com “questões emocionais” ou ficou na escola á espera que os paizinhos voltassem de novo. Qual indisciplina, qual falta de respeito, qual abuso… são emoções, senhores.

Depois vem o habitual nestas coisas: bombeiros e a PSP acorreram ao local, “a agressora foi identificada e o caso, por configurar um caso de crime público, vai ser remetido para o Ministério Público”. E o habitual nestas coisas é um dos maiores paradoxos do nosso tempo: a Justiça, que não investiga o que é da sua exclusiva competência, ora porque prescreveu, ora porque as provas são dadas como nulas e mandadas retirar dos autos cada vez mais, tem vindo a ocupar os outros espaços de poder.

Incidentes que durante anos foram resolvidos pelos directores das escolas acabam agora nos tribunais. Que é o mesmo que dizer que, se o CITIUS deixar, daqui a largos meses ou anos o caso terá algum desfecho. Isto se entretanto não for arquivado. Não estou a dizer que se tal acontecer a justiça procedeu mal. Estou sim a frisar que não podemos ser uma sociedade em que o bem e o mal são definidos pelos tribunais. Em que não nos restam outras figuras de autoridade senão os juízes, os guardas prisionais e o fisco. Logo uma sociedade em que aquilo que não é judicialmente investigado não tem relevância moral ou social e em que se exige que os tribunais condenem a torto e a direito para assim se compensar o vazio deixado pelo relativismo dos valores e ausência de poderes intermédios.

E por fim mas não por último não podemos continuar a chamar sindicatos de professores ao conglomerado do senhor Nogueira, e Ministério da Educação a uma estrutura que vive de e para a burocracia dos seus funcionários.
Por Helena Matos, Observador
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A higiene da casa

À semelhança do que acontece no futebol, em que todos roubam o que podem e só os adversários o fazem com acinte, a moralidade, no país dos partidos e dos fanáticos dos partidos, é questão de perspectiva. Mesmo que se desconfie, ou até se prove, que Fulano desvia fundos comunitários, aceita subornos e nas horas vagas atropela velhinhas por gozo, os seus fiéis estarão sempre prontos a ignorar os deslizes do chefe na medida em que Sicrano, o chefe dos rivais, também escapou a umas multas por estacionamento em 1982 (ou ao atropelamento de velhinhas em 2005).

Vem isto a propósito do "caso" Tecnoforma. A título de esclarecimento, noto que votei nos senhores que nos governam, por exclusão de partes e talvez por incúria. Informo ainda que acho o Governo em funções uma coisa deprimente, se bem que menos nocivo do que os antecessores e os candidatos a sucessores. Se, contas feitas, PSD e CDS não mudaram quase nada do que se impunha e preservaram quase tudo o que se evitava, acredito que Portugal estaria bastante pior se o Eng. Sócrates tivesse continuado a sua senda de "momentos históricos" e voltará a piorar imenso se o Dr. Costa (em princípio) pegar um dia nisto.

As referências ao PS, porém, terminam aqui. Não pretendo evocar o Freeport, a Universidade Independente, os projectos na Guarda, as escutas do Face Oculta, os apartamentos de Lisboa e Paris e, lá está, as violações do regime de exclusividade parlamentar a fim de relativizar o que apenas os ceguinhos, ou os portugueses, se me permitem a redundância, relativizariam. As alhadas de Pedro Passos Coelho não se desculpam através da culpa alheia.

E a alhada em questão, revelada pela revista Sábado e entretanto assaz popular, resume-se aos 150 mil euros que o Dr. Passos Coelho terá recebido indevidamente entre 1995 e 1999 (por causa da exclusividade do deputado que então ele era) e omitido ao exacto fisco que agora nos consome com sofreguidão. Embora a certeza do crime esteja por apurar, não confortam as garantias de honestidade fornecidas pelo próprio, além dos pedidos ao Parlamento e à Procuradoria-Geral da República para que o ajudem a recordar se recebeu ou não uma quantia que, com sorte, o cidadão médio demora dez anos a ganhar. Por incrível que pareça, residir em Massamá e voar em turística não asseguram a honra de um homem.

Se a história se provasse, não importaria a palavra dada à AR, a baixeza da denúncia anónima, a estabilidade, o futuro, o passado de trapalhadas que outros cometeram: o Dr. Passos Coelho deveria demitir-se. Mas não se demitirá, visto que os obstáculos do costume impedem que se saiba a verdade e a verdade não preocupa o eleitorado, que já condenou ou absolveu o primeiro-ministro de acordo com antipatias ou simpatias prévias. Quem hoje exige a queda do Dr. Passos Coelho defendia ontem o radioso currículo do Eng. Sócrates contra a "cabala". E quem ontem atacava o descaramento do Eng. Sócrates apoia hoje a firmeza do Dr. Passos Coelho. A política é suja porque o País não é muito limpo.

Por Alberto  Gonçalves, DN
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E agora António Costa?

Toda a gente jurou nesta curta noite eleitoral que o PS se vai voltar a unir rapidamente. De novo, tenho dúvidas. E as minhas dúvidas foram reforçadas pelo discurso de vitória de António Costa. Se era necessária uma prova de que a campanha deixou feridas duradouras, tivemo-las nesse discurso, pois o vencedor da noite não foi capaz de citar o nome do seu adversário e tratou de contornar o incómodo dizendo que quem tinha vencido era todo o PS, que não havia derrotados. Não foi elegante nem teve grandeza.

Numa das suas últimas entrevistas antes das primárias, ao DN, este sábado, Costa antecipou que só um pequeno número de irredutíveis de Seguro manterão a acrimónia. Um Seguro que ele trata nessa mesma entrevista com desprezo e altivez, ao afirmar que não lhe devia ter dado oportunidade de se afirmar. Mais uma vez julgo que aquilo que estas palavras revelam não se resolve apenas porque um lado conseguiu mais de dois terços dos votos.

Para que o PS se unisse rapidamente teria sido necessário que António Costa tivesse ontem mostrado, no seu discurso, uma grandeza para com os vencidos que não foi capaz de mostrar. Essa é que é essa.
Numa noite de tantas certezas, deixo aqui estas dúvidas. A contracorrente.

Por José Manuel Fernandes (Observador)
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E se os mandatos dependessem do número efectivo de votos?

- 29.9.14
Se a maioria dos eleitores se abstiver nas próximas eleições legislativas, FICARÁ TUDO NA MESMA. Os deputados serão distribuídos, em cada círculo, proporcionalmente pelos partidos, mesmo que muito poucos votem.
Mas SERIA DIFERENTE se os mandatos dependessem do número efectivo de votos. Seriam necessários cerca de 40 mil votantes para justificar cada deputado. Se assim fosse, com a abstenção que se verificou nas eleições de 2011, o Parlamento teria apenas 133 deputados, ou seja... 97 cadeiras vazias.

Paulo Morais, 
vice-presidente da associação cívica Transparência e Integridade.
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Privilégios

f

Na quinta-feira, a cidade de Lisboa ficou mais uma vez bloqueada porque os trabalhadores do Metropolitano fizeram uma das suas inúmeras greves deste ano. Se essa enorme perturbação acontecesse por acidente ou atentado, seria considerada calamidade. Assim é aceite como forma de luta.

Isto acontece, antes de mais, porque pode acontecer. Em Portugal, a grande maioria das greves são em serviços públicos. O ministro da Saúde notou-o na quarta-feira: "Esta não é uma greve de enfermeiros, mas uma greve dos enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde." A razão tem que ver com o risco para quem as declara. Nos sectores privados, os trabalhadores sabem que uma paralisação prejudica a empresa e pode destruir-lhes o emprego. Por isso só a usam em caso extremo, como deve ser. As entidades próximas do Estado, como têm o emprego seguro, não precisam desses cuidados. Apesar de aí afectarem o interesse nacional.

Nesses sectores, aliás, a greve está desvirtuada. Ela foi concebida como um instrumento para penalizar o patrão, forçando-o a atender aos direitos dos trabalhadores. Mas as entidades públicas não são prejudicadas pela greve. As empresas de transporte até ganham, porque já receberam o dinheiro dos passes e poupam nos custos de operação. Quem sofre é o público, que nada tem que ver com a zanga. Aí, a paralisação equivale a sabotagem social para defender privilégios de quem abusa de uma posição de poder. 
A greve no Metropolitano foi bem explícita, pois a motivação era o repúdio da possível subconcessão da empresa a privados. Os trabalhadores não querem perder o aconchego que o acesso aos impostos lhes dá. Impostos pagos pelos que na quinta-feira andaram a pé.

Havia outra razão para a greve: a "degradação das condições de trabalho". Alguém devia informar os trabalhadores do metro que há uma grande crise em todo o País. Imensa gente perdeu emprego, cortou despesas essenciais, emigrou e passa por terríveis necessidades.
Isto acontece há uns anos; é estranho não terem notado. Além disso, uma das principais razões dessa crise é o descontrolo das contas públicas, nas quais o défice e a dívida do Metropolitano figuram em destaque. Que nestas condições esses funcionários sofram alguma degradação das condições de trabalho seria uma modesta, e claramente insuficiente, participação no esforço que toda a sociedade tem feito para apertar o cinto e pagar a dívida nacional. O simples facto de declararem que têm condições de trabalho, à nossa custa, que gostariam de defender já os coloca numa vantagem face a muitos milhares dos que tiveram de andar a pé na quinta--feira, para que os trabalhadores do Metropolitano possam defender aquilo que eles nunca conseguiram ter.

O fenómeno é simbólico das atitudes desde que se declarou o tsunami da crise, nos finais de 2008. Largos sectores da economia sofreram em cheio o embate da enxurrada. Ricos e pobres, empresas velhas e novas, prósperas e endividadas tiveram de ajustar a vida, cortar custos, adaptar hábitos, emigrar, subir poupanças, mudar de sector. Com grande sofrimento, a reestruturação fez-se e o país, ainda a lutar com novas ondas e réplicas, está lentamente a sair da lama. Entretanto, alguns grupos, protegidos das vagas em cima do muro, passaram o tempo a protestar com os salpicos que os atingiam, bramando por culpados, invocando a Constituição, exigindo direitos adquiridos.

Esses são realmente privilegiados, mas querem passar por vítimas.

Nos últimos anos, o País foi obrigado a um dos ajustamentos mais violentos da sua história, que ainda está longe do fim. Mas teve de o realizar sob o concerto das reclamações de grupos favorecidos, que eram também os que menos contribuíam para a restruturação, e em geral até a sabotavam. Por isso o processo já leva seis anos e ainda não tem o sucesso garantido, dado largos extractos da população se acharem com direito a manter o trem de vida, evidentemente insustentável, que nos trouxe à crise. Precisamente aqueles a quem a sociedade confiou as infraestruturas, que deviam por isso ter mais sentido comunitário

Por João César Neves, DN

ADENDA:
É imperioso que o Senhor Arménio Carlos, leia este artigo de opinião.
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O PCP e a verdade: um problema com barbas de molho

Há 40 anos foi criado o salário mínimo nacional. Grande conquista dos trabalhadores portugueses? Depende do ponto de vista. Actualmente, segundo os analistas, o salário mínimo é inferior ao que foi estabelecido em 1974, no valor de 3 300$00.
Em 1975, por obra e graça do governo de Vasco Gonçalves esse salário mínimo foi elevado para 4 000$00.


Com esta justificação:
A caminho de um socialismo português, há que repensar e reestruturar a dinâmica das relações de trabalho. Em ordem, antes de mais, à valorização do próprio trabalho, como factor político de crescente projecção e influência.
Está na ordem do dia a batalha da produção, que passa pela mobilização dos trabalhadores para as grandes tarefas da reconstrução do País.


Medidas de justiça laboral dirigidas nomeadamente à correcção das distorções salariais próprias da economia capitalista e à disciplina da contratação individual e colectiva, passando por um esquema de regalias sociais não discriminatórias, para além do seu valor intrínseco, constituem o melhor estímulo ao empenhamento dos trabalhadores na melhoria do rendimento nacional e na equidade da sua distribuição.

Com metas já definidas pelo Conselho Superior da Revolução, há que tentar uma aproximação delas sem recuo, ainda que contemporizando transitoriamente com situação e dificuldades de conjuntura.
Nesse contexto se insere o presente diploma, que, sendo um passo em frente, não é ainda a caminhada. Mas não seria razoável que se adiassem medidas, que podem ser tomadas desde já, com base na consideração de que constituem apenas a parte de um todo que seria impossível accionar neste momento.

Entretanto, vai-se atendendo à situação em que se encontram as camadas mais desfavorecidas da classe trabalhadora, quanto a salários e férias, corrigindo distorções e eliminando disparidades. Estabelece-se o congelamento, necessariamente temporário em tempo de inflação, dos ordenados superiores a 12 000$00. Eleva-se para 4 000$00 o salário mínimo nacional. Fixa-se um tecto salarial à remuneração do trabalho, em termos que hão-de ser regulamentados. Optou-se pelo valor da ordem do que ganham os Ministros do Governo, assim se estendendo a todas as empresas um limite que já vigora para as empresas públicas. O leque salarial herdado do fascismo, de amplitude sem limite, fica assim, e desde já, reduzido a um ângulo que começa a não envergonhar. Com ser relativamente mais limitado, não deixa, contudo, de continuar a possibilitar desvios chocantes do princípio de que a trabalho igual deve, tanto quanto possível, corresponder salário igual. Reconhecem-se sem esforço manchas degradadas e sectores privilegiados que há que reconduzir a termos de mais equilibrada justiça salarial. Lá chegaremos. 

No final dos anos setenta, numa entrevista na RTP, o comunista Álvaro Cunhal, perguntado a propósito de quanto ganhava respondeu candidamente que era...o salário mínimo nacional. Ou seja, cerca de 7 500$00, salvo o erro. E disse que nem precisava de mais...

Tal declaração, agora muito esquecida e de que não é fácil  encontrar referências na internet, suscitou risos colectivos. Ninguém acreditava que Cunhal para fazer a vida que devia fazer só ganhasse o salário mínimo nacional.
Nem os comunistas acreditavam nessa balela, como o denota o arrependido Raimundo Narciso, aqui.


Vem isto a propósito do denodado Jerónimo que anda no Parlamento há décadas a lutar pelos amanhãs que nunca mais cantam e que exige sempre o impossível para ter o previsível lote de deputados que lhe asseguram a manutenção da renda.

Antes do 25 de Abril, o PCP lançou nos meios metalúrgicos a ideia de que o salário mínimo nacional deveria ser da ordem dos 6000$00.
Depois da Revolução e ainda antes do PREC , naturalmente, lembraram-lhe tal coisa. E que disse então Cunhal na entrevista à Vida Mundial de14 de Junho de 1974?  Achava tal montante "incomportável para a economia nacional"...


Cunhal viveu em Moscovo antes de vir para Portugal. E como é que vivia por lá? Com o salário mínimo?  Pois sim...

Por decisão do Secretariado do Comité Central do PCUS, Álvaro Cunhal já recebia mensalidades de 500 rublos em 1961, o equivalente, na altura, a pelo menos quatro salários médios. Na mesma época, Francisco Miguel e Margarida Tengarrinha, também membros do Comité Central do PCP, e seus camaradas de exílio, auferiam 180 e 130 rublos, respectivamente.

Num protocolo datado de 14 de Setembro daquele ano, o vice-chefe da Secção Internacional do Comité Central do PCUS, V. Terechkin, comunica ao Comité Central o pedido de Álvaro Cunhal no sentido de se instalar na URSS com a sua mulher e a filha, Ana. Dois dias depois, outro documento autoriza o líder comunista português a frequentar o refeitório do Kremlin — cuja entrada estava reservada a membros do Bureau Político do-Comité Central do PCUS. Neste restaurante era servida, sobretudo, alimentação dietética, o que não desagradava à frugalidade do secretário-geral do PCP.

Todos estes documentos constam do já referido arquivo do Centro de Conservação de Documentação Histórica do PCUS relativo ao período entre 1953 e 1991. A sua progressiva abertura está, ainda que lentamente, a permitir uma melhor compreensão de alguns dos factos mais relevantes do século XX, em que está a trabalhar o investigador português José Mihazes, residente em Moscovo há 17 anos.

A verdade para estes comunistas é sempre relativa, como também disse Cunhal. 
A mentira, essa, é permanente. E são eles quem vende moral e ética na AR. O deputado António Filipe sabe que é assim não sabe? Sabe, claro que sabe. E então porque colabora nesta mentira e nesta farsa? Porque não pode fazer mais nada...
Publicada por josé
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Mapa de Portugal e Espanha: 3000 AC até hoje

Mapa histórico político de Portugal e Espanha. Evolução em 3000 anos. (Fonte: Geacron.com)


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Começou hoje a renovação do PS


by Carlos Guimarães Pinto
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Amanhã seguramente veremos melhor...

Não percebo as razões que terão levado Pedro Passos Coelho (PPC) a não ter sido mais claro nas explicações sobre o que lhe imputam.
Mas o meu ponto é aferir se as acusações fazem sentido. Há uma denúncia anónima a dizer que terá ganho dinheiro de uma empresa enquanto se dizia em exclusividade na AR. Tirando o anónimo, ninguém mais o afirmou. Nem a contabilidade da empresa, que as finanças logo na altura teriam verificado, nem o IRS de Pedro Passos Coelho. Vejamos então se fará sentido a acusação.

Fará sentido uma empresa pagar “por baixo da mesa” 5.000 euros por mês durante anos a um garoto (PPC era pouco mais do que isso, à época), que estava na oposição e sem qualquer poder? Para ganhar o quê? Quanto ganhou? E não seria mais simples e barato pagar-lhe às claras e submeter a custos os gastos e despesas? E seriam os 10% do acrécimo da exclusividade (250/300 euros) que justificariam esconder os 5.000 euros mensais? 10% esses de que nem necessitaria por ser vice-presidente do grupo parlamentar? E que não ganhou nas prestações mensais?

As declarações de IRS de PPC na AR demonstram que nada recebeu. Independentemente de o ter requerido antes ou não, constatou-se estar no final em condições de facto de receber o subsídio como se de um Deputado em exclusividade se tratasse. Almeida Santos dixit. Parece-me que a  comunicação social anda a discutir um balão de ar. Ou então surpreenda-me com qualquer coisa nova.
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Revolto

- 28.9.14
Volto. E revolto. 

O bom combate. Sem confundir prioridades. Nem - jamais! - transigir nos princípios: não há os nossos e os eles. Não pode haver uma moral dupla. A exigência com que procuramos viver - caindo é certo, mas sempre teimando em levantarmo-nos -, analisar, juntar e agir, não permite que usemos bitola diferente. Não há uma balança para Passos-Relvas e outra para Sócrates-Costa. Há um só critério e um só juízo. Sempre aqui assim foi e sempre, se Deus me continuar a ajudar, sempre assim há-de ser. Não tenho outro motivo: não tenho outro rumo: não tenho outra conjura. Um só é bom.

banda Sócrates-Costa tenta a última pressão, orquestrada com as personagens todas, para dar impressão de unanimidade, e nos meios todos  (até o CM!...), que omitem as intempéries e os escândalos do grupo, enquanto divertem a atenção para os roubos dos outros.
Seguro decidiu lutar q.b., abdicando de jogar as malfeitorias da câmara de Lisboa, o caso do acesso (com que autorização legal dos clientes?!...) à base de dados da PT para obtenção de seis milhões de contactos, e os factos da corrupção do socratismo. Temo que perca: quando uma força não empenha, por medo, os meios disponíveis e evita ferir o adversário na luta, o normal é que perca - e que não seja depois poupado. Creio que o resultado desta paródia socialista de democracia directa (que carece de vergonha e de fiscalização independente para funcionar), será decidido pelo peso dos sindicatos de voto que surgiram em torrente nos últimos dias de campanha, arregimentados alguns junto de aliados políticos (PC?).

Em qualquer caso, ganhe o medroso Seguro ou o antidemocrático Sócrates-Costa, como dizia um professor meu: no dia seguinte importa plantar macieiras. E digo eu: combater!
A Pátria vale a nossa prontidão e a nossa luta.

por António Balbino Caldeira
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O futuro está aí

O conceito Mercedes-Benz Truck Futuro 2025 fez a sua estreia no Salão de Frankfurt show de veículos comerciais em Hanover. O Truck Futuro 2025 está equipado com um sistema de várias câmaras e sensores criando um mapa tridimensional digital que possibilita o camião deslocar-se sem a intervenção do condutor. O Futuro a bater-nos à porta

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Paciência de Chinês

O artista chinês Ch'en Tsu-chang  em 1737, esculpiu este pequeno barco incrivelmente detalhado num simples caroço de azeitona. Incrível...!






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